Cada um tem de Mim Exatamente o que Cativou e
"Você pode me julgar, apontar o seu dedo para mim, zombar das minhas dores, achar que é drama, que me faço de vítima, que minha vida é boa e sem imperfeições, sou eu que reclamo demais e acho defeito em tudo.
Então te convido a calçar os meus sapatos, a percorrer o meu caminho, a carregar o meu fardo, a conviver com minhas dores.
É claro que você não vai aceitar, porque é muito fácil julgar, mas você não está nem aí, para saber como me sinto.
Então, sinto muito, por você, e sua língua inclemente, o seu julgar insolente, a mediocridade da sua mente, e nessa vida, continua a prevalecer a velha frase que diz: a dor só dói em quem a deveras sente."
E, se alguém perguntar por mim, diz que fui bem ali, semear amor, e se eu me demorar, não precisa se preocupar. Estou aguardando a colheita.
E essa parte atrevida que sai dentro de mim, sem medo de ser feliz, sem medo de se arriscar, e nunca ousar em desistir, é minha melhor parte.
Meu coração pede para seguir. Minha razão , exige que eu fique. Só sei que o meu amor grita por mim. Então vou seguir por aí, sem destino certo. Quem é que sabe a direção pra encontrar quem não se vê? O coração vai me responder.
"Se pra mim está bom, de que me importa o outro, mesmo que seja alguém que chamo de amigo?" E assim caminha a humanidade, para a vala.
Depois de tanto lutar, decidi abraçar o caos que há dentro de mim...A tempestade pode ser bela, se não tivermos medo dela.
És tão bela!
Mas nem sequer olhas para mim!
Se me deixasses donzela, eu cuidaria de ti, com amor serias a rosa do meu jardim!
Ao atravessar a Baía de Guanabara , se torna para mim uma espécie de espelho filosófico : revela que viver é sempre atravessar , é sempre deixar algo para trás , é sempre se preparar para o inesperado da próxima margem ...
Às águas me faz lembrar - O tempo, não se aguarda , só se atravessa
crônica : Leonardo Carlos
Olhe pra mim, eu era assim, você pode mudar, o mundo pode mundar. Sempre há uma saída. A garrafa gira para tudo que é lado.
Fecho a porta do quarto
Capturo o silêncio
Risco faíscas de paz
Assim crio espaço em mim mesmo
O inverno já beijou minha testa
Ainda assim é urgente ter onde habitar
Não coloque a culpa em mim, os nossos caminhos são diferentes, por isso eu não sigo os seus passos isso para ser escrita uma outra história ao mesmo tempo, pois ela não espera estar nos seus melhores dias, mas olha que faz toda diferença inovar.
Carrego em mim vozes que nunca ouvi,
mas que me guiam como raízes invisíveis.
Sou continuação de quem sonhou antes de mim.
Terra que pulsa em mim
(Eliza Yaman)
Não é o chão que falta — é o perfume,
da flor que só no meu país floresce.
Aqui, o céu é outro, o ar resume,
a ausência que em silêncio me adormece.
Minha pátria não é só geografia,
é o afeto que moldou minha raiz.
Mesmo longe, ela canta em minha via,
como um tambor que nunca se desdiz.
Espelho do que fomos
(Eliza Yaman)
Olho o espelho e vejo o que não vejo:
teu rosto em mim, teu gesto em minha mão.
És reflexo que vive no desejo,
és ausência que tem encarnação.
E mesmo que não estejas ao meu lado,
és parte do que sou, do que me forma.
Teu amor é traço eternizado,
na moldura onde a dor virou reforma.
Deus que habita em mim
(Eliza Yaman)
Não sou eu quem escreve — é Sua chama,
que acende em mim o verbo e a canção.
Cada verso é louvor que se derrama,
como incenso que sobe em devoção.
Sou barro que se curva à Sua arte,
sou templo que se rende ao Seu querer.
E mesmo que o silêncio me desparte,
é Deus quem me ensina a renascer.
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