S. inácio

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Eu não caminho para ser admirada, caminho para abrir portas onde outras mulheres possam passar em segurança.

A falta que sentimos do que ainda não vivemos…

Em muitos momentos da vida, acreditamos estar sentindo falta de alguém.
Mas, se formos honestos e silenciosos o suficiente para observar, perceberemos que não é exatamente da pessoa que sentimos falta.

Sentimos falta da história que começamos a escrever com ela.

Não é ausência.
É interrupção.

A mente humana tem uma capacidade extraordinária de projetar futuros. Antes mesmo que algo exista de fato, o cérebro já ensaiou diálogos, construiu rotinas, imaginou casas, viagens, pertencimento. Criou uma narrativa inteira — sem que nada disso tenha acontecido no mundo real.

A neurociência chama isso de simulação prospectiva.
O cérebro antecipa experiências para se preparar para elas.
Mas, emocionalmente, ele não diferencia tão bem o que foi vivido do que foi apenas imaginado com intensidade.

Por isso, quando algo não se concretiza, não sofremos apenas pela perda de alguém.
Sofremos pela perda de um caminho inteiro que já havia sido aceito internamente como destino.

É o luto do que não aconteceu.

E esse luto é silencioso, porque não há memórias suficientes para justificar a dor.
Há apenas expectativas que não encontraram lugar na realidade.

Mas existe uma segunda camada, ainda mais sutil.

Quando aquilo que imaginamos não se realiza — principalmente quando depende do outro — o cérebro muda de estado. Ele sai do campo do vínculo e entra no campo da conquista.

O que antes era afeto passa a ser desafio.

Isso acontece porque o sistema de recompensa do cérebro, regulado principalmente pela dopamina, não responde apenas ao prazer de ter algo. Ele responde, sobretudo, à possibilidade de obter algo que ainda não foi alcançado.

A ciência chama isso de erro de previsão de recompensa.

Nós nos tornamos mais motivados quando:
• quase conseguimos,
• quando há incerteza,
• quando não está garantido.

O desejo cresce na ausência.
Não porque aquilo seja mais valioso, mas porque ainda não foi resolvido.

Assim, o que parecia amor, às vezes era ativação.

Não era a pessoa que nos prendia.
Era o estado interno de busca.

Quando conquistamos, o cérebro reduz esse impulso — porque aquilo já não exige esforço, já não representa novidade, já não carrega tensão.
E então confundimos estabilidade com perda de interesse.

Na verdade, são sistemas diferentes operando:

O da conquista busca intensidade.
O do vínculo busca continuidade.

Um produz excitação.
O outro produz construção.

Se não soubermos distinguir, passamos a vida tentando reviver o primeiro, incapazes de permanecer no segundo.

Por isso, muitas vezes, queremos mais aquilo que não temos do que aquilo que já está presente.
Não porque seja melhor.
Mas porque o cérebro foi desenhado para perseguir, não para repousar.

E é aqui que mora o equívoco.

Relacionamentos não são metas a serem atingidas.
São realidades a serem habitadas.

Metas terminam quando são alcançadas.
Vínculos começam exatamente aí.

Quando entendemos isso, algo muda.

Percebemos que não estamos tentando esquecer alguém.
Estamos apenas ensinando o cérebro a encerrar uma simulação que continuava rodando sozinha.

Não precisamos lutar contra o sentimento.
Precisamos retirar a energia da projeção.

O que não aconteceu não precisa ser resolvido.
Precisa apenas deixar de ser continuado dentro de nós.

E, pouco a pouco, o desejo deixa de ser urgência.
A ausência deixa de ser falta.
E a mente, que antes insistia em terminar uma história imaginada, aprende a voltar para aquilo que está vivo — agora, concreto, imperfeito, mas real.

Porque maturidade emocional talvez seja exatamente isso:

Parar de confundir intensidade com verdade.
E escolher, conscientemente, aquilo que cresce com o tempo — não aquilo que apenas nos acende por um instante.

Muitos profissionais SE ESCONDEM NA MÉDIA para não ficarem com os holofotes virados pra si, não serem usados como referência e não terem o compromisso de entrega do mesmo nível de alta performance.

Tem coisas que o tempo é inábil a levar, tem almas que mesmo separadas nunca deixarão de pertencer-se.

Flávia Abib

Pensem comigo...
Quantas escolhas vocês fizeram só para se encaixar?
Quantas palavras disseram sem acreditar nelas? 
Quantas vezes sorriram apenas para não se parecerem fracos?
Quantas versões de vocês mesmo foram moldados para agradar?

"O silêncio não é ausência — é anúncio antecipado."


Douglas Santos - O Deus Silencioso e a Obsessão do Homem por Atenção

Percebia pelos movimentos dos seus lábios que falava para si, sempre o fizera quando o pensamento se impunha na demanda de um enredo, de uma estrutura, de uma personagem ainda imperfeita.


In "Nuvens Em Acordes de Vida"

Não construa os seus sonhos em cima de pessoas, elas pode não ter estrutura para sustentar os seus sonhos.

O Teatro do Inseto

Lágrimas são apenas o óleo que lubrifica esta engrenagem de carne.
O coração não bate;
ele se estilhaça como porcelana barata sob o pé de um gigante.

Hoje é o baile de máscaras.
Costuro um sorriso no rosto com linha de náilon, uma cirurgia amadora de alegria plastificada.
Sou o figurante de mim mesmo, um palhaço de gesso num palco que range.
À noite,
o teto baixa três centímetros.

As correntes não são de ferro, são de arame farpado invisível, enrolando-se nas vértebras, transformando o lençol em chumbo.
Levantar-se não é um movimento; é uma revolta.
É a metamorfose reversa: acordar homem e sentir-se bicho, esmagado pela bota de um Deus burocrata.

Quem habita este invólucro no centro do turbilhão?
Sou o estalo da mania ou o silêncio do abismo?
A moeda gira, mas o rosto é o mesmo:
Um lado é o chicote, o outro é a ferida.
A vida é um processo lento, um tribunal sem juiz.
E a morte... a morte é apenas a porta que não exige convite,
o único documento que não precisa de carimbo.

Eu sei lá 


Sabe quando você não está nem aí?
Quando você tá tão sei lá pra vida e só quer sumir ?
Deitar em campos verdes 
E pedir pra pras tardes 
Que elas nunca passem
Quer ficar tão entretido em seus próprios pensamentos 
E esquecer o presente e todas essas gentes 
Quando você quer ser você e não pode
Porque você ser você as pessoas irão embora sem dar boa sorte
As vezes eu penso que ninguém me entende
Mas como alguém me entenderia se nem eu mesma consigo me entender?
Eu não entendo 
Nem sei por que eu tento 
Talvez porque se eu nem tentar eu mesma vou me julgar e tenho medo da repressão própria 
Será que isso?
Tenho medo de mim mesma e de me conhecer 
Por que se eu encontrar algo ruim em mim mesma vou querer me esconder
Mas me esconder do que ?
Só que pra descobrir eu teria que me conhecer e aí só geram bolas de neve na minha própria mente e tudo começa novamente
Eu só quero pensar em motivos
Motivos pra correr
Motivos pra viver 
Motivos pra morrer 
Eu não sei 
Essa é a verdade 
Quero mentir pra mim dizendo que sei o que é a felicidade 
Mas eu não sei
Eu não sei de nada
Não sei quem eu sou 
Não sei quem eu serei 
Não sei nem o que eu fui 
E nem pra onde eu irei 
Mas de uma coisa eu sei 
Que as dúvidas sempre vão estar com a gente mesmo por mais que nós frisarmos em nossa mente 
Que "só sei, que nada sei"


Fe Vaz ~ 6 de julho 2022

Tudo se move, tudo se ajusta — existem maneiras de resolver as coisas. Quem se opõe a nós pode ser superado, mas o desafio é manter o foco quando alguém atira pedras sem alvo e você corre o risco de ser atingido.

Você posta uma foto 50 curtem,
Você posta um stories 500 visualizam
⁠Sabe porque? Porque só querem saber da sua vida e de como você esta, não curtem e não comentam por medo de contribuir para o seu sucesso. 

Sextou com S de soberania, supremacia. Coisa boa é sentir o gosto de ser rainha⁠.

Deus sempre me renova nos meus off’s.
Para muitos, estar offline é sinal de fraqueza, depressão ou fobia social.
Para mim, é o momento de silenciar o barulho do mundo, recalcular a rota e colocar em prática os projetos que Deus já escreveu para minha vida.
Eu não vim ao mundo para ser apenas mais um na multidão.
Eu vim para ser a diferença.

Já abracei o mundo, sonhei a fundo
Fui sem medo, joguei em segredo
Brinquei de viver, querendo e sem querer
Tive oportunidades perdidas
Vivi com pessoas chatas e outras queridas
Segue o jogo, segue a vida.
Elenir Cruz

Existe um lugar
Que quero te levar
Lá será você e eu
Na troca de ollhar,
Vou te falar
De todo sentimento meu...

É favela falando com favela
Aqui ninguém promete, só avisa
Escuta… - música hoje pesa amanhã do dj gato amarelo

Amar é um cativeiro consentido,
doce engano em peito consumido;
é ver no olhar um mundo que se some
suave erro que aceito por perdido.


É feitiço sutil que a alma tome,
razão rendida ao gesto proibido;
é ter no peito o sonho que me nome
e, em seu silêncio, arder sem ser ouvido.


Deixa que eu ame, ainda que em segredo,
se amar é padecer tão doce pena,
se é delírio mortal e paraíso.


Que seja amor, ainda que com medo,
pois mais vale esta dor que me condena
que a fria paz de um coração sem riso.

A vida é feita de momentos, e estes contam a nossa história, quando escolhemos construir histórias sem, sequer, compreendermos a importância e as razões de cada momento que a vida nos proporciona como opção de aprendizado estaremos produzindo lacunas, que além de impossíveis de serem revertidas, se tornarão a base emocional da nossa história, o que justifica, com o passar do Tempo, haver muitos de nós vivendo mergulhados no vazio.

Sala de aula e igrejas não são locais, lugares para falar de políticos:
SALA DE AULA: espaço físico e simbólico focado na aprendizagem, interação social e construção do conhecimento, onde ocorrem o ensino de conteúdos curriculares e o desenvolvimento de habilidades socioemocionais.
IGREJA: reunião comunitária focada na adoração a Deus, baseada na oração, louvor, leitura das Escrituras, ofertas e pregação da palavra, visando a glorificação divina e a edificação espiritual dos fiéis.