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Dinheiro nĂŁo amar...!!
Dinheiro sĂł ajuda em necessidades e conforto. O homem natural ama o dinheiro isso nĂŁo preenche o vazio de sua infelicidade..
Muitas vezes me pego pensando nos nossos velhos e bons tempos, sĂł sinto saudades... Ăramos confidentes, fiĂ©is, sempre sinceros com o outro, estĂĄvamos sempre juntos e nos amĂĄvamos incondicionalmente.
Eras meu anjo, eu era tua estrela-guia, hoje somos dois desconhecidos, nos cumprimentamos por educação... Entreguei-te as minhas pernas, entregastes-me teus olhos, seguramos as mãos e seguimos como um só... Abruptamente, resolvestes perceber o mundo de outra maneira, tomastes teus olhos de mim e não me devolvestes minhas pernas. Aqui estou, no escuro e sem poder me locomover. Achas justo? Entrastes na minha vida, fizestes parte da minha história, do meu cotidiano, dominastes meus sentimentos e simplesmente vai embora?
Em distintas ocasiĂ”es prendo-me a intentos nĂŁo muito agradĂĄveis... SerĂĄ que me amavas como tanto gritavas? Eu posso dizer-te e provar-te que, de minha parte, convictos eram os meus sentimentos por ti, mas penso que, para ti, sou absolutamente prescindĂvel. Tu persistes na caminhada, meu ex-amigo, enquanto vĂȘ com teus olhos e anda com minhas pernas, permaneço no mesmo local em que soltastes a minha mĂŁo: nĂŁo sei para onde ir, ou se hĂĄ algum sentido em seguir sozinha.
Pensando bem, vou reaprender a andar, reconstruir a minha vida. Roubar-te-ei as pernas que me tomastes e buscarei novas amizades... Espero que em um curto perĂodo de tempo eu possa retomar minha vida normalmente... Obrigada, tu me ensinastes que nĂŁo cabe uma pessoa complacente como eu na atual sociedade. Superarei tudo o que fizestes comigo, serei feliz novamente, mas, para sua integridade moral, nĂŁo aproxime-se de mim ao ver meu sorriso, pois a tua estrela apagou e ninguĂ©m precisa de um anjo torto.
Só escrevendo é que eu consigo expressar, o que a minha mente pensa, o meu coração sente e a minha boca não consegue falar.
// Ainda sou o mesmo , bobo apaixonado , se estiver errado nao quero nem saber , eu so sei que a vida, e mais colorida, com voosé ' <3
Me falou foi bom demais, inesquecĂvel
Especial
Ligo e nem me atende mais
Chama e sĂł caixa postal
Diz pra mim qual a razĂŁo
Porque nĂŁo quer me atender
Se fez o meu coração se apaixonar por vocĂȘ
NĂŁo Ă© justo nunca mais quero ouvir a sua voz
Juro que eu nĂŁo ligo mais se disser que nĂŁo pensa em nĂłs
AlĂŽ, alĂŽ, alĂŽ fala comigo
AlĂŽ, alĂŽ te esquecer nĂŁo consigo
AlĂŽ, alĂŽ, alĂŽ nĂŁo vai doer nĂŁo
AlÎ, alÎ diz um alÎ coração
Ah, beija-flor... Tu Ă©s o dono do mais belo sorriso que me cerca, da rica simplicidade que sĂł hĂĄ em ti, do grande amor que ainda nĂŁo sabes que possui. O que eu mais almejo Ă© ser tua, mesmo sem nem cogitares esta hipĂłtese, acordar ao teu lado todos os dias, dividir momentos bons ou maus, te dedicar cada poema... Seja meu, beija-flor, sem critĂ©rios e dĂșvidas... Temos uma vida inteira pra viver, seja meu!
O ministério da humanidade adverte:
Cuidar sĂł da sua vida dĂĄ um trabalhĂŁo danado, mas vale MUITO Ă pena. Cuidar da vida dos outros sĂł se for "cuidar do outro", ok?
Ăs vezes Ă© melhor estar sĂł do que mal acompanhado. Ter um relacionamento sĂł por dizer que tem nĂŁo funciona. O amor nĂŁo Ă© assim. Precisa de consentimento total. O amor Ă© aquela sensação louca que te faz girar o mundo, que te faz pensar em largar tudo para estar com aquele alguĂ©m. Se vocĂȘ nĂŁo sente mais essa emoção no relacionamento, entĂŁo vocĂȘ nĂŁo ama mais. Sua relação estĂĄ em pleno comodismo. Analise e veja pelo que realmente vale a pena lutar.
IX de OS DOENTES
O inventĂĄrio do que eu jĂĄ tinha sido
Espantava. Restavam sĂł de Augusto
A forma de um mamĂfero vetusto
E a cerebralidade de um vencido!
O gĂȘnio procriador da espĂ©cie eterna
Que me fizera, em vez de hiena ou lagarta,
Uma sobrevivĂȘncia de Sidarta,
Dentro da filogĂȘnese moderna;
E arrancara milhares de existĂȘncias
Do ovĂĄrio ignĂłbil de uma fauna imunda,
Ia arrastando agora a alma infecunda
Na mais triste de todas as falĂȘncias.
No céu calamitoso de vingança
Desagregava, déspota e sem normas,
O adesionismo biĂŽntico das formas
Multiplicadas pela lei da herança!
A ruĂna vinha horrenda e deletĂ©ria
Do subsolo infeliz, vinha de dentro
Da matéria em fusão que ainda hå no centro,
Para alcançar depois a periféria!
Contra a Arte, oh! Morte, em vĂŁo teu Ăłdio exerces!
Mas, a meu ver, os såxeos prédios tortos
Tinham aspectos de edifĂcios mortos
Decompondo-se desde os alicerces!
A doença era geral, tudo a extenuar-se
Estava. O Espaço abstrato que não morre
Cansara... O ar que, em colĂŽnias fluidas, corre,
Parecia também desagregar-se!
Os pródromos de um tétano medonho
Repuxavam-me o rosto... Hirto de espanto,
Eu sentia nascer-me nâalma, entanto,
O começo magnĂfico de um sonho!
Entre as formas decrépitas do povo,
JĂĄ batiam por cima dos estragos
A sensação e os movimentos vagos
Da célula inicial de um Cosmos novo!
O letargo larvĂĄrio da cidade
Crescia. Igual a um parto, numa furna,
Vinha da original treva noturna,
O vagido de uma outra Humanidade!
E eu, com os pés atolados no Nirvana,
Acompanhava, com um prazer secreto,
A gestação daquele grande feto,
Que vinha substituir a Espécie Humana!
Orgulhosamente sĂł!
Quem Ă© que afinal fica nos meus momentos, segurando as minhas mĂŁos que sempre parecem firmes, que cuidam, acariciam, limpam e carregam todo o peso da vida?
Estou aqui, quieta, a ouvir a mĂșsica da Celine Dion "Because you loved me" e a pensar que bom que seria ter quem se importasse, verdadeiramente, quem me permitisse parar de ser forte, quem me deixasse repousar, corpo e mente, e fizesse acontecer, por mim, vendo o que sempre vi eu, e que vendo soubesse para onde quero e preciso de ir.
Quem é que me conhece para além do que mostro, sem me apelidar de dura, de demasiado determinada?
Na verdade nĂŁo hĂĄ ninguĂ©m, porque ninguĂ©m viveu ao meu lado, o tempo suficiente para acompanhar o meu crescimento, e ao contrĂĄrio da canção, nunca ninguĂ©m foi a minha força quando fraquejei, ninguĂ©m viu por mim quando ceguei, mostrando-me por onde ir, e falando quando me silenciei, quando nĂŁo consegui articular as palavras que me sarariam por dentro, e o meu mundo, infelizmente, nĂŁo Ă© um lugar melhor por causa de alguĂ©m por quem tanto esperei, nos dias em que me apeteceu desistir de tudo e deixar-me ir. O meu mundo foi esculpido por mim, e atingi o que parecia inatingĂvel, enchendo-me de toda a força que precisava, porque amo quem um dia poderĂĄ dizer que teve tudo, que viu e acreditou, porque me tinha por perto, porque eu acreditei sempre, e fui a voz que lhes falhava.
Eu sou a que estive sempre lå, mas por quem nunca ninguém esteve, na totalidade.
Eu sou a que usa a verdade, em todos os momentos, sabendo que nem sempre o fizeram comigo, julgando que eu nĂŁo o sentiria, falhando em manter-me a acreditar.
Não posso dizer que sou tudo isto, que sou eu, que cheguei até aqui, por alguém, porque me tenham mantido inteira, com um amor seguro e determinado, todos os dias da minha vida. Ninguém conseguiu ver o melhor de mim, ninguém me acordou com a força que mantenho em mim e comigo, todos dias, ninguém me deu no que acreditar, mas eu fi-lo, por mim e foi com as minhas mãos que toquei as estrelas que sempre soube não estarem assim tão distantes.
Afinal eu sou abençoada porque me amei sempre, e porque nunca deixei de me puxar, para cima, e de me multiplicar para tambĂ©m conseguir que acreditem, os que sĂŁo amados por mim, que tudo Ă© possĂvel, e que nunca deixarei de estar aqui, velando para que sejam tudo o que eu sou, porque os amo como ainda ninguĂ©m me soube amar a mim. Eu serei a inspiração dos que crio, e manterei por perto o tempo suficiente para que se fortaleçam e deixem de precisar de mim, mas sabendo que estive quando precisaram e que nĂŁo arredei pĂ© atĂ© que fizessem dos seus mundos um lugar melhor.
Um dia, serão eles, os meus filhos, a dizer, que são tudo, e que chegaram onde estão, porque eu fui o que lhes prometi, desde o primeiro dia em que os segurei no colo e soube que comigo e por mim, o limite seria até onde lhes levasse a imaginação!
