Cada um tem de Mim Exatamente o que Cativou e
O erro comum é tratar a Bíblia como um livro que fala apenas sobre Deus. Ela fala também sobre você. Sobre seus mecanismos internos. Sobre seus padrões de fuga, de orgulho, de medo, de negação. Os personagens não são apenas figuras históricas. Eles são arquétipos psicológicos. O traidor vive em você. O justo vive em você. O covarde vive em você. O fiel vive em você. E o conflito entre eles é diário.
Quando alguém afirma que sua interpretação é a única correta, essa pessoa revela mais sobre sua necessidade de controle do que sobre o texto em si. A Bíblia não se submete ao ego humano. Ela o atravessa. Ela o expõe. Ela o relativiza. Não existe leitura neutra. Toda leitura passa pelo filtro da história pessoal, das feridas, das crenças, das defesas. Por isso, duas consciências diante do mesmo versículo jamais estarão no mesmo ponto.
Isso não significa que tudo é relativo ao ponto de não haver verdade. Significa que a verdade é grande demais para ser capturada de uma vez só. Você acessa fragmentos conforme sua capacidade de sustentar aquilo que vê. O arquiteto do universo não errou ao fazer assim. A perfeição não está na rigidez. Está na adaptabilidade simbólica. Um texto que ainda conversa com você milhares de anos depois não sobreviveu por acaso.
A Bíblia funciona como um jogo de camadas. Na superfície, histórias. Logo abaixo, princípios. Mais fundo, estruturas da psique humana. Ainda mais fundo, algo que escapa à linguagem comum. Você pode chamar de espírito, consciência, logos, sopro, presença. O nome pouco importa. O efeito importa. Algo ali reorganiza quem se dispõe a ler com atenção real, não com pressa religiosa ou curiosidade rasa.
Você não lê a Bíblia apenas com os olhos. Você lê com o estado interno em que se encontra. Se você está defensivo ou defensiva, o texto parece acusador. Se você está aberto ou aberta, o texto parece orientador. Se você está em negação, ele parece confuso. Se você está disposto ou disposta a atravessar seus próprios enganos, ele se torna claro de uma forma quase desconcertante.
Por isso ela nunca se esgota. Por isso ela nunca é totalmente decorada. Decorar seria reduzi-la a um objeto de posse. E esse livro não aceita ser possuído. Ele exige relacionamento. Exige retorno constante. Exige silêncio entre uma leitura e outra para que algo se assente. Exige humildade para admitir que você entendeu menos do que imaginava.
O maior enigma do jogo humano talvez não seja decifrar a Bíblia, mas perceber que ela foi construída para acompanhar o desenvolvimento da consciência humana. Ela cresce com você. Ela se torna mais exigente conforme você amadurece. Ela deixa de ser conforto infantil e passa a ser confronto adulto. Não porque muda, mas porque você muda.
Quando você entende isso, para de buscar a interpretação perfeita e começa a buscar a leitura honesta. Para de usar o texto como arma e começa a usá-lo como espelho. Um espelho que não elogia nem acusa. Apenas mostra. E mostrar, para quem realmente olha, já é transformação suficiente.
O arquiteto do universo é perfeito não porque deu respostas fechadas, mas porque criou um sistema simbólico capaz de atravessar eras, culturas, idiomas e níveis de consciência sem perder sua força essencial. Um livro que não envelhece porque fala do que permanece. O humano. Seus dilemas. Suas escolhas. Sua liberdade. Seu medo de usá-la.
Você não precisa concordar com tudo. Você não precisa entender tudo. Precisa apenas ler com responsabilidade. Sabendo que aquilo que salta aos seus olhos diz tanto sobre o texto quanto sobre você. E talvez mais sobre você do que gostaria de admitir.
No fim, o maior enigma não é a Bíblia. É o leitor e a leitora diante dela. É o que você faz com o que leu. É o que você escolhe ignorar. É o que você decide viver. O livro permanece. O jogo continua. E a consciência é o único movimento que realmente importa.
Antes que eu me vá te deixarei mais uma música
Antes que eu me vá te escreverei mais um poema
Antes que eu me vá acharei mais um modo de te "desconcertar"
Antes que eu me vá deixarei algo para de mim você lembrar
E quando eu me for e só sobrar essas coisas pequenas
Saberá que de mim ficou Só oque valeu a pena
Do meu modo subjetivo, e talvez imprevisível.
Quando eu me for, verá que tudo que te dei foi Só o imprescindível.
Quero amigos de verdade. Aqueles que suportam a sua felicidade. Em um momento difícil qualquer um se aproxima de você. Não temos como distinguir o amigo verdadeiro do falso. Mas nos momentos felizes sim. O seu inimigo jamais suportaria a sua felicidade.
O colapso da identidade em um mundo de máscaras sociais é um silêncio que grita por dentro. A pessoa já não sabe onde termina o rosto e começa o disfarce. Cada papel aceito, cada personagem ensaiado, acrescenta uma nova camada de verniz sobre a pele cansada. Por trás do sorriso treinado, a dúvida: aquilo que sinto é meu ou apenas uma reação ao olhar do outro?As redes, os palcos, os corredores anônimos exigem versões editadas de nós mesmos, sempre prontas, sempre luminosas. A autenticidade, então, se faz clandestina, vivendo em breves lapsos de descuido. Quando a máscara cola, torna-se pele; quando a pele cede, torna-se máscara. Nesse atrito, a identidade se fragmenta em reflexos contraditórios.No fim, resta um espelho que não devolve um rosto, mas um mosaico de expectativas alheias. E o eu verdadeiro, tímido, pergunta-se se algum dia existiu.
toque de mágica
às vezes a vida muda
não com barulho
mas com um pequeno gesto
um olhar que encontra o nosso
uma palavra que chega na hora certa
e de repente
o peso vira leveza
como se o mundo
tivesse encostado na alma
com um toque de mágica ✨
"O valor de um evento não reside no que ele nos tira ou nos dá, mas no resíduo de consciência que sobra após a autoanálise de cada naufrágio."
- Heremita De Araúxa
Ninguém consegue adivinhar como vai ser um relacionamento, às vezes pode dar certo ou não.
O que vale é a experiência, então analise bem com quem você está.
"Todo um conjunto de pensamentos se torna hipóteses que precisam ser submetidas ao teste de realidade."
Existe uma tendência interna de me fazer continuar sendo o que sou, protegendo-me em minhas fortalezas de certezas acumuladas ao longo do tempo.
...
Mas o segredo está justamente nisso:
Teste —> Resultado —> Perspectiva
O segredo para minha saúde existencial é "conservar-se transformando-se" — não permanecendo em minha identidade rígida, que me apego desesperadamente para tentar sobreviver.
É justamente ir até o novo e desconhecido, mas transformador.
A primeira filha dela nasceu morta, porque meu pai deu um chute na barriga dela, já estava com 3 dias em decomposição. Tempo de parteira. A parteira já falecida D. Jesus, salvou a vida dela.
Ela nunca se saiu dele, por obediência ao pai. Como eu disse, ela é igual uma criança.
Em todos os nascimentos dos outros filhos, ela se escondia dele para não ser morta.
Pulava cercas altas, após ser torturada com abusos psicológicos e agressões físicas, á noite inteira. Fugia, mas sempre teve medo de tudo e do mundo!! Porque nunca soube ler, nunca soube lidar com a insegurança dela. Muito ingênua.
Então, ela sempre retornava.
Mas, antes disso, passamos um dia inteiro e a noite em Timon, em outro abrigo. Onde conheci histórias de crianças violentadas sexualmente.
Havia um garotinho que havia acabado de ser operado do ân*s, porque havia sido violentado por um vizinho. Ele tinha uns 2 aninhos de idade!!
Eu conheci esse lado do mundo, que até então, não fazia ideia que existia. Então, foi quando senti medo de seguir sozinha.
Então, o ônibus chegou e nos pegou ás 6 da manhã do dia seguinte.
Chegamos na nossa cidade, meio-dia!!
Eu desci do ônibus, e não olhei para trás!!
Eu não queria ver os olhos dos meus irmãos, tomados por dor e angústia.
Porque aqueles 28 dias, foram os dias mais felizes das nossas vidas.
Nenhum ressentimento. Um dia era prova de português, na esquina da escola, a tal raider que eu usava, quebrou. Eu fui descalça mesmo assim. Enfrentei a fila do pátio, para entrar na classe, todos me olhavam e riam. Eu não voltei para casa, lá não tinha nenhuma outra sandália para eu calçar. Nem minha mãe tinha dinheiro para comprar. Ela quebrava pedra brita o dia inteiro, para ganhar 0,50 centavos por lata. Mal dava pra comprar arroz que era também na época, 0,50 centavos o quilo. Eu nunca reclamei, eu sentia vergonha? sentia. Mas desde aquela época, sempre soube que nunca seria fácil.
E se eu adicionar 3 pontos finais
Ao invés de um fim
Terei um recomeço, uma icongnita?
Terei silêncio? Gritos? Sinais?
Serei eu sem você? Ou serei você sem mim?
Será que no início, no fim e por todo meio me evita?
Seria eu a sua Kriptonita?
Hoje acordei com um relógio mastigando nuvens, e a parede sussurrava alfabetos em espiral. Três cadeiras dançavam xadrez sobre o teto, enquanto meu nome virava vapor dentro de uma xícara vazia. A rua, lá fora, era um aquário de buzinas; eu caminhava sem pés, colecionando sombras como moedas furadas. Um pássaro de papel me pediu senha, e eu respondi com silêncio em braile. Tudo parecia erro de tradução: risos que não pertenciam, cores que tinham gosto de ferrugem.
Então percebi o fio: cada imagem era um recado do corpo. O relógio eram meus prazos, as nuvens, a ansiedade. A parede repetia o que eu evito dizer. As cadeiras no teto eram as conversas que deixei para depois. As moedas furadas, a energia que gasto tentando agradar. O pássaro de papel era meu pedido de ajuda, dobrado e escondido.
Quando coloquei a mão no peito, o aquário virou janela. Respirei, sentei, e desliguei o telefone por cinco minutos; ouvi o próprio coração batendo, sem metáforas, e finalmente entendi o idioma da manhã. Escrevi uma linha simples: hoje eu vou me escolher.
“Quando um juiz não é tensionado para agir, não se decide primariamente entre certo ou errado, mas entre consequências caras ou baratas do ato decisório, como qualquer ser humano faria. Se eu decidir assim vai incorrer no que? Se em nada, por que não fazer? O juízo moral vem depois; o cálculo do custo do ato vem antes — sempre. Se não gerar problemas eu faço, porque é confortável, já que o advogado não estruturou o processo para determinado enfrentamento” Fabricio von Beaufort-Spontin, Livro NÃO EXISTE LIDE SEM PREJUÍZO – Processo contencioso - Livro 1 - Por que os Processos Bons Morrem?, 2026.
"Sim! Um sr celestial, já me levou através de uma galáxia em um sonho lindo que tive.
E lá ele me mostrou as pessoas daqui que já se foram, olhando um grande livro reluzente em uma mesa.
O lugar era resplandecente.
Em nenhum momento o vi, ele estava ao meu lado, eu só ouvia sua voz e suas mãos me segurando.
Eu estava curiosa em saber se eles me viam e ele disse que não.
Somente eu poderia vê-los...
As pessoas vestiam vestes brancas e saiam de algum lugar das nuvens e entrava em uma sala branca e cheia de muita luz brilhante!
Eu segui onde eles estavam indo e era em direção ao livro gigante na mesa.
Eu estava tão curiosa que desviei o olhar do livro e quando voltei na outra direção, eu subitamente acordei.
Parecia uma visão, muito diferente de um sonho.
Lindo!"
03/12/2021
Segunda 28 de novembro de 2022 10:27
Anteontem, tive um sonho...
Eu estava com uma garota que era minha única amiga, mas na vida real, ela não existe.
Ela me levou há algum lugar, onde havia uma grande rocha, e ela escalou essa rocha que era muito gigante, como às cataratas do Iguaçu, e havia uma dificuldade enorme quando chegou a minha vez, eu subi mais ou menos até a metade dessa rocha e acabei ficando com muito medo de cair, então eu estava descendo de volta e quando dei alguns passos para trás, surgiu um homem do lado dessa grande rocha, e era como se ele morasse em uma casa ao lado dela, dentro de um nada.
Então, ele apareceu e pegou em minha mão e me puxou para cima e disse "suba, estou segurando você" então, eu consegui chegar ao topo, quando cheguei ao topo, havia uma grande ponte de madeira com uma arquitetura incrível e ela era como aquelas barcas de um parque de diversões, e esse homem apenas me pôs em cima dela e disse que eu iria conhecer um mundo fantástico, em cima dela!
Eu estava em pé nela, e já não via mais a garota que estava comigo e que tinha me levado até ali, estava apenas eu e ele.
A ponte estava subindo devagarinho e ela era sustentada por cordas muito grossas, abaixo dela, havia o mar, e era infinito e lindo, com o sol ao fundo.
E, ela ia ficando cada vez mais alta e eu comecei a tremer de medo, porque não havia nada para segurar, apenas um tipo de corrimão de madeira, e eu comecei a segurar nele e eu olhava para o homem e ele estava na ponta da ponte, sentado tranquilamente com as pernas dobradas e os braços por cima dos seus joelhos e ele olhava o Horizonte com tranquilidade, era como se não fosse humano e não tivesse medo, com um equilíbrio incrível.
Já eu, com o levantar cada vez mais alto da ponte, eu comecei a fechar os olhos e não consegui ver as maravilhas que essa volta ao mundo estava me mostrando.
Era uma ponte mágica, que levantava como uma barca voadora e dava a volta no mundo inteiro, então ela deu voltas e voamos tão alto, que parecia que estávamos acima de todas as nuvens do céu e eu tentava observar tudo o que havia no mundo, mais eu não consegui, por ter medo, e ela deu voltas comigo e com esse homem misterioso na ponta, ela sobrevoou o mundo inteiro, em mais ou menos, umas duas voltas e eu não vi nada.
Foi uma viagem incrível, feita em milésimos de segundos.
Sei que de repente ela parou e voltou novamente ao chão e eu acordei...
Quando eu acordei, parecia que eu estava lá realmente e, tentei entender esse sonho.
Na verdade, eu sempre tenho sonhos fantásticos assim.
E, esse sonho, me mostrou os medos que eu carrego dentro de mim.
É, como se quisesse me mostrar que eu tenho medo de abrir os meus olhos e perceber que tenho o mundo lá fora, para conhecer e eu tenho medo disso, de arriscar, de abrir mão de coisas, por medo de sofrer, por medo de nada dar certo...
Isso me faz novamente olhar para a minha vida e enxergar nela, o que realmente está valendo á pena, o que realmente está fazendo sentido nela.
E, simplesmente quando penso nisso, eu fico cada vez mais perdida...
Às vezes, eu me pergunto o que estou fazendo aqui, esse nunca foi o meu lugar.
Se eu conto essas coisas para alguém?
Ninguém dá ouvidos, eu vivo a maior parte do meu tempo só, sempre foi assim.
E, por mais que eu esteja em meio á uma grande multidão, eu me sinto como um grão de areia na praia, em meio a tantos outros...
Sempre só!
Às vezes, acho que nasci para sofrer e que a minha existência não faz sentido.
Eu estou sempre rindo e disfarçando minhas dores e meus anseios...
Na verdade, apenas Deus e eu, conhece realmente quem sou e o que almejo.
Tantas pessoas já passaram pela minha vida, e sabe?
O tempo, arrastou todas para longe de mim.
Às vezes, acho que meu tempo está próximo e não consigo mais encontrar motivos para continuar...
Minha alma está cheia de tristeza e eu, apenas eu, sei porque.
Acho que chega um momento na vida, que tudo é disfarce, que tudo é solidão.
É sempre frustrante.
Eu, não sei...
Talvez, o erro está em mim.
Minha missão está prestes a terminar, porque eu não me encaixo em lugar algum.
Sinto vontade de viver mais, porque sinto que estou afundando em um abismo que não posso decifrar o final.
E, parece não fazer sentido a minha existência...
Sei que se morre de tristeza, e eu, acho que qualquer dia desses, eu morrerei.
Fico abismada hoje, em pleno 2026!! Com tantas melancolias que eu escrevia. Hoje, sou uma pessoa renovada. Estou em paz!
O dia em que o demônio quis roubar a minha alma do meu corpo...
Um dia, fiquei na cama enquanto meu marido tinha ido na casa do cunhado dele pertinho para ajudar em uma obra, fechei os olhos e uma voz ao lado da cama falava igual á ele, coisas embaralhadas, eu não consegui entender. De repente foi para o lado da minha cabeça e vi quando essa coisa colocou a mãos sobre mim, nesse instante vi uma mão e um antebraço transparente e reluzente saindo de mim e segurando forte as mãos daquela coisa e eu observava tentando acordar! ela o empurrava e estava perdendo a luta. Eu tentei ajudar, mas meu corpo estava paralisado. A alma lutou com um demônio e eu vi isso. Eu abri os olhos atônita de tanto insistir para abrir!! Experiência sinistra.
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