Cada qual tem um Gosto que o Arrasta
O ciúme é uma sombra que se arrasta silenciosa pelo coração, um visitante indesejado que se instala nos cantos mais frágeis da alma. Ele nasce do medo, do vazio que insiste em nos lembrar que não somos donos de nada, nem mesmo do amor que recebemos. É como uma tempestade que se forma no horizonte: primeiro uma nuvem discreta, depois trovões que ecoam dentro da mente, até que o céu inteiro se cobre de desconfiança.
No ciúme, o amor se transforma em posse, o cuidado em vigilância, o afeto em prisão. É o desejo de segurar o pássaro com força, sem perceber que, ao apertar demais, suas asas se quebram. O ciúme não protege, ele sufoca; não fortalece, ele corrói. É o reflexo da insegurança, o espelho que mostra não o outro, mas a nossa própria fragilidade.
E, no entanto, há algo de humano nesse sentimento: ele revela o quanto desejamos ser únicos, o quanto tememos ser esquecidos. O ciúme é a confissão silenciosa de que precisamos do olhar do outro para nos sentir inteiros. Mas amadurecer é compreender que o amor não se sustenta em correntes, e sim em liberdade. É confiar que quem está ao nosso lado permanece não por obrigação, mas por escolha.
Superar o ciúme é aprender a soltar, é aceitar que o amor é rio e não lago, que precisa correr, fluir, encontrar caminhos. É reconhecer que a verdadeira força não está em vigiar, mas em confiar; não em prender, mas em permitir que o outro seja livre. Porque só na liberdade o amor se revela inteiro, e só na confiança o coração encontra paz.
Tatianne Ernesto S. Passaes
Não sei se o tempo parou ou se ele apenas se arrasta para me torturar, mas cada minuto longe de você parece uma eternidade solitária. Meu peito já não consegue mais guardar o peso desse amor.
Tenho saudade do seu toque de uma forma que as palavras mal conseguem descrever. Sinto falta da sua presença, do seu cheiro e da certeza que só o seu abraço me dá. O tempo — esse mesmo tempo que dizem curar tudo — tem sido cruel; ele me mostra o quanto os meus dias são vazios sem você ao meu lado.
Como os rios solitários que correm desesperados para encontrar o mar, minha alma corre em sua direção. Eu suspiro pelo momento de voltar para casa — e minha única casa é você.
Você ainda é minha? Por favor, me diga que sim. Porque eu ainda sou, irremediavelmente, seu. Eu preciso do seu amor mais do que nunca. Peço aos céus todos os dias para que tragam você de volta para mim, e que o façam depressa.
Estou chegando, meu amor. Espere por mim.
O futebol brasileiro, outrora majestoso, hoje se arrasta em decadência. Recheado de jogadores latinos do baixo clero, o nosso campeonato nacional mais parece uma caricatura: uma verdadeira Copa do Terceiro Mundo.
Benê Morais
O passado não me arrasta, me arma, não é peso, mas fundação, é raiz indestrutível da árvore que sou.
De que adianta eu pedir para que me deixe em paz se quando vai a primeira coisa que arrasta é a minha paz?
A tempestade tenta mim arrasta mais eu seguro na mão de deus
e consigo anda sobre ás águas,do grande mar da vida.
Frio- O tempo frio e melancólico , se arrasta sobre as pedras de gelo, do mar já subjulgado.Não há alegria só tristeza e dor, não existe calor somente o frio! Mário Daniels.
Que a morte seja um espelho da vida. Quando eu morrer que seja como vivi; de repente; não se arrastando, não vale apena viver assim.
Sei que às tudo fica cansado demais,
que a vida se arrasta e voa ao mesmo tempo.
Que às vezes o sabor fica amargo, frustrado, desencorajado.
Mas a minha inocência ainda diz que vai dar certo
e no fundo eu não quero me tornar assim, doente da alma,
pior doença que pode ter.
Torna-se gigante o homem astuto, generoso, solidário e honesto... E
o homúnculo se arrasta pelas valas da desonestidade e egoísmo...
E de repente a solidão me arrasta pra longe e não me deixa voltar, me atropela a calma e não me faz respirar, me consome o sono e me faz delirar com o meu próprio pensamento que fica dizendo o quanto eu dependo e o quanto eu quero parar.
Maré
Seu olhar me bate, como maré.
Bate com força, me arrasta, me leva pra longe, me traz de volta, me faz descansar.
Seu beijo me bate, como maré.
Me molha, me adoça, me salga, me faz flutuar.
Seu toque me bate, como maré.
Me afoga, me sufoca, me desfoca, me faz navegar.
O seu corpo me bate, como maré.
Às vezes suave, outras vezes ríspido, me deslumbra, me encanta, me encaixa, me faz desejar.
Sua saudade me bate... como maré.
Tão de repente, invade; me faz sofrer, revirar, reviver.
Teu amor me bate como maré.
Me ofende, me constrange, de tão lindo, de tão grande!
Ele vem como maré e me toca, me abraça, me possui e por fim, me mata.
E mesmo depois da turbulência, ela ainda arrasta um pouco do vazio que lhe restou. Carrega consigo lembranças do amor passado, como se não lhe restasse nenhuma saída, nenhuma esperança. Nada que ela faz dá certo, ou pelo menos é isso que ela pensa. O que ela não sabe, é que toda noite alguém olha pro céu, e vê cair assim devagarinho, gotinhas de amor com o nome dela.
