Jean la bruyère
Sobre o trabalho
Utopia, uma constante evolução humana. No trabalho é preciso valorizar o tempo que se gasta com ele na busca do reconhecimento não pelos lucros gerados mas pela satisfação humana; não vejo um trabalho valer a pena se não emocionar por sua grandeza e contribuição para a vida das pessoas... Acredito que quando for reconhecido é porque fiz algo que ensinou muita gente a viver melhor e não porque dei lucros a quem financia bombas e armas...
A revolução esta dentro de cada um, na capacidade de tomar atitudes assistindo sempre a necessidade coletiva. Revolucionário será sempre quem com amor olhar para baixo e para o lado, e sentir, no próprio coração, a dor dos que precisam do seu poder, sentir como se fosse na própria pele a poderosa necessidade dos que sofrem abaixo do poder. Revolucionário será quem construir com amor o fim da dor alheia.
Não se tem o direito de matar, mesmo para exemplo, senão aquele que não se pode conservar sem perigo.
A suspensão da autoridade legislativa não a abole; o magistrado que a faz calar não a pode fazer falar, domina-a sem poder representá-la; pode fazer tudo, exceto leis.
A desigualdade desune, quanto mais trincheiras houverem entre classes e raças, mais fácil fica para que uma minoria domine a maioria.
Infelizmente o amor tá perdendo sua vez, sua grandeza e seu valor, o próprio homem desfez, e dele se afastou esquecendo suas leis, o ódio já dominou meu Deus que insensatez, o amor virou escassez.
Minas Gerais... Das lindas praças e igrejas de uma cidadezinha do Interior, jardins belíssimos com muito verde cercando uma linda flor.
Eu não preciso mendigar a atenção de ninguém, pois eu não sou um cão pra viver me alimentando de restos e migalhas.
Ás vezes eu fico me analisando, percebendo meus próprios devaneios, observando as pessoas, comportamentos e julgamentos, enfim, a atualidade... Nestas observações acabo entendendo porque tantos escritores, poetas e pensadores em geral, se excluem do mundo real, se isolam e se escondem, vivendo assim o seu mundo ilusório... Pois a magia que criamos no imaginário, estando só, é muito mais atraente, mais plausível e muito mais divertido do que o mundo real existente lá fora.
A ideia que jamais deixei de desenvolver é que ao fim das contas cada um é sempre respon-sável por aquilo que foi feito de si; mesmo se ele não puder fazer mais que assumir essa
responsabilidade.
Assim salientou Epicuro de Samos:
...¨quando existimos, não existe a morte, e quando existe a morte, não existimos mais.¨
Logo, viver é morrer; morrer é viver.
Concluo: viver mata!
Com a alma na ponta do giz e o coração entregue ao saber, agradeço hoje e sempre aos nossos professores, porque, no Brasil, ser uma mestre ainda é uma causa e não um reconhecido trabalho.
Parabéns não honra, precisamos dar mais aos que nos dão a base da vida.
