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NĂŁo brigue por ninguĂ©m, a nĂŁo ser pela famĂlia, porque cada um sĂł enxerga o prĂłprio umbigo e sĂł faz o que lhe convĂ©m.
Alguns dizem que é preciso amar, outros que é preciso lutar, e também tem aqueles que dizem que só é preciso esperar. Honestamente eu digo que é preciso beber ågua para evitar pedras nos rins.
Antes de querer mudar alguĂ©m sĂł porque a pessoa tem hĂĄbitos e crenças diferentes dos nossos, deverĂamos tentar nos adaptar Ă elas, obviamente se a presença delas nos Ă© cara. Esperar que o outro deixe de ser o que Ă©, sem que ele queira deixar de ser, ou forçar essa mudança, Ă© a melhor forma de garantir um afastamento.
em novembro
vai precisar de festejo
Ă© mĂȘs das quarenta velas
assoprar num sĂł bafejo
sem ter parcelas...
sĂŁo ainda com um tal ensejo
de serem bagatelas
afinal, os primeiros quarenta
e viver se pode, ao dobrar
somado com mais uns âentaâ
a vida começa (a)pesar...
coragem e ĂĄgua benta!
© Luciano Spagnol
poeta do cerrado
outubro de 2019
para o MĂĄrcio Francisco
VELHA OPINIĂO (soneto)
SĂł o tempo Ă© que faz poetar a vida
Harmoniza a esperança e då ação
PĂ”e o antĂdoto do amor na questĂŁo
E no fado faz estĂłria de vinda e ida
O ser depende do grau da emoção
Em nada se pode ter dor resumida
Ou tĂŁo pouco ter Ăąnsia embevecida
E ou descrença sem fé no coração
O eterno desejar uma sorte ungida
Faz da trilha um trilhar na contramĂŁo
Pois sempre se tem algo de partida
E no perde e ganha, a voz Ă© da razĂŁo
NĂŁo se tem a felicidade assim parida
Vem com dose de ventura e aptidĂŁo
© Luciano Spagnol
poeta do cerrado
16/06/2016
Cerrado goiano
RENOVO (soneto imperfeito)
Quisera eu o dissabor fosse menor
que os dias tivessem sĂł harmonia
acalmando meu coração tão aflito
e na convicção ter dito: obrigado!
Quisera ser no fado um reto caminho
de suavidade, além do fatal conflito
necessĂĄrio pra evoluir na infinidade
do, porém, e portar afeto bem intenso
Quisera que o imenso dom do viver
na magia do Ă© e ser, encantasse
pra eu mergulhar nas glórias da fé
E assim, como errante e reles mortal
no final, o ardor da esperança restar
e todo dia, fosse, renovo neste amor!
© Luciano Spagnol
poeta do cerrado
Julho de 2016
Cerrado goiano
As vezes eu sĂł preciso respirar...
Tomar um ar...
Sei lĂĄ as vezes esse mundo me sufoca..
Esse padrĂŁo que nĂŁo Ă© meu...dilacera a alma...
Queria poder mostrar realmente quem sou eu..
Sorrir se tiver vontade..
Chorar até soluçar se preciso for...
Vestir o que eu quiser..falar o que eu penso..
Mas sĂŁo muitos dedos apontados..
E pouquĂssimas maos estendidas...
Mas nada vai me intimidar..
Sou tempestade em um mundo de calmaria..
CHOROSO SONETO
Daqui deste rincĂŁo do cerrado
Quisera de a saudade apartar
Mas os ventos só pÔem a chiar
Quimeras percas no passado
NĂŁo sou um poeta de chorar
Mas choro um choro calado
AmiĂșde e assim comportado
Paliando soluços no poetar
TĂŁo menos viver pontificado
No sofrer, brado, quero voar
Lanço meu olhar ao ilimitado
E pelo ar vai o desejo represado
Liberando as fontes do amar
Livres e do suspiro desgarrado
© Luciano Spagnol
poeta do cerrado
Cerrado goiano
Quando viajo, o que mais me interessa sĂŁo as pessoas, porque sĂł falando com elas Ă© possĂvel conhecer o ambiente.
carruagem
as pessoas sem ilusĂŁo
vivem sĂł nas quimeras
repetem a mesma condição
o improviso sĂŁo esperas
e o trem da vida sem vagĂŁo...
© Luciano Spagnol
poeta do cerrado
Cerrado goiano
Só hå uma forma de trazer paz ao coração, alegria à mente e beleza à vida: é aceitar e fazer a vontade de Deus.
Verdade seja dita a distĂąncia nos limita e apenas te olhar imagem fria no celula sĂł percebo esquentar a vontade em te tocar, sentir acarinhar nao vejo a hora de voltar seu sorriso apreciar, sua boca beijar, olho no olho enxergar, suas mĂŁos a me tocar como troca te mostrar meu desejo em te amar.
Quando vocĂȘ sentir medo do amanhĂŁ
Ă sĂł se apoiar no meu ombro
Vou confortar vocĂȘ e estarei ao seu lado
