Luiz Guilherme Todeschi
Mas não importa o quão rápido o nosso mundo gira. Uma pessoa parada, com os olhos fixos em nós, consegue ver perfeitamente o que se passa conosco de forma nítida.
Geralmente quando devemos alguma coisa costumamos oferecer boas propostas como pagamento. Mas esse é o preço que nós colocamos. Nunca será percebido como suficiente pela pessoa que recebe.
A paixão não mede consequências e os perigos até atingir o seu clímax. A partir daí ela retorna do céu olhando por ande pisa.
A paixão é mimada, não aceita ter o espaço dividido dentro do coração. Invade, cega, ilude, constrói sua fortaleza e expulsa qualquer intenção de desviar atenções.
Quanto mais somos responsáveis pelas nossas escolhas, maior é o efeito do arrependimento. Por isso sempre procuramos alguém para nos dizer o que fazer.
Porque temos de confessar somente os nossos erros? Poderíamos ter a possibilidade de poder confessar também os nossos acertos, não acha?
É muito comum colocarmos a culpa em outros ou em algo sobrenatural para explicar as tragédias e dificuldades da vida. Mas a verdade é que nós mesmos somos sempre os responsáveis por elas. Nós somos os culpados. Somos nós que escolhemos.
Os sentimentos são nosso refúgio e nossa certeza. Nossa intuição mais profunda. Mas o fato de sentirmos algo, não significa por si só que isso seja verdade.
Melhor o provisório completo do que o permanente vazio. Melhor o merecer do que o aceitar. Melhor o caminho descoberto do que a trajetória imposta. Melhor o lado de dentro do que ir e não querer voltar. Melhor o pouco com brilho e verdade do que o muito que é fosco e mentiroso. Melhor a antipatia do que obviedades.
Façamos todos o bem, sem qualquer ansiedade. Semeemo-lo sempre e em
toda a parte, mas não estacionemos na exigência de resultados. O lavrador pode espalhar as sementes à vontade e onde quer que esteja, mas precisa reconhecer que a germinação, o crescimento e
o resultado pertencem a Deus.
Existe um traço de perversidade na maioria de nós, fica evidente que pessoas que julgamos boas , quando aderem a defesa de algo , baseado em doutrinas ou por " conservadorismo" , confesso que não consigo definir conservador e nem quero!
Vejo que questões , onde somente o amor ao próximo e o respeito a individualidade do outro , bastariam para seguirmos em paz.
Não sei nada sobre a vida, só sei que se fere, agride e machuca o meu próximo , eu me recolho ao direito de exercer , com todas as minhas convicções , a ignorância necessária.
" dê a Deus o que é de Deus e a César o que é de César ".
Entendedores , talvez consigam entender!
