Cada um tem de Mim Exatamente o que Cativou e

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Da Alegria

Um punhado de lanterninhas brancas acesas. É o sorriso de nós todos quando a alegria e o prazer estão por perto. São feixes de luz que descortinam as sombras e abrem caminho para a música. Dançam os músculos da face, dançam as substâncias do ser, dançam as borboletas por dentro.

Na morada da alegria tudo é arco-íris e sinfonia; e é também a presença de quem se ama e o perfume inexplicável que permanece na ausência. Não há sonho, nem fantasia na alegria. Ela é o tato, é o fato. Pés não alcançam peso algum e ombros se transformam em balão. Leveza! Leveza que se vê. Transfiguração.

É intensa ou não é, é vibrante ou nem isso… mas chega, se instala, contamina e modela. E o dia não se vai.

Alegria, minha alma enamora de ti!

De um modo geral, os erros na religião são perigosos; enquanto os da filosofia apenas ridículos.

Um pequeno pensamento positivo pela manhã pode mudar todo o seu dia.

O AMOR É MAIS FORTE

Um rabino Judeu (1525-1609) costuma dizer
que no mundo foram criadas dez coisas fortes.

A montanha é forte, mais o ferro pode derrubá-la.
O ferro é forte, mas o fogo pode derretê-lo.
O fogo é forte, mas a água pode apagá-lo.
A água é forte, mas a nuvem pode levá-la.
As nuvens são fortes, mas o vento as arrasta.
O vento é forte, mas o corpo humano resiste.
O corpo humano é forte, mas o medo pode fazê-lo tremer.
O medo é forte mas o vinho expulsa-o.
O vinho é forte, mas o sono vence-o.
A morte é mais forte que todas estas coisas.

Mas o AMOR, apenas o AMOR,
vence a morte e nos liberta dela.
Quem ama já passou da morte para a vida,
Vida plena e abundante.

...Mas gostar não serve pra nada, se você gosta sozinho. É como ter um limão, sem nenhuma tequila por perto.

Uma ausência, um vazio, uma dor sem nome, sem fim, sem explicação. É uma dor de lembrança, coisas que um dia preencheram todo o vazio que agora dói em mim... Momentos que me faziam feliz, palavras que eu gostava de ouvir. Foram tempos únicos, que deixaram um vazio insuportável dentro de mim. Como se me faltasse a peça principal, e então, todos os dias eu lembro. Tantas mudanças, idas e vindas, novidades… Por quanto tempo? O que eu fiz de errado? Eu era feliz na minha tranquilidade mesquinha, no pouco que já me fazia inteira… Ele é uma ausência em mim. Pensar nele me provoca dor, minhas lágrimas descem quentes sobre meu rosto, parecendo queimar tudo o que ainda restava, cada vez mais… e a saudade vai crescendo, o tempo vai passando. Ele está tão bem, tão feliz. Foi tão insignificante assim tudo o que fui pra ele um dia? Meu Deus, como dói o vazio… Fica cada dia mais difícil percorrer as pequenas lembranças que ainda me restaram… o cheiro, a textura do cabelo, aquele sorriso, covinha, um dia em que eu pude te ver o tempo todo… Foram momentos que me deixaram feliz, mas que eu não ligava em aproveitar, absorver o máximo… Eu estava feliz, me sentia feliz, e era tudo o que importava. E hoje, foram embora os momentos, sorrisos, e as lembranças vão se apagando cada dia mais… só sobra a ausência, que é meu travesseiro durante a noite. E eu continuo pensando em você. Te amando.

Sagrado Coração

Sei que tenho um coração
Mas é difícil de explicar
De falar de bondade e gratidão
E estas coisas que ninguém gosta de falar

Falam de um lugar
Mas onde é que está?
Onde há virtude e inteligência
E as pessoas são boas e sensíveis
E que a luz no coração
É o que pode me salvar
Mas não acredito nisso
Tento mas é só de vez em quando

Onde está este lugar
Onde está essa luz?
Se o que vejo é tão triste
E o que fazemos tão errado?

E me disseram!
Este lugar pode estar sempre ao seu lado
E a alegria dentro de você
Porque sua vida é luz

E quando vi seus olhos
E a alegria no seu corpo
E o sorriso nos seus lábios
Eu quase acreditei
Mas é tão difícil

Por isso lhe peço por favor
Pense em mim, ore por mim
E me diga:
- Este lugar distante está dentro de você
E me diga que nossa vida é luz
Diga que nossa vida é luz
Me fale do sagrado coração
Porque eu preciso de ajuda

Sou um livro aberto, pode me ler à vontade, não tenho nada a esconder.
A tarefa difícil é me compreender nas entrelinhas, nas minhas subjetividades poéticas.

"...Passou tempo e eu não esperava que, um dia, chegasses. Mas passou tempo. Um dia, chegaste.
Caminhávamos na rua. Eu pensava em qualquer coisa que não era a ideia de chegares,
como uma avalanche que arrasta tudo à sua passagem, como uma multidão a pisar cada pedaço
de terra. E a rua ficou deserta quando nos aproximámos. Éramos desconhecidos no instante
em que olhámos um para o outro. Passou esse instante e, dentro de nós conhecemo-nos.
Chegaste. Eu não te esperava. Contigo trouxeste a ternura, o desejo e, mais tarde, o medo.
Chegaste e eu não conhecia essa ternura, esse desejo. Em casa, no meu quarto, neste quarto,
revi os teus olhos na memória, a ternura, o desejo. E, depois, aquilo que eu sabia, o medo.
E passou tempo. Eu e tu sentimos esse tempo a passar mas, quando nos encontrámos de novo,
soubemos que não nos tínhamos separado..."

Se ontem errei creio que hoje posso não cometer o mesmo erro!!

mas sim um diferente! porque?

porque se fosse perfeito nunca erraria em nada!

Sorria, pois o sorriso é o caminho mais curto para se chegar a um coração!..

Fiquei na dúvida: se lhe traria flores ou um café. Então, lhe trouxe amor!!!

Há um limite onde a paciência deixa de ser uma virtude

Sentir o amor das pessoas que nós amamos é um fogo que alimenta a nossa vida.

E vamos nós em um barco chamado esperança, num mar traiçoeiro chamado realidade, em busca de uma terra chamada sonho

então queres ser um escritor?

(Tradução: Manuel A. Domingos)

se não sai de ti a explodir
apesar de tudo,
não o faças.
a menos que saia sem perguntar do teu
coração, da tua cabeça, da tua boca
das tuas entranhas,
não o faças.
se tens que estar horas sentado
a olhar para um ecrã de computador
ou curvado sobre a tua
máquina de escrever
procurando as palavras,
não o faças.
se o fazes por dinheiro ou
fama,
não o faças.
se o fazes para teres
mulheres na tua cama,
não o faças.
se tens que te sentar e
reescrever uma e outra vez,
não o faças.
se dá trabalho só pensar em fazê-lo,
não o faças.
se tentas escrever como outros escreveram,
não o faças.

se tens que esperar para que saia de ti
a gritar,
então espera pacientemente.
se nunca sair de ti a gritar,
faz outra coisa.

se tens que o ler primeiro à tua mulher
ou namorada ou namorado
ou pais ou a quem quer que seja,
não estás preparado.

não sejas como muitos escritores,
não sejas como milhares de
pessoas que se consideram escritores,
não sejas chato nem aborrecido e
pedante, não te consumas com auto-
— devoção.
as bibliotecas de todo o mundo têm
bocejado até
adormecer
com os da tua espécie.
não sejas mais um.
não o faças.
a menos que saia da
tua alma como um míssil,
a menos que o estar parado
te leve à loucura ou
ao suicídio ou homicídio,
não o faças.
a menos que o sol dentro de ti
te queime as tripas,
não o faças.

quando chegar mesmo a altura,
e se foste escolhido,
vai acontecer
por si só e continuará a acontecer
até que tu morras ou morra em ti.

não há outra alternativa.

e nunca houve.

Em luta, meu ser se parte em dois. Um que foge, outro que aceita.

Duas estradas se bifurcaram no meio da minha vida,
Ouvi um sábio dizer.
Peguei a estrada menos usada.
E isso fez toda a diferença cada noite e cada dia.

MINHA DEMÊNCIA

Não é fácil definir minha personalidade. Não a tenho. Um dia sou uma coisa (coisa literalmente); no outro dia sou outra. Vivo em constante metamorfose reversível, não como o personagem kafkiano que foi se transformando de gente em barata e nunca mais voltou a ser gente. Meu caso é diferente. Um dia me sinto muito gente, grande até. No outro me percebo como uma bosta fedorenta e desprezível. Tudo depende de como consigo aceitar ou não a loucura de um mundo formado por hipócritas, cretinos, violentos e, o que é pior, imbecis, já que, isso tudo somado, dá no que deu essa humanidade que integro, mas que abomino, desde que raríssimos são os que conseguem enxergar o óbvio. Quase todos são como vacas: seguem uns atrás dos outros, sem o cuidado de verem se quem lidera o rebanho tem capacidade para tanto. Mas o pior de tudo é que o mundo se divide em muitas boiadas, quase sempre comandadas por “touros” que se fazem senhores de todos, havendo mesmo aqueles que interferem nos destinos de quase todos os outros rebanhos. E os idiotas que vão atrás, por safadeza (os touros menores); preguiça mental, ou idiotia progressiva (os touros sem berros), sabem que não está bom, mas não se unem para tomar o comando para formar um sistema social onde todos comandem e ninguém mande, ou seja, onde cada um seja dono de si, respeitadas as individualidades para o bem-estar próprio de cada um ou do coletivo.
Isto posto, e como muitos males já me vêm de longa data, desde quando eu mal sabia como escrever uma carta anônima, mas identificável, para a desejável mulher do vizinho, comecei agora, já não muito longe dos finalmente da meia-idade, a perceber que uma certa demência pode aniquilar-me, se eu continuar dando apalpadelas nas bundas flácidas, fedorentas e horríveis dos meios políticos e sociais do mundo e do meu próprio país.
Informar-me já não me atrai com nenhum prazer; me deplora, deprime, convulsiona. A mesmice é um óbice repelente às forças progressistas, e o conservadorismo travestido de liberalismo falseia desavergonhadamente as idéias de um futuro solidário, de uma justiça independente, nunca refém da libertinagem ideológica da ditadura capitalista, do elitismo oligárquico ou individualista que estraçalha os seres de menor força e destrói o planeta a uma velocidade vertiginosa.
Ler as desgraças do mundo é algo que vem de encontrar-me apático, abatido, sem mais vontade de lutar, desde que o mal do ter sempre venceu a dignidade do ser e, à medida que o homem evolui em ciências exatas, ou mais se enfronha nos terrenos das humanidades, mais carrasco ele se torna, porque, paradoxalmente, a sabedoria o torna mais senhor de si e de outrem, prevalecendo mais e mais a falta de escrúpulos, de sentimentos de justiça e de “vergonha na cara”.
Ver e ouvir um político de cargo de comando ou de Leis, ou qualquer outro cargo de alto, médio ou baixo escalão, ocupar postos ilegitimamente (pelo voto da ignorância, por enxertos de recursos corporativistas, pelo dom maldito da palavra, rica de retórica e paupérrima em sentimentos), tanto em meu país quanto em qualquer parte do mundo, chega a causar-me uma sensação de ódio mortal e a tirar-me muitos momentos de sono e de serenidade.
Passo horas a fio analisando injustiças, indiferenças com o terrível sofrimento de bilhões de pessoas subjugadas pelo neoliberalismo nefasto e dadivoso com a cruel macro-economia que destrói o bom senso, que afasta homens sem caráter e nenhum escrúpulo dos problemas que impingem dores inenarráveis aos pouco bafejados pela sorte, ou que não tiveram como alcançar o reino do roubo, da corrupção e da insensibilidade.
Passei muitos anos da minha vida sonhando que um dia eu não veria mais famintos, nem seres como eu vivendo pelas ruas, sem-educação, sem-teto, sem-terras, sem-respeito, sendo violentados em seus legítimos direitos, desde que nascidos seres vivos pensantes.
As classes mas abastadas dão as costas a esses humanos que povoam o mundo em condições piores do que vermes, pois vermes estão sempre em seus devidos lugares. Não lhes interessa, ou por imbecilidade ou por medo de que desiguais se tornem mais iguais, repartir conhecimentos, bens morais e materiais. Então se arvoram de donos do mundo e, embora vão servir de comida para os mesmos vermes que devorarão os miseráveis, ou virarem cinzas num forno crematório, sempre julgam que isso é algo que o dinheiro pode até minorar.
Tudo isto (poderia escrever mil páginas) embalado e, caprichosamente instalado em minha mente, me assusta e me dá sinais inequívocos de que não posso mais pensar. Minha impotência e minha insignificância ante os direitistas mal informados, sempre deu em nada, e agora, embora ainda precocemente, sinto que posso caminhar para uma demência incurável e ficar louco de vez.
Não posso mais tolerar o que vejo nem assimilar o que leio e ouço, sem que estremecimentos me abalem de maneira assustadora. Tenho medo de perder de vez a razão e sucumbir definitivamente.
Assim, é uma questão de lucidez para a sobrevivência o meu afastamento total e irrestrito dos problemas que minha incompetência não me permitem nem permitirão jamais resolver. As forças do mal já contaminaram, combaliram e aparvalharam os cérebros formados sob a égide da moderna barbárie do neoliberalismo.
Está aqui decretado o fim de um contestador, Nada impedindo que novos fatos positivos venham alterar esta minha decisão.

Nao importa o que voce faça,por mais bem que fizer,sempre vai ter um idiota para criticar!