Luiz Guilherme Todeschi
Dentre todos os tipos de repressores, os que censuram em nome de Deus são os mais odiosos e prepotentes, pois que se arrogam de autoridade divina para ditar o que é certo e o que é errado no procedimento de toda a espécie humana
O encanto maior desse universo tão ávido por se conhecer não está no que se acolhe, mas em ter sua vastidão aberta a todos os acolhimentos!
Ao se rever os registros de um passado repleto de sonhos não se tira deles, com certeza, as cicatrizes que deixaram. Mas as cores que acrescentamos ao revisitá-los acaba por dar às cicatrizes o efeito de lindas tatuagens.
A questão por trás da lesma lerda em que você vive não está no fato dos nossos políticos continuarem sendo espertos, mas em você continuar sendo idiota!
Para evitar a “Fake News”? O “doutor” Google tá aí pra isso mesmo. O que faço é acrescentar uma regrinha básica: só repasso depois que checo! Simples assim!
Minha máxima de vida é simples como meus anseios: fale com todos, relacione-se com vários, confie em poucos, queira só o mínimo e conte apenas com você!
O que eu lhe diria se quisesse me ter sempre por perto? Para confiar no homem, acreditar no consultor, levar a sério o pensador, contar com o amigo, apostar no parceiro e investir na leveza dos dois!
O lado bom da democracia: é você quem escolhe quem irá governá-lo.
O lado ruim da democracia: depois que você o põe lá, ele chama toda a turma dele, e eles poderão fazer quase tudo. E quando fizerem apenas o que você não gosta, fica muito difícil tirá-los de lá, e você terá que amargar esse pão amassado pelo diabo por vários anos. Portanto pense bem ANTES pois, como já diziam os ingleses desde as mais remotas eras, “It’s no use to cry over spilt milk!”, ou seja: não adianta chorar sobre leite derramado!
Você é dessas pessoas que sentem prazer em acumular coisas? Então acumule lembranças. São as únicas que não ocupam nenhum espaço físico, e ainda ajudam a expandir a capacidade funcional de sua memória.
A partir da fase do juízo minha meta foi cometer apenas erros inéditos por concluir que repeti-los era pura idiotice!
Não tenho dificuldade alguma quando me tomam por qualquer coisa, à exceção destas três: desonesto, incapaz ou idiota. Daí se entenda minha indignação diante da ausência de caráter, pouca paciência para lidar com incompetência e irritação pela naturalidade com que alguns não percebem o óbvio.
Estou consciente do quanto minha impaciência com a ignorância alheia possa ser vista por muitos como soberba. Mas também sei que ela não é direcionada àqueles que não tiveram acesso à instrução, mas aos que se esquivam do tipo de análise que não imporia barreiras nem a uma ameba desidratada.
Chega-se a uma idade na vida em que até cometer erros leves incomoda muito, pois que a ânsia pelo que ainda se deseja construir é tanta que não sobra espaço nem paciência pra perder tempo corrigindo asneiras.
Existe um tipo específico de "ímpios" que não vai além de pessoas livres que ousaram desafiar a submissão física e dogmática que as religiões lhes tentaram impor por meio de um deus irado e vingador, que as ameaça com o fogo do inferno caso não se deixem subjugar por seus líderes inescrupulosos e escravocratas.
Há milhões e milhões de pessoas que só ficam felizes quando são admiradas. Mas tem algumas que se tornam inesquecíveis apenas por se mostrarem admiráveis!
É preciso muita determinação, equilíbrio, mas, sobretudo, coragem para lidar com a Verdade. Ela nos revela coisas que, se pudéssemos, escolheríamos não saber. Daí porque os que a tomam como luz para sua estrada não podem evitar o sofrimento com o que descobrem quando ela expõe suas feridas sem pedir-lhes licença. Muitas revelações contrariam crenças tão profundamente enraizadas que dói muito comparar, pois que colocam holofotes sobre coisas inconfessáveis que preferiríamos continuassem na inconsciência, motivo pela qual a maioria opta pela escolha mais fácil da negação, onde só os mais corajosos a assumem para si mesmos e uma parcela menor ainda reúne força para assumi-la também para os outros.
Reencontrar pessoas com as quais se deixou de conviver durante décadas pode promover surpresas muito interessantes. Tanto pode levantar questões sobre como conseguimos manter um relacionamento por tempo tão longo, pela constatação de que continuam sendo as mesmas de sempre, quanto dar a dimensão do quanto crescemos quando nos tratam como que olhando para uma foto "lambe-lambe" de nosso passado, mas completamente desatualizada em relação ao que nos tornamos. Mas há casos bem mais raros onde a sensação é a de haver desperdiçado momentos preciosíssimos nesse período de afastamento, por conta do sentimento de ninho que o reencontro proporciona.
Por princípio não dou crédito a nada que se pretenda discorrer sob o título de “A verdade sobre...”. Quem pode, em sã consciência, afirmar que detém a verdade sobre o que quer que seja? O bom senso nos ensina que, no máximo, conseguimos reunir diferentes versões sobre a realidade dos fatos para que cada um forme, pela sua lógica, o juízo que se apresenta como mais razoável a respeito. Tudo o mais não passa de arrogante pretensão de mentes obcecadas pelo desejo de domínio ou, o que é pior, já acometidas pela manipulação daquelas.
Existe um dia qualquer, dentre todos os felizes que tivemos em que, logo ao despertar da manhã, se segue um outro denso e pesado: o dos erros que cometemos ao longo de toda uma vida por conta de nossa inconsciência. É quando um manto parecendo pesado demais para o suportarmos nos envolve a alma de forma avassaladora por todos os que fizemos sofrer de alguma forma, pois se sabe que não há nada a fazer para consertá-lo. Mas até uma manhã que chegou coberta de nuvens negras e tenebrosas traz um sol fulgurante por detrás delas, que ressurge dizendo: “Nada está perdido! Toma o tempo que te resta para resgatar todas as que possas e devolver-lhes o brilho, do modo como agora te ilumino. O mais importante no amanhecer é saber que o sol surge de novo, e seu calor apaga em pouco tempo os medos noturnos nos quais tu e elas pareciam mergulhados para sempre.”
