O que te move
– Eu sei que você está aí.
– Sei que você sabe que estou aqui. Então vamos conversar como adultas?
– É isso que nós somos?
– É bom te ver também, irmãzinha.
Dizem que vivemos em um mundo de ódio e ganância, mas eu não vejo assim. Me parece que o amor está em toda parte, às vezes sem dignidade ou desinteressante, mas está sempre lá. Pais e filhos, mães e filhas, maridos e esposas, namorados e namoradas, velhos amigos. Quando os aviões bateram nas torres gêmeas, até onde eu saiba nenhuma das ligações dos passageiros eram mensagens de ódio ou vingança, eram todas mensagens de amor. Se você procurar, tenho um leve pressentimento que você descobrirá que o amor na verdade... está por toda parte.
Eis o que eu faço quando estou pra baixo: eu fico bem quieta e parada e digo a mim mesma: “Todas as pessoas no mundo são tão infelizes e vazias quanto eu. Elas só fingem melhor.”
O truque é saber de antemão. Saber que situações te tentam, o que te desorienta. Conhecer suas fraquezas. E, cuidado, você não pode se defender de todas elas. Mas, se sabe que estão lá, venceu meia batalha.
Trate um câmbio manual como se fosse um relacionamento. Você tem que dar um pouco para receber um pouco.
Eu estou tentando não pensar muito nisso porque eu não estou realmente conectado dessa maneira. Mas é meio estranho, sabe? E, "por estranho", quero dizer assustador. E, por "assustador", quero dizer que eu gostaria de não ter começado a pensar nisso. E agora que tenho pensado muito sobre isso, eu meio que me odeio por isso.
Não só estou sozinho aqui, mas não tenho ideia de como voltar. Não há como voltar, e ninguém está me procurando.
Gerações de homens, irmãos, tios, primos, todos nós fazemos parte da mesma história, que só se repete.
