Cada um tem de Mim Exatamente o que Cativou e
Tudo que é mal tem seu lado positivo.
Isso mesmo.
Estranho não é?
Como se tirar algo positivo de uma coisa ruim?
Tudo que dói
Tudo que machuca
Tudo que consideramos ruim
Tem um lado positivo
Observemos as crianças e aprenderemos com elas.
Chorar pode ser algo desagradável. Mas com o choro as crianças ganham o peito da mãe para saciar a fome. Com o choro ganham o afago da mãe para acalmar o medo do novo. Com o choro ganham os cuidados da mãe para curar a dor.
E assim devemos ser.
Extrair do negativo o positivo.
Extrair da dor o alívio.
É caindo que se aprende a levantar e se equilibrar.
É chorando que se aprende a sorrir e gargalhar.
É apanhando que se aprende a bater e rebater os problemas da vida.
É sendo enganado que se aprende a não confiar em todos.
É perdendo amores que se aprende que novos amores virão.
É sentindo medo que se aprende a enfrentar a escuridão dos seus piores dias.
Até a morte tem seu lado positivo.
A morte nos ensina que estamos em uma contagem regressiva.
Um relógio invisível.
Que pode parar a qualquer momento.
E que devemos viver cada dia como se fosse o último. O único.
E assim tiramos proveito de tudo que a vida nos oferece.
E assim fazemos de limões azedos, doces limonadas.
A Flor e o Mar
O mar tem cheiro de vida
O mar tem gosto de amor
O mar tem vida distinta
Da vida que dá vida à flor
No entanto se copiam
Num milagre singular
A flor ondeia a alma
O mar floreia o sonho.
Ambos inspiram o compositor
Num grávido versejar
A flor é prenda de amor.
O mar é rima de amar.
O mar é arrebatamento
A flor é singeleza.
No sentido exato da palavra
Daí, serem, então
Nessa escala de valores
Nesta inversão.
Definitivamente
Incomparáveis
Nas suas grandezas.
Simbiose
Tem uma menina dentro dos meus olhos.
Metade rosa, metade beija-flor
Ou ora uma, ora o outro dança
A música da vida cheia de fervor.
A menina é risonha e devotada
É uma réstia de luz do pôr-do-sol
Enamorada pelo amor, extasiada.
Baila ao som da flauta em serenata.
É ave, é som, é luz, é flor.
Há muita vida dentro da menina
Que ri e ama em profusão.
No meu olhar vive uma menina
Metade cérebro, metade coração.
Dentro da menina há um sonho
A menina me pede pra sonhar com ela.
O sonho me pede pra viver por ele
A menina e o sonho
Entrelaçam-se e se abraçam
E seguem inseparáveis pela vida.
Sorriso
Se tem uma coisa que me arrebata
Capta
Toda a minha essência
É o sorriso.
Se não queres que eu me apaixone por ti
Jamais sorrias
Pra mim.
A Minha Espera
Caminho solitária porque minha estrada tem
Bordas de sonhos
Que penetram nelas apenas quem escuta
A minha voz que não solto
Em palavras.
Elas se espalham com o vento
Na leveza das plumas alvas
Da minha alma
E se alguém ouvi-las
É porque entendeu que a minha escada
Espiralada
Tem degraus construídos de emoções
Todas nascidas de uma vontade
Suprema de estar só
Pra esperar o que ainda não decifrei
Não reconheci de meu
E espero fazê-lo
Num único olhar
Que irá tragar o meu eu e
Entranhada nas entranhas desse amor
Não causar estranhezas para o Meu Amado
MEU CORAÇÃO
Olhar com os olhos do coração é permitir que o meu coração seja personificado, ele tem mãos que apertam, tem olhos que acalentam, firmes, mas que acalentam. Existem corações que abraçam a gente com o os olhos. Sentimos seu calor. Certa vez pediu-se para trocar um coração novo por um velho. Ao que tinha o coração novo se gloriava de tê-lo sem marcas, lisinho, vermelho viçoso. O outro coração, com marcas profundas, cicatrizes bem aparentes e que este perdeu até a forma de "coração". Mas qual o melhor? O mais belo coração? O lisinho e viçoso não pode ser este, porque não viveu o bastante, não carrega marcas da vida que o fez fortalecer, ressurgir, que o fez coração de novo. Marcas de um amor que não veio. Marcas de um amor que se foi e que não volta mais. Marcas de um pedaço que foi levado e que ainda sangra. Marcas de um coração que insiste em bater porque dá o prazer e satisfação de trabalhar que embora o amor lhe tenha sido tirado, ele ainda ama seu dono, o dono que sofreu junto com ele, que massageou o peito onde ele vive e que disse muitas palavras de consolo e acalentadora para o acalmar. Esse coração que ainda persiste é o mais belo, por sua lealdade, uma generosidade que poucos vinheram conhecer e que outros não terão essa chance. Um coração que tenta demonstrar um amor desmedido, mas que suas marcas não o permitem, porque dói sofrer e ele não aceita mais entristecer seu dono e não quer que ele leve suas mãos para massagear seu amado peito. Acredito nele, cheio de marcas e cicatrizes que o torna um leal vencedor.
Antonio Marcos De Souza
Cidadela
Cidadela da minha desguarnecida.
Meu coração, o arqueiro já não tem
A zaga protetora, a guarida
Dantes disposta no sorriso de alguém.
Minha postura muito aquém de regular
Põe contra mim meu próprio time, os sentidos.
Ai, quantos gols angústias permiti marcar
E meu juízo, o juiz, valida os impedidos.
Meus adversários poderosos
Exploram meus rebotes desconexos.
Sempre fatais seus ataques perigosos.
Ai, que se extinguem meus reflexos.
O espetáculo não tem mais atrativo
Golearam meus sonhos e anseios.
Ai que o meu saldo se torna mais negativo
Se se eu me perco até nos escanteios
Da vida...
PARALELO ENTRE O POLÍTICO E O HOMEM DE ESTADO
O político tem a voluptuosidade do poder. O Homem de Estado, a fascinação de um ideal.
O político tem a magia da transigência e é única a sua finalidade: durar no poder. O homem de Estado tem o fetichismo da intolerância de seus princípios, e nada o afasta da diretriz a que se traçou.
Um é plástico. O outro, irredutível.
Um segue a curva das conveniências. O outro, o fio a prumo do seu destino.
O primeiro pode sofrer todas as influências do meio e acomodar-se às cores, às ideias e à temperatura do ambiente. O segundo é insensível às reações contrárias e é inamolgável.
O político tem em vida as cortesias da popularidade, mas, quando morre, a multidão se diverte em espetar-lhe a língua com estiletes. O Homem de Estado possui fidelidade e pureza de ideais. Não é em vida, vitoriado em carros de triunfos. Mas, à sua morte, o povo o eleva à glorificação dos altares.
É com a matéria prima dos homens de Estado que os regimes plasmam a sua glória.
O político faz-se como o gramático. O homem de Estado nasce, como o poeta.
Um é a conquista do próprio homem, obtida pelo estudo ou pelo interesse. O outro é uma criação que surge de séculos a séculos; é um presente da natureza, uma dádiva do destino.
Um é a glória de uma ambição. O outro é uma apoteose de uma vocação.
O político vive do presente. O homem de Estado do futuro.
Um vive para os seus contemporâneos. O outro se projeta na prosperidade.
Um fala o idioma comum dos homens. O outro, a linguagem mística dos tempos, e, por isso, nem sempre o Homem de Estado pode ser compreendido em vida.
O político surge na vida pública sob os únicos estímulos do seu interesse. O Homem de Estado traz para o poder uma idéia que deve ser posta em marcha.
O político orienta-se pelo interesse privado. O Homem de Estado, pelo interesse público.
Para um, a política é o trapézio, onde as vitórias do cinismo têm as galas de habilidades acrobáticas. Para o Homem de Estado, a ação de governo é um sacerdócio e, em vez de trapézios, deve construir arcos de triunfo.
O renome do político dilata-se facilmente em superfície e atinge muitas vezes ampla popularidade. A fama do Homem de Estado cresce em profundidade, lentamente, mas mergulha suas raízes nas sombras da História e a posteridade aprenderá o seu nome de cor.
Um tem a escassa limpidez do vidro. O outro, a fulguração eterna do diamante.
Assistir à TV dá-me ânsia de vômito, meu estômago embrulha, ao ver tantas mentiras; que têm a simples missão de colocar os mais pobres contra eles mesmos.
Tudo o que você tem, tudo o que você é só depende de você. Nenhuma força externa pode atrapalhar sua ascensão, sua vitória. Se você não conseguir, a culpa é só sua. E quantas pessoas vivem assim, porque não se esforçam, e continuam honestas, não se revoltam contra o sistema? Aceite sua situação, foi você quem a criou. [/ironia]
Coração traidor
As paredes do meu coração
Ainda têm os rabiscos ardentes
Quentes, ferventes
Que imprimistes quando
Eras pequeno na arte de amar
E nem tiveste zelo
De não derramares todas as tintas
Que ficaram espremidas e exprimidas
Em borrões de variadas cores
E temores e dissabores.
Não decifrados pela
Minha indecisão de entrar ou não na tua história
E captar toda a fragrância
Dos teus desenhos na memória
E reter pra mim toda a essência
Dos teus gestos
E manifestos
Que eu fiz questão de fingir que não estavam lá escritos
No teu olhar
E na tua dor
De me ver partir
Sem ao menos nos permitir
Chorar de amor.
Choro agora o que não pode mais voltar
O que não posso mais vivenciar
Por que só nesse momento
Lamento
Sei que eu te amava lá.
Ah! Coração, que só me prega peça
Tolo! Traidor da tua dona
Por que não atinaste em tempo
Que meu amado verdadeiro só podia
Ser mesmo o primeiro?
Você não pode machucar as pessoas e depois achar que elas têm a obrigação de te acolher, a gente perdoa, mas nunca esquece de quem nos fez mal.
Tem aqueles que apagam suas biografias dos registros históricos da humanidade, para lança-las na folha corrida de uma capivara policial.
Tolo é aquele que pensa que tudo é para sempre... Quando tem a ideia de "fim" com a maior evidência todos os dias de sua vida, desde seu nascimento.
Tudo é como vento... Sopra muitas vezes forte como um furacão que passa e destrói tudo por dentro e vai embora ou sopra e vira brisa que nem faz se tornar memória e vai embora... Se repete por um tempo, mas a direção colabora e leva tudo embora.
A vida vai além daquilo que se sonha, ela não tem final em seus degraus. Jamais limite-se a somente uma coisa, quando você pode fazer milhões delas, descobrindo cada emoção e mistério dessa nossa vida tão enigmática.
O ser humano tem mania de impôr "coisas" uns para os outros (caso contrário você não tem sucesso). Acho isso tão feio e desnecessário. Cada um vive a sua vida da maneira que quer, ninguém é obrigada a deixar de ser feliz ou mexer no seu cronograma só para agradar a outrem.
Temos que aprender a respeitar nossos próprios limites, quem dirá o dos outros.
Sucesso é uma palavra muito relativa. O que é sucesso para mim pode não ser para você, mas é "tal coisa" que me faz feliz. Mas, a falta de respeito e educação pela vida alheia só perturba àqueles que não tiveram coragem de dizer um não bem grande na cara da sociedade e assumir: Das rédeas da minha vida cuido eu, a vida é minha pô!
Excesso de fracasso alheio dá nisso, nas cobranças daqueles que já tem obtido sucesso.
Uma mente aberta e evoluída de fato, não se deixa levar mais por muitas coisas, não engole, cria opinião. Se não gostou, sinto muito. Além do mais, para quê ficar agradando a quem sempre vai querer te ver caído?
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