Cada um tem de Mim Exatamente o que Cativou e
Um país de contrastes
O Brasil é uma aquarela de vários tons,
Com diferentes paisagens,
Umas lindas, muito belas,
Outras que podem vir a ser belas,
Só precisam de atenção e do olhar da nação
Olhe para o lado e veja
Há flores: begônias, bromélias, orquídeas,
Há frutos: jabuticaba, goiaba, caju, cacau
Há árvores: ipê, jatobá, juazeiro, pau-brasil,
E o lindo céu azul para colorir a paisagem
Olhe para o outro lado e observe
Um rio que se perde em sua seca e uma mãe que chora
A violência que mostra sua face negra
O homem que guerreia e desmata
E descolore uma paisagem antes bela
No Brasil “o cravo não precisa brigar com a rosa”
Há lugar para todas as flores nesta terra que frutifica
Mas as pessoas precisam lutar pela igualdade
Pois, a ambição de poucos costuma inebriar os valores de muitos
Que acreditam em uma pátria mais justa
“O Rio de Janeiro continua Lindo”,
Mas o sertão brasileiro ainda está na seca
A igualdade é o objetivo da nação
Mas a desigualdade ainda persiste e assola nosso chão
O Brasil é um país de contrastes,
Mas o brasileiro um guerreiro nato
Com seu jeito acolhedor, sua esperança sempre acesa,
E a perseverança de ir à luta e colorir uma outra paisagem,
A de um Brasil que sonha, luta e muda...
FELIZ POR SEU AMOR
Levei um bom tempo a caminhar...
No desejo de encontrá-la, a procurei como agulha no palheiro.
Até que,sozinhos: eu e ela,louquinhos para amar,nos encontrando,corremos para o abraço... Esse amor que tanto vislumbrei, veio para ficar. Receptivos, logo nos quisemos. Fascinados,felizes... seguimos um novo caminho. Fomos agraciados pelo ocorrido!...nos tornando abençoados,queridos,apaixonados, recíprocos. - Sinceros, verdadeiros.
Graças recebemos, e gratos estamos,pelas vidas que agregaram-se à nossa. - Em frutos de amor.
Seguimos alegres e contentes, com o que nos aconteceu: viver lado a lado, nos amando docemente.
(04.02.18)
Mais um ano,
mais experiencia,
muitas alegrias,
mais novidades.
Muitas realizações
Família,
Amigos
Amores
Paixões ,
Enfim um leque se abre em todo tempo de vida, basta vivermos cada momento com intensidade, carinho, dedicação e colher os frutos de cada experiência vivida.
Hoje as felicitações são:
Por tudo o que tenho.
Tenho tudo que posso ter.
Por tudo que sou.
Sou tudo o que posso ser.
Por tudo que faço.
Faço o melhor que posso fazer
Por tudo que vivo.
Vivo tudo que posso VIVER ...
"Nem sempre pedimos de mais, apenas queremos que alguém nos dê de volta, tudo aquilo que um dia demos à essa pessoa"
O dia do nosso aniversário é um dia que devemos festejar, se alegrar e principalmente agradecer.
O aniversário não significa ficar apenas um ano mais velho, significa mais uma oportunidade de vida, de recomeço, mais uma oportunidade para se reinventar!
Não é o dia para se sentir um(a) Deus(a), ou festejar como se fosse um(a).
Mas, festejar sim, como celebração e agradecimento a Deus pela nossa vida!
Hoje sou grada a Deus, o criador de todas as coisas, pela oportunidade de viver e continuar a existir.
A teologia me proporciona um olhar diferente sobre a minha vida, sobre as outras pessoas. Como eu me alegro em Cristo!
Tudo que nos torna cativo, carece um certo afastamento para que a nossa individualidade permaneça intacta.
Não considero o ser humano plenamente evoluído enquanto precisamos ficar ensinando um ao outro o verdadeiro sentido da capacidade empática.
A intensidade de um sentimento sincero irá enfrentar dificuldades quando se deparar com a superficialidade de algumas realidades momentâneas.
Mentalidade revolucionária é o estado de espírito, permanente ou transitório, no qual um indivíduo ou grupo se crê habilitado a remoldar o conjunto da sociedade – senão a natureza humana em geral – por meio da ação política; e acredita que, como agente ou portador de um futuro melhor, está acima de todo julgamento pela humanidade presente ou passada, só tendo satisfações a prestar ao tribunal da História.
Se você se acha um fracassado e continua persistindo... Parabéns! Você está no caminho certo! Pois o sucesso vem da sucessão de fracassos...
Como a pérola é o resultado do sofrimento de uma ostra quando um grão de areia adentra em sua concha, assim o Senhor faz conosco. Através das provações e das aflições, Ele lapida nosso caráter para que o Seu melhor seja feito em nós. Então, glorifique a Deus em meio às adversidades.
Um sujeito cujo horizonte cultural é delimitado pelo mercado editorial brasileiro está num estado de miséria intelectual calamitosa.
Quer perder um amigo falso ?
Pede ele para te pagar algo que te deve. Aí a máscara cai,ele não te deve e você segue sua vida, porque pessoas vem e vão,umas verdadeiras ficam,graças a Deus as falsas se revelam dando oportunidade para outras chegarem.
A música é um tesouro! ela permite que conheçamos alguém só pelo estilo de música que escuta com certa frequência.
É difícil falar em bom gosto diante de tantas diferenças culturais e isso é importante. Contudo, o bom gosto para música reflete até nas ações.
Acredite evitar a pessoa só faz você se apaixonar mais ainda ,a não ser que um entreterimento melhor faça voçê esquecer fora disso o peso da distância só aumenta a dor da saudade.
REVAl II
CRÔNICA
Reval,por um tempo andou meio fraco da cabeça. Morava sozinho num quartinho de uma casa antiga, na Rua Sete de Setembro, anexo à alfaiataria de Corcino - seu parente -, um dos primeiros alfaiates de Campos Belos. - De vez enquando sumia; mas sempre voltava.
Trajava à mesma roupa ensebada de sempre.Sapatos às vezes,soltando a sola.
Moreno forte, de estatura mediana, usava cabelos quase aos ombros, que nunca viam pentes e água. Ostentava um bigode entrelaçado à longa barba.
Medo a gente não sentia de Reval: alguma sisma somente. Arriscava conversar com ele. Mas a prosa era pouca,só respondia aos arrancos,jeito desconfiado,olhar distante.
Nunca se soube de agressividade dele, às pessoas. Andava lentamente pelas ruas da cidade, com as mãos nos bolsos da calça, mastigando um possível alimento. Ficávamos curiosos para saber que iguaria degustava.
No percurso que fazia pelas ruas andava e parava, andava e parava...pondo sentido em tudo que seus olhos viam. E o de mais relevância, pra ele,observava mais ainda; imaginando coisas.
Em seus observatórios diários, nada passava despercebido do seu olhar. Olhava os mínimos detalhes daquilo que mais lhes chamasse a atenção. - Como se tivesse fazendo uma profunda análise.
Parecia discordar com mais contundência algumas irregularidades que via: ao coçar a cabeça acima da orelha e balançar a mesma num gesto negativo; sempre fazia isso quando o objeto da observação não atendesse suas expectativas de normalidade.
Belo dia...
Como há de ter acontecido... Reval saiu de casa e subiu à Rua BH Foreman, mais calado do que nunca. Triste, de cabeça baixa, olhos inquietos. Atravessou a Av. Desembargador Rivadávia e ganhou o calçadão, em frente à Prefeitura Municipal. Parou, e colocou a mão direita atrás da orelha, em forma de concha, para ouvir melhor o sino repicando à sua frente, na Igreja Matriz.
Era o sacristão chamando os fiéis, para a encomendação de um corpo. Ele não atendeu o apelo sonoro da paróquia naquele dia: adentrando-se ao santuário.
Nuvens cor de cinza se agarravam ao Morro da Cruz e das Almas; não demorou muito a cair pingos de chuva como lamentos, na grama verde da praça. - Quando uma pessoa boa morre a terra recebe o insumo e o céu sela com água, o fim deu ciclo.
Reval aproximou-se daquela casa de oração católica, e tomou a benção ao seu vigário, que estava posicionado à entrada principal, recebendo o povo, para a cerimônia fúnebre.
Riscou o dedo polegar direito na testa, repetida vezes, e inclinou-se levemente para frente, em sinal de respeito ao pároco, ao santuário e ao falecido. Beijou um enorme crucifixo metálico, preso num grosso cordão e olhava ao longe, o esquife num ataúde bonito...
Em rogos,de longe, desejava um bom lugar ao finado.
Missão cumprida...
Deu as costas ao Reverendo, sem se despedir, e desceu a Rua do Comércio, enxugando com a manga da camisa, algumas lágrimas sentidas.
Teve fome...
Com a barriga nas costas, entrou na padaria de Zé Padeiro. Pediu um lanche, sem dinheiro.
A atendente lhe deu um pão com manteiga, e um café com leite num copo descartável. - "Capricha que é pra dois tomar." Disse, à moça, que colocou mais um pouquinho. Ficando sem entender: pois, não o viu acompanhado de mais ninguém.
Ao retornar a sua casa, pelas mesmas pisadas, Reval parou diante de um caminhão de transporte de madeiras; quebrado e cheio de laxas de aroeira, na porta do Armazém de Seu Natã.O proprietário já havia pedido ao papai que olhasse o mesmo; pois, teria que se deslocar até a Capital Federal ou Goiânia, para comprar uma ponta de eixo. Pois não a encontrava na região, para a devida reposição.
O sol, queimando, e não havia mais uma nuvem sequer, nos céus, para atenuar a sua intensidade. Reval, por sua vez, continuava parado diante do veículo, dando andamento na prosa...
Depois de ter observado por muito tempo aquela situação; de todos os ângulos possíveis. Continuava olhando, olhando,olhando... E, balançando a cabeça de um lado para o outro. Como quem não concordando com aquela situação. - Conversava baixinho com o caminhão, de maneira que só os dois ouviam, mais ou menos assim:
- Isso que estão fazendo com você é um absurdo, é uma desumanidade muito grande! Como é que pode tanto descaso, com um ser tão indefeso[...] - Coitadinho, quanta judiação[...] Quanto tempo sem comer e sem beber; cheirando mal, e cheio de poeira; com esse calor que está fazendo, não pôde até agora, tomar um banho sequer, para refrescar um pouco; como tem sofrido você ...continuava:
- Não tenho mais tempo a perder: preciso fazer alguma coisa e continuar com essa caridade por mais um tempo...
Deu o lanche que trazia consigo para o caminhão comer...
Antes de despedir-se, daquele pobre necessitado, balbuciou quase imperceptivelmente mais algumas palavras:
- Tenha um bom apetite!... Voltarei amanhã para ti ver...
Foi-se embora balançando a cabeça, desaprovando aquele estado de coisas.
Possivelmente repetiu o gesto de alimentar ao caminhão por mais de quinze dias. - Período que esteve lá.
Toda vez que retornava ao local não havia nem vestígio de lanche.
Como se sabe: a “fome é negra”.
Reval tinha um bom coração. Aquela piedade demonstrada devia ser um reflexo da criação que recebera de seus pais. Que por sua vez, eram pessoas muito religiosas e bondosas.
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