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O nosso caråter nos é revelado, quando estamos no anonimato. As nossas açÔes vão nos mostrar quem somos de verdade.
Igreja no mundo atual estĂĄ igual a farmĂĄcia, tem em toda esquina e vocĂȘ sĂł procura quando estĂĄ doente.
Eu sĂł acredito no amor que Ă© sinĂŽnimo de cuidado, que tem como princĂpio bĂĄsico a amizade e Ă© alicerçado no respeito. O amor que eu creio nĂŁo chega pronto, Ă© edificado dia a dia, com dedicação, carinho, e zelo. O amor que eu creio Ă© o que perdoa, que Ă© fiel e generoso. O amor que eu creio confia, constrĂłi pontes, ao invĂ©s, de muros, Ă© mĂșltiplo, nĂŁo ilha, desata nĂłs para fazer laços e Ă© liberdade nĂŁo gaiola.
Minha alma Ă© cega como o amor, caminha sozinha por algum vale dos perdidos... eu sĂł sei que preciso me encontrar mas nĂŁo pensei que seria tĂŁo difĂcil.
Perdido
Meu descaminho tem muitos nomes ,e em nenhum deles possui seu nome ,pois sĂł
consigo me encontrar comigo ,quando estou
indo em sua direção ,preciso muito de vocĂȘ
pra deixar de ser perdido.
SĂł vou escrever esses versos
SĂł vou registrar o meu sentimento
Daqui a pouco faço o que deve ser feito
Mas além disso vou fazer uma frase
Buscando as palavras que se encaixem
Com quem sou e o que jĂĄ passou
NĂŁo sei quais serĂŁo
Sentimentais ou racionais
Mas realmente posso dizer
Que este eu sente
NĂŁo foi e nĂŁo Ă© de repente
Ah! Mas nĂŁo sei como proceder
Pois eu erro e errei
Como gostaria de agir
Da maneira mais atenciosa possĂvel
Mas jĂĄ foi visto que nĂŁo dĂĄ
NĂŁo sou igual
Sou apenas aquele que por acaso
Sem motivo algum surgiu
E quase foi embora
Mas com um pouco de demora voltou
Sei que nĂŁo sou o Ășnico
EntĂŁo isto muda tudo
O que resta são lembranças
Que podem ser criadas
Para que um dia
Enfim , sejam lembradas
A sensação de estar livre Ă© incrĂvel, sĂł nĂŁo Ă© tĂŁo grande quando o amor, o amor Ă© maravilhoso.
Se nĂŁo poder fazer o Bem.
Mantenha seu corpo inerte totalmente em repouso.
SĂł assim teremos um imbecil a menos no mundo.
Magia
Serå que alguém pode me ajudar?
Estou enfeitiçado só de olhar
SerĂĄ encantamento ou magia?
Meu amor
Minha alegria
Mesmo sem asar
Quero voar
E em teus braços pousar
Quero te abraçar
Quero te agarrar
E a meia-noite seus lĂĄbios beijar
Selando assim essa magia
Juro te amar hoje
AmanhĂŁ e sempre
Até fim dos meus dias.
SAUDADE
Saudade, Ă© sĂł vocĂȘ que me acompanha
Persegue, alcança e fica e me atormenta
Parece ardil, ou sutil artimanha
Chegar febril, permanecer cruenta
Saudade, a dor que queima na memĂłria
Impinge ardor, aflige e ensandece
Maltrata e açoita como palmatória
Golpe apĂłs golpe, o peito em pranto e prece
Saudade, o corpo sente e a alma chora
Cheia de ausĂȘncia, plena de vazio
Tormenta que transborda até o mar
Saudade inunde o tempo, afogue o agora
Pois tudo passa, um dia vem o estio
E entĂŁo vocĂȘ tambĂ©m irĂĄ passar!
Oldney Lopes ©
SONETO 01
Hoje como ontem Ă© sĂł um dia
E o dia que ontem foi hoje nĂŁo corta.
O traz para bater a minha porta
Como a tristeza e a alegria
Se minha tristeza parece morta
Vive eternamente minha alegria
Como pode um dia morrer um dia
Posso ver minha alegria torta
Um dia seus tracejos mostrados
Pareciam dores e sonhos terminados
Eram como o final de uma jornada
Na verdade era o fim dos pesadelos
Que nos perseguiam nas noites e pelos
Dias, que nĂŁo se dava uma passada.
03/02/1994
NĂŁo sĂł terra e ar
sĂŁo teu elemento.
A solidĂŁo que te cinge
Ă© a circunstĂąncia-mor.
Povoado, o mundo mascara
e te confunde bastante:
famĂlia e amigos bordam
com palavras e abraços
a miragem das pontes
a ilusão dos laços.
Mas a tua carapaça
refratĂĄria, intacta
nĂŁo trinca ao toque
de nenhum afago.
Ăs sĂłlido, insĂłlito ovo.
(A vida latejando
recĂŽndita, secreta,
na gema de pedra
que ninguém penetra.)
