Cada um tem de Mim Exatamente o que Cativou e

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SEGREDO

Existe um bloqueio em mim,
Sinto que algo impede,
Sinto que nao devo,
Sinto que é segredo,
Pertence somente a mim...
Sempre expressei meus sentimentos,
Deixei ir muito mais além,
Não temi,
Não me acovardei,
Fui forte,
Persistente...
Mas há algo diferente,
Aqui dentro do meu ser,
Pedi silêncio,
Obriga a se fazer nulo nos escritos,
Fecha-se como ostra,
Derruba minha fortaleza,
Deixa-me momentaneamente perdida.
O saara é mais que reflexo,
Um deserto teima em dominar.
Eu quero mas não consigo expor,
Esse sentimento ainda sem nome,
Cercado de incógnita,
Mas bravo,
Como um destemido "Urso Selvagem"...
É nesse mundo silvestre,
Que vive meu personagem atual,
Surgiu do nada,
Aproximou-se obscuro,
Permanece firme.
Mostra-me um valor não conhecido,
Habita-me como algo de brio,
Pedi-me sem falar pra ficar,
Basta um olhar,
E eu... Não encontro forças para recursar.

Ao despedir-te levas um pedaço de mim, ao regressares devolves um pedaço de nós.

hoje eu pude concluir uma coisa muito triste sobre mim: eu tenho um medo absurdo de ser feliz com alguém, hoje eu me dei conta que realmente eu tenho um pavor só de pensar na possibilidade de alguém ser feliz comigo do lado, e não é que eu não queira… eu só não consigo, porque o tempo e as pessoas me ensinaram a desconfiar de tudo, e o meu medo chegou no último estágio que é a paralisia: eu estou parado, inerte, travado, eu simplesmente não consigo, minha mente desconfia de qualquer sorriso que eu recebo, meu coração rejeita qualquer tipo de laço que eu possa vir a ter com alguém.
é por isso que eu não insisto e sumo, e acolho a ideia de ficar só.

Mais um dia, e hoje eu só peço: Senhor cuida de mim, dai me força para continuar. Não me deixe desistir, e acima de tudo me ajude a discernir o certo do errado. Que só o que for bom permaneça em minha vida!

Ontem a sua presença passou como um relâmpago por mim.
Dando-me um choque e deixando-me anestesiado com sua presença maravilhosa.

Fogão de Lenha

Espere minha mãe estou voltando
Que falta faz pra mim um beijo seu
O orvalho da manhã cobrindo as flores
E um raio de luar que era tão meu
O sonho de grandeza, ó mãe querida
Um dia separou você e eu
Queria tanto ser alguém na vida
Apenas sou mais um que se perdeu
Pegue a viola e a sanfona que eu tocava
Deixe um bule de café em cima do fogão
Fogão de lenha deixe a rede na varanda
Arrume tudo mãe querida, que seu filho vai voltar

Mãe eu lembro tanto a nossa casa
As coisas que falou quando eu saí
Lembro do meu pai que ficou triste
E nunca mais cantou depois que eu parti
Hoje eu já sei, ó mãe querida
Nas lições da vida eu aprendi
O que eu vim procurar aqui distante
Eu sempre tive tudo e tudo está aí

e quando menos espero
brota em mim uma vontade
daquelas bem loucas
de florescer
de criar um jardim
de me voltar pro interior
do meu grande amor
que sinto por mim
me cuido
senão adoeço
me amo
porque eu mereço
me estimo
assim enterneço
me escrevo
aliviada adormeço
em lindos sonhos
eu apareço
meu espírito
ainda está no começo
da bendita encarnação!!!

⁠Anseios Internos

Flui dentro de mim, como a nascente de um grande rio, sentimentos que estranho, sensações que jamais imaginei sentir, crises e mais crises. Esses medos e desesperos surgem todos os dias, como formigas em um formigueiro se tornando cada vez mais numerosas. A minha única esperança está em Deus, de que um dia viverei sem todas essas aflições, e Ele sabe disso. Em meio a tantas angústias o meu coração tem gerado um anseio por estar mais perto d'Àquele que me criou. Temo viver e de nada valer minha estadia nesta terra terrível, e chegar lá na frente e ver que nada adiantou ter buscado tantas coisas, e sem perceber ter perdido a mim mesmo.
Meu coração agita em inclinar-se para a memória de que um dia poderei ver o meu Senhor face a Face, mas estremece quando lembra que são muitos os obstáculos para que este maravilhoso momento eterno aconteça.
Só Àquele que me conhece plenamente podes compreender minhas palavras.

⁠Para a maioria, estar sozinho é um inferno e um cárcere;mas para mim, que com o pensamento voo alto, é um paraíso e um refúgio sacrossanto.

⁠⁠Senhor, como posso processar a grandeza de tua instrução não havendo em mim um espírito de sabedoria?
Seria como o barco no deserto, sem nada poder transportar!

Você é mais do que um amor para mim. Você é a minha inspiração diária, aquela que me faz refletir sobre o verdadeiro significado do amor e da gratidão. A cada momento que passamos juntos, percebo o quanto você é essencial na minha vida, sempre presente nos momentos bons e ruins. Você se tornou parte de mim, preenchendo o meu coração com um amor genuíno e profundo. Sou imensamente grato por ter você ao meu lado, por sua compreensão, apoio e carinho incondicional. Quero que saiba que eu, Rafael, amo você mais do que palavras podem expressar.

Com pedaços de mim eu monto um ser atônito.

Manoel de Barros
Livro sobre nada. Rio de Janeiro: Record, 1996.

Tá mais fácil um cachorro mim entender do que um ser humano mim compreender.

Um pouco de mim
Um tanto de você
Um montão de nós.

Há um ruído antigo em mim — não sei se nasce do peito ou das paredes internas. Um som que pergunta, sem mover a boca, se minha presença é respiro ou incômodo. Não pergunto aos outros; pergunto ao silêncio. E ele sempre responde: depende.

Depende de quê?
Talvez da sombra que ainda carrego — essa que aprendeu a duvidar do que é oferecido com ternura, como se o afeto tivesse validade curta.

E não é por falta de amor; não faltou.
É que, em algum ponto sensível da minha história, aprendi que tudo pode virar silêncio sem aviso. Cresci assim: não desconfiado das pessoas, mas das marés. Meio alerta, meio cético, inteiro faminto do que é seguro.

Há em mim um eco que hesita diante do amor mais evidente — não por falta de provas, mas por excesso de memória. Uma parte minha vigia a porta mesmo quando não há perigo.

E o curioso é que eu sei que sou querido.
Mas há uma porção antiga — leal às dores que sobreviveram — que pergunta: “e se for só gentileza?”

Às vezes imagino que essa dúvida é um animal. Mora em mim. Cheira o amor antes de deixá-lo entrar. Rosna quando alguém chega perto demais — não por recusa, mas por medo de desmanchar.

E a cura?
Talvez seja deixar esse animal cansar.
Permitir que o amor chegue devagar, até o corpo entender que não é ameaça: é colo.
Ou aceitar que essa dúvida é profundidade — alguns de nós amam em camadas, e o afeto precisa atravessar labirintos para chegar ao centro.

E no meu centro existe um lugar que sempre soube que sou amado.
Mas às vezes ele cochila — e o mundo fica estrangeiro.

Basta um olhar verdadeiro para tudo despertar.

E eu lembro, mesmo que por instantes:
não estou sendo tolerado, há morada nos amores que me abraçam.

(“O lugar onde o amor cochila”)

⁠Um dia quando se lembrar de mim ou olhar para o lado, talvez seja tarde para recordarmos o que junto fomos e vivemos...

Volta!

Volta! Outra parte de mim, dói tanto não te ter aqui! Um pouquinho de você faz muita diferença, consigo até sentir o meu cérebro e o meu coração descongelando.
Volta! Não julgue o nosso passado, me ame no presente, cure a minha auto estima, me proteja de mim mesmo.
Volta! Seja intensa, frequente, durma todos os dias ao meu lado, limpe minhas lágrimas e faça o relógio parar o tempo quando estivermos juntinhos.
Volta! E me faça esquecer o absurdo do adeus e da saudade, me mantenha sedado com a tua presença.
Se é errado te esperar, continuarei errando por toda minha vida.

"" Quando você pensar em mim, lembre-se que tenho um motivo para nunca te esquecer. Eu amo você...""

Eu prometi pra mim mesma que te esqueceria, prometi que teu nome seria apenas mais um nome seria apenas mais um nome, que teus olhos não seriam mais aqueles olhos, que tua boca não seria mais aquela boca que antes me enfeitiçava.
Prometi que teu sorriso não me faria mais sorrir, que teu perfume não me deixaria como deixou... com saudades.
Prometi que teu silencio não me deixaria agoniada, que tuas palavras não me trariam mais esperanças... mas prometi demais, prometi coisas incapazes de se fazer, prometi varias coisas e infelizmente não posso cumprir minhas promessas!

Inserida por babuxe

DENTRO DE MIM

Vejo um tempo bom, no qual todos se regozijam, porem, eu aqui no meu tempo não sei mais o que significa regozijar-se.
Vejo um sol que brilha como nunca antes brilhou, mas, em meu ser invade a escuridão e o frio dos mais tórridos confins do norte estremo.
Vejo uma natureza exuberante, fauna e flora fundem-se numa harmonia como a do mais belo canto do sabiá.
E apesar de meus olhos e ouvidos contemplarem tal beleza, neste momento reina em meu ser um silencio e uma mórbida tristeza como a que aflora nos escombros de Chernobyl.
Vejo abundancia de vida ao meu redor, mas em mim essa vida se foi. Vejo movimento em todo canto e dentro de meu corpo não sinto mais o pulsar de um coração feliz, meu sangue sessou de correr e me encontro apodrecendo em meio de tudo que antes achei ser verdade.
Não tento achar razões ou culpados, só procuro insaciavelmente forças para reaver minha felicidade que se perdeu, o calor e o brilho que adormeceram, a musica e a beleza que não vejo e nem ouso mais, a vida que passou e me esqueceu para tras, o pulsar de um coração outrora jovial e vivido, e o renovo de meu ser para eu não mais apodrecer.

Inserida por davidylira