José Echegaray
... o autoconhecimento
adquirido não se resume
a um trivial e vezes impreciso
acúmulo de informações...
O autoconhecimento é, sobretudo,
lucidez e comprometimento
transformados em ações
deliberadas!
O cristianismo
inspirou e elevou a cultura
ocidental...
Retire-o e o que sobrará de Bach,
Da Vinci, de Shakespeare,
entre tantos outros?
Nada!
Relevância íntima
não é algo isoladamente conquistado; carecemos de
toda pedagogia e desafios
do mundo; e, das gentes
que nele habitam!
Contrariedades são vitais adrenalinas
que nos mantém ativos, disponíveis...
Visto que, quietudes pouco nos agregam
e por vezes, nos cansam!
Enquanto
fores bom, o que poderá
a injúria contra ti,
senão reafirmar que tens valor;
e o que tempo te
venera!
Tão logo
comprovou-se que o ato
de informar ou mal-informar
eram tarefas facilmente manipuláveis
e lucrativas, toda busca e entusiasmo
pelo justo e verdadeiro perderam
sua encorajadora
relevância!
... não julgar,
segundo a filosofia cristã,
é despertar e viver a melhor
fatia de tudo que dedicados,
realizadores, espontaneamente
já confessamos: nosso descortino
e relevância como
espíritos!
O senso de irmandade
origina-se de um necessário
reconhecimento e complascência
sobre si - e como feliz dividendo,
transformados num mais sensato
acolhimento e transigência
em relação ao outro!
Valores, aliás, que unicamente
o autoconhecimento nos
provoca!
Demonstrar
plena consciência do divino,
não significa 'dobrar joelhos'
a qualquer personagem ou doutrina...
Mas seguidamente buscar e
absorver conhecimentos
que nos mantenham de pé...
E, caminhando!
De todas
as Verdades que espontaneas estão a circundar mentes
e mundos; a mais insuspeita
é a que se aplica ao acurado
e luminoso desvendar
de nós!
... diz
a filosofia do espírito
sermos todos verdadeiros,
mesmo quando mentimos;
sobretudo porque, o ato de mentir
demonstra nossa estatura moral;
questões que pobremente atinamos...
O muito que ainda nos
falta!
Seguir em frente
apesar dos pesares,
não se trata de simples
questão de fé... Mas de uma
sugestiva plenitude íntima
lentamente adquirida e sustentada pela
ação!
Bem-aventurado
aquele que crê, disse
Jesus, o Cristo!
Sobretudo os que creem
em si; em sua extraordinária
capacidade em realizar;
ao transformar o mundo,
não os outros...
Mas a si mesmos!
Nada improvável constatar
que a Ética em diversos momentos
da nossa história, tenha sido recebida
com abismal indiferença... Como
nada improvável supor que - pós tantos e insensatos invernos - além de
ignorada, são muitos os que hoje,
sem mínima compaixão e decência,
a tratam a socos e
pontapés!
... muito
guardamos daquilo
que nos contradiz,
desacata... E bem pouco
do que nos corrige
e alimenta!
... num
coração cheio
haverá sempre bons espaços
por preencher... E num coração
vazio, contrariamente, não
existirão espaços para
mais nada!
Tão certo
que a apatia de muitos
como por encanto se diluirá,
quando questões sensíveis
a sua subsistência lhes
forem usurpadas: seus bens,
bolsos, e, pior: a sua
liberdade!
Diz a filosofia do espírito que
ninguém passa ou passará ileso
pela vida - todos sujeitos aos riscos
e arranhões, quanto sobre os sinuosos
trilhos do viver - ainda que,
amparados pelo amoroso
testemunho do tempo como um hábil
condutor e mestre dos nossos
destinos!
... a mais honesta
e eficaz das orações é a que
nos mantém em ininterrupta
sintonia ao que seja o justo
e realizador...
Insistente nos relembre que
somos e sempre seremos
os causadores e fiéis zeladores
do que nos sustenta;
beneficia!
