S. inácio
A porta do inferno está trancada pelo lado de dentro. Todos os que para lá vão é porque escolheram ir para lá.
Arminianismo Brasil
O homem que tenta diminuir a glória de Deus, recusando-se a adorá-lo, é como um lunático que deseja apagar o sol, escrevendo a palavra "escuridão" nas paredes de sua cela.
Arminianismo Brasil
Coloque todos os seus questionamentos aos pés da Cruz, ainda que não encontre respostas, certamente encontrará descanso.
Arminianismo Brasil
Calvino sempre limita a misericórdia e o amor de Deus aos eleitos. Como um especialista islâmico diz de seu sistema religioso: “a vontade divina é irresistível, e decretou em cada detalhe todo o curso do universo que Ele governa, e o destino de cada momento de cada criatura nele [...]. O seu dogma da predestinação e do destino [...] não deixa espaço para livre-arbítrio humano [...]”. Assim é com o calvinismo.
Alfred S. Geden - Comparative Religion (Londres: Society for Promoting Christian Knowledge, 1917), pp. 102-103.
Os homens ocos
I
Nós somos os homens ocos
Os homens empalhados
Uns nos outros amparados
O elmo cheio de nada. Ai de nós!
Nossas vozes dessecadas,
Quando juntos sussurramos,
São quietas e inexpressas
Como o vento na relva seca
Ou pés de ratos sobre cacos
Em nossa adega evaporada
Forma sem forma, sombra sem cor
Força paralisada, gesto sem vigor;
Aqueles que atravessaram
De olhos retos, para o outro reino da morte
Nos recordam – se o fazem – não como violentas
Almas danadas, mas apenas
Como os homens ocos
Os homens empalhados.
II
Os olhos que temo encontrar em sonhos
No reino de sonho da morte
Estes não aparecem:
Lá, os olhos são como a lâmina
Do sol nos ossos de uma coluna
Lá, uma árvore brande os ramos
E as vozes estão no frêmito
Do vento que está cantando
Mais distantes e solenes
Que uma estrela agonizante.
Que eu demais não me aproxime
Do reino de sonho da morte
Que eu possa trajar ainda
Esses tácitos disfarces
Pele de rato, plumas de corvo, estacas cruzadas
E comportar-me num campo
Como o vento se comporta
Nem mais um passo
– Não este encontro derradeiro
No reino crepuscular
III
Esta é a terra morta
Esta é a terra do cacto
Aqui as imagens de pedra
Estão eretas, aqui recebem elas
A súplica da mão de um morto
Sob o lampejo de uma estrela agonizante.
E nisto consiste
O outro reino da morte:
Despertando sozinhos
À hora em que estamos
Trêmulos de ternura
Os lábios que beijariam
Rezam as pedras quebradas.
IV
Os olhos não estão aqui
Aqui os olhos não brilham
Neste vale de estrelas tíbias
Neste vale desvalido
Esta mandíbula em ruínas de nossos reinos perdidos
Neste último sítio de encontros
Juntos tateamos
Todos à fala esquivos
Reunidos na praia do túrgido rio
Sem nada ver, a não ser
Que os olhos reapareçam
Como a estrela perpétua
Rosa multifoliada
Do reino em sombras da morte
A única esperança
De homens vazios.
V
Aqui rondamos a figueira-brava
Figueira-brava figueira-brava
Aqui rondamos a figueira-brava
Às cinco em ponto da madrugada
Entre a ideia
E a realidade
Entre o movimento
E a ação
Tomba a Sombra
Porque Teu é o Reino
Entre a concepção
E a criação
Entre a emoção
E a reação
Tomba a Sombra
A vida é muito longa
Entre o desejo
E o espasmo
Entre a potência
E a existência
Entre a essência
E a descendência
Tomba a Sombra
Porque Teu é o Reino
Porque Teu é
A vida é
Porque Teu é o
Assim expira o mundo
Assim expira o mundo
Assim expira o mundo
Não com uma explosão, mas com um suspiro
Acho que ciúme é uma doença dos tempos líquidos. Dessa tal modernidade que mesmo deixando as correntes, os chicotes e os tais "senhores" no passado...ainda sim modernizaram as prisões e as ferramentas a serem usadas. Inclusive afetivas. Ciúme é um produto da insegurança de alguém, da falta de confiança em um relacionamento, da falta de valorização também. É uma espécie de poeira que gera a possessividade e autoritarismo sobre o emocional do outro. A pessoa fica num estado de cegueira sem limites. E quando acorda...vê que perdeu alguém especial por causa disso.
As vezes os parceiros(as) que promovem essa doença nos próprios companheiros.
Tem que ser algo que precisa acabar ou no mínimo aprender a controlar...pq é o principal motivo das pessoas estarem sendo cada vez mais descartáveis. Relacionamentos estão ficando apenas na cama. Há cada vez menos profundidade nas pessoas por conta disso.
Um deus que coloca a sua criação para envelhecer e morrer, que a põe no terrível dilema do devore ou seja devorado, não pode ser um deus bom e verdadeiro...Deve haver um deus melhor, uma divindade que queira nos tirar das misérias da vida terrena, sem nos exigir nada em troca...um deus desconhecido de quem somos chispas dele emanadas, mas extraviadas ou aprisionadas por um outro deus picareta.
A criatividade é um processo e uma força, um furacão energético emanado de uma outra energia de disciplina interior mesclada com o pulsar magnífico de um entusiasmo infantil mas poderoso, que é o fogo primeiro do Espírito.
A solidão é uma mestra muito sábia; revela antigas fraquezas porém engendra novas e incomensuráveis forças.
Você só será vitorioso e obterá êxito em tudo somente quando não se importar mais se vai vencer ou se vai ser derrotado.
O Espírito é, essencialmente, criado por ele mesmo; é, afinal, eternamente responsável pelo que ele é, pelo que sempre foi e pelo que sempre será.
Há que se ter muita coragem para levantar-se da cama todos os dias e encarar um mundo completamente destituído de sentido como o nosso, dá até um frio na barriga ao se saber que tanto esforço vai acabar em nada, no túmulo...por que isto é assim?
Um mentiroso é como um diretor de cinema que faz alterações no roteiro sem consentimento do roteirista do filme.
Quao precaria e a condicao humana: luta-se apenas para sobreviver com um corpo tao fragil quanto a alma que se espatifa a cada sonho frustrado.
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Quando somos jovens, pensamos tudo saber, mas nada sabemos; quando velhos, assumimos que não sabemos nada, mas na verdade um pouco sabemos: que quem sabe tudo são as crianças, elas sabem que não sabem, e mesmo quando fazem de conta que sabem se divertem enquanto aprendem o que os adultos não lhes ensinam...
