Camilo jose cela
A terra, o barro
a mão divina molda o homem.
o homem moldado
cria com imaginação:
faz o tijolo,
o artefato,
o vidro,
a edificação.
a casa que acolhe,
o muro que cerca,
a ponte que atravessa,
a plataforma que eleva.
do pó que vira forma,
do gesto que vira chão —
Deus sopra essência,
o homem faz invenção.
e assim,
a terra respira arquitetura:
matéria que sonha
em cada construção.
"Toda vez que você praticar um ato prejudicando seu próximo e a você mesmo, ore pedindo a Deus que afaste de você as coisas ruins. Peça para que, em seu coração, não exista ódio, ressentimento, espírito de briga, falta de fé e má vontade ".
"Tenha o hábito de escrever tudo que acontece de bom ou de ruim. Tire proveito das atitudes tomadas erroneamente. Procure não cometer os mesmos erros e aprenda que tudo pode ser melhor se você lutar por dias melhores ".
POeMA DE SEGUNDA
A semana começa.
O dia termina.
O tempo voa.
Sexta chegou —
e o tempo foi pouco.
Sábado passou,
domingo é sala de espera pra segunda.
Tudo recomeça.
A roda gira:
tempo, trabalho, tropeço e o vôo.
E a vida?
Bilhete de ida
pra um tempo qualquer
Pra uns, curto.
Pra outros, um pouco mais.
No fim,
somos só isso:
passageiros do tempo,
com hora marcada.
"A liberdade absoluta só existe dentro de você mesmo. Você se torna livre para perdoar, para respeitar seu semelhante, para amar, para se tornar uma pessoa carismática, para controlar suas emoções, para recomeçar quando reconhece que falhou. Enfim, a liberdade é o seu maior tesouro ".
Nada mais adiável, protelável e procrastinável do que uma pia cheia de louça suja numa República. É preciso regime ditatorial e mão de ferro para cumprirem-se as escalas.
Ser brasileiro é conseguir subverter toda lógica aceitável e transgredir toda lei natural e ser feliz.
Em Las Vegas, a gente aprende a jogar para ganhar; aprende a jogar para perder; e, aprende, até, a parecer que está jogando, sem precisar jogar para ganhar.
Como pais, convivemos com uma realidade cruel, perversa e paradoxal: nossos filhos com deficiências funcionais, sensoriais, intelectuais, nunca servirão aos "Senhores da Guerra e da Morte". Damos os parabéns aos que servem?
