Jean la bruyère
Lá no fundo eu já sabia
Lá no fundo eu já sabia
que teu silêncio falava mais alto que promessas.
Havia um aviso discreto no teu olhar,
como nuvem fina antes da chuva cair.
Lá no fundo eu já sabia
que teu toque vinha com prazo escondido, feito flor bonita que nasce apressada e já carrega o cansaço da despedida.
Mesmo assim, fiquei.
Plantei esperança onde o chão era raso, fingi não ouvir o estalo do coração rachando devagar por dentro.
Lá no fundo eu já sabia,
mas amar também é isso:
escolher sentir, mesmo atento ao fim, e chamar de verdade aquilo que doeu.
As cem razões para amar lá
Eu poderia listar cem razões para te amar,
mas nenhuma caberia inteira nas palavras.
Te amo no que explico e no que escapa,
no que fica e no que insiste em ir.
Te amar é perceber que o mundo silencia
quando tua presença atravessa o dia.
É encontrar sentido no simples,
como se tudo ganhasse outro nome.
Há razões que nascem do teu riso,
outras do silêncio que me entende.
Algumas vêm da calma,
outras da saudade que você deixa.
E quando as razões acabam, eu continuo.
Porque amor não é conta exata,
é escolha diária,
é ficar
— mesmo quando não há mais porquê.
Chove lá fora, mas dentro de mim chove mais,
O aroma da terra desperta o que ninguém mais faz.
É teu corpo, teu cheiro, teu calor escondido,
Que vem junto da chuva, silencioso, contido
é tempo de desacelerar...
De deixar para lá.
Tempos difíceis nos mostram que a vida é mais curta do que imaginamos.
Contudo, mesmo se ela fosse eterna, não valeria a pena gastar tempo com desilusões, dores e rancor.
É hora de aproveitar o que ainda há de melhor.
Viva o agora.
O presente é o único tempo em que podemos de fato, viver. O futuro nada mais é do que uma suposição e projeção do que gostaríamos que acontece.
Mas por que não começar a luta agora mesmo? A vida pode ser melhor.
É hora de dizer não para o que não se quer. De dizer sim para novas experiências. Não faz sentido viver uma vida que não te faça feliz e grato pelo hoje.
Eu sei que está congelando lá fora, mas acho que nós deveriamos andar. Quando tudo estiver solitário, eu posso ser o meu próprio melhor amigo, eu pego um café e o jornal, eu tenho minhas próprias conversas.
Antes de uma mulher carregar uma criança em seu colo, primeiro ela terá que carregá-la em seu ventre. O mesmo ocorre com a fé; ou seja, antes de você alcançar as promessas no mundo físico, primeiro elas devem ser conquistadas através da obediência no espiritual.
Deus criou a mulher para se expressar e o homem para escutá-la; a mulher para opinar e o homem para entendê-la; a mulher para ser amada e o homem para zelar por esse amor.
Deus não disse que vomitaria a cidade de Laodicéia da sua boca, mas sim as pessoas mornas que lá viviam. Por isso, vigiemos o nosso próprio coração para não sermos também vomitados por Deus, como os de Laodicéia foram.
No céu não haverá espaço reservado para arminianos ou tão pouco para calvinistas. Lá, todo preto é branco e todo branco é preto; todo mundo é igual.
ALLAN KARDEC E A OBSESSÃO - UMA ANÁLISE DOUTRINÁRIA E MORAL - COMBATÊ-LA.
O texto apresentado, extraído da Revista Espírita de dezembro de 1863, sob a assinatura espiritual de Erasto, constitui documento de elevada importância histórica e doutrinária para a compreensão das crises iniciais do Espiritismo. Trata-se de uma comunicação mediúnica recebida em 25 de fevereiro de 1863, no contexto das reuniões dirigidas por Allan Kardec, e que reflete, com notável lucidez, os mecanismos psicológicos, morais e espirituais que acompanham a difusão de uma ideia nova.
Segundo a própria obra em que se insere, a Revista Espírita, fundada em 01 de janeiro de 1858, tinha caráter experimental e investigativo, reunindo fatos, comunicações e análises que posteriormente seriam consolidados nas obras fundamentais. Nesse sentido, o texto de Erasto não é isolado, mas dialoga diretamente com princípios desenvolvidos em O Livro dos Médiuns de 1861 e em O Evangelho segundo o Espiritismo de 1864.
A primeira tese central do texto é a inevitabilidade do conflito. Toda ideia nova, especialmente quando portadora de renovação moral e intelectual, encontra resistência. Tal princípio encontra respaldo na própria codificação espírita, quando se afirma que “as grandes ideias jamais se estabelecem sem luta”, pois confrontam interesses estabelecidos e estruturas mentais cristalizadas. Esse embate não se limita ao plano humano. Erasto enfatiza a coexistência de adversários encarnados e desencarnados, introduzindo o conceito de uma dupla oposição: material e espiritual.
No plano psicológico, o texto revela uma análise penetrante do fenômeno da obsessão associado ao orgulho. A obsessão, definida em O Livro dos Médiuns, capítulo XXIII, como a ação persistente de um Espírito inferior sobre um encarnado, encontra terreno fértil nas imperfeições morais. Erasto aponta com precisão que muitos médiuns iniciantes sucumbem à sedução da vaidade espiritual. A promessa de grandeza, missão excepcional ou revelações extraordinárias atua como mecanismo de captura psíquica, explorando o amor-próprio.
Essa observação converge com o ensino kardeciano de que “o orgulho é o maior obstáculo ao progresso moral” e de que os Espíritos inferiores utilizam exatamente essa fragilidade para exercer domínio. A analogia com Macbeth não é casual. Tal referência literária ilustra a tentação do poder ilusório, onde a sugestão externa encontra ressonância em uma disposição interna já existente.
Do ponto de vista sociológico, o texto descreve um fenômeno de fragmentação doutrinária. A chamada “Torre de Babel” simboliza a proliferação de interpretações divergentes, muitas vezes baseadas em comunicações mediúnicas não submetidas ao crivo da razão. Kardec, em diversos trechos da Revista Espírita e em O Livro dos Médiuns, estabelece como critério essencial o controle universal do ensino dos Espíritos, isto é, a concordância geral das comunicações obtidas em diferentes lugares e por diferentes médiuns.
Erasto reforça esse princípio ao advertir que o valor de uma comunicação não reside no nome que a assina, mas em seu conteúdo intrínseco. Tal orientação é de rigor metodológico. Ela antecipa, em linguagem espiritual, o que hoje se poderia chamar de crítica epistemológica da fonte. A autoridade não é nominal, mas moral e racional.
Outro aspecto relevante é a denúncia das promessas ilusórias. Espíritos mistificadores oferecem riquezas, descobertas científicas fantasiosas e previsões detalhadas. Essas práticas são descritas também em O Livro dos Médiuns, onde se alerta contra Espíritos levianos e pseudossábios. A fixação de datas e eventos específicos é particularmente condenada, pois contraria a lógica da providência divina e a natureza progressiva das revelações.
No plano ético, o texto estabelece um critério claro de autenticidade espiritual: a modéstia. Os bons Espíritos se caracterizam pela sobriedade, pela ausência de pretensões e pela submissão à verdade. Já os Espíritos inferiores manifestam-se por meio da exaltação, da infalibilidade proclamada e da busca de destaque. Esse contraste é reiterado em O Evangelho segundo o Espiritismo, capítulo XXIV, quando se afirma que “reconhece-se a árvore pelo fruto”.
A dimensão moral do conflito é ainda mais aprofundada quando Erasto aborda os “falsos irmãos”. Aqui se evidencia uma análise quase clínica do comportamento hipócrita. Trata-se de indivíduos que, sob aparência de virtude, disseminam discórdia, investigam a vida alheia e propagam maledicências. Essa descrição encontra eco direto na máxima evangélica citada no texto: “O que estiver sem pecado atire a primeira pedra”, registrada em João 8:7. A advertência não é de exclusão, mas de vigilância e discernimento.
No campo teológico, o texto apresenta uma concepção dinâmica da providência divina. Deus permite a prova para fortalecer os fiéis e evidenciar a verdade. O conflito, portanto, não é um acidente, mas um instrumento pedagógico. Essa ideia é desenvolvida em O Céu e o Inferno de 1865, onde se demonstra que as provas têm finalidade educativa e regeneradora.
A conclusão de Erasto é de notável equilíbrio. Ele não nega o caos momentâneo, mas o interpreta como fase transitória de um processo maior. A vulgarização da ideia espírita, isto é, sua difusão ampla, é vista como resultado inevitável desse embate. A verdade, submetida ao crivo da razão, da moral e da universalidade, emerge depurada.
Do ponto de vista historiográfico, essa previsão mostrou-se coerente. Ao longo do final do século XIX e início do século XX, o Espiritismo consolidou-se como movimento filosófico-religioso estruturado, especialmente no Brasil, onde encontrou terreno cultural propício.
Em síntese, o texto de Erasto constitui um tratado conciso sobre os riscos internos do movimento espírita. Ele articula elementos psicológicos, morais, epistemológicos e espirituais, oferecendo um verdadeiro manual de prudência doutrinária. Sua atualidade permanece evidente, pois os mecanismos descritos não pertencem apenas ao século XIX, mas à própria condição humana.
A lição final é de rigor e serenidade. A verdade não se impõe pelo ruído das pretensões individuais, mas pela harmonia entre razão, moral e universalidade. E é justamente no crisol das crises que ela se depura e se afirma com maior esplendor.
"Educar uma criança é ensiná-la a pensar, preparando-a para enfrentar a vida. Adestrar é fazer da criança um soldadinho de chumbo, incapaz de pensar, que apenas segue ordens.
A agressão física e/ou verbal deseduca a criança, pois dilapida os seus pensamentos, os seus sentimentos e a sua personalidade.
Pais que educam só através do medo, anulam a personalidade da criança, incapacitando-a de tomar qualquer decisão por ela mesma. O medo desinforma a criança sobre aquilo que se espera dela, lhe trazendo desconfiança e insegurança na família, algo que é imprescindível para o seu bom desenvolvimento."
Quem entra numa disputa sem a honesta intenção de vencê-la, nem precisa de outro adversário.
Porque, antes mesmo do primeiro embate, já há uma rendição silenciosa em curso — não ao oponente, mas à própria covardia disfarçada de prudência, ao medo travestido de estratégia, à vaidade que prefere parecer justa a ser verdadeira.
Disputar sem querer vencer é, no fundo, querer preservar uma imagem, não conquistar um resultado.
E há algo de profundamente contraditório nisso: quem entra para não vencer também não entra para aprender.
Fica suspenso num território estéril, onde não há entrega suficiente para evoluir, nem coragem bastante para transformar.
Apenas participa — como quem assiste à própria vida da arquibancada, fingindo que está no campo.
A intenção de vencer, quando honesta, não é sinônimo de esmagar o outro, mas de se comprometer com o melhor de si.
É colocar em risco as próprias certezas, testar limites, aceitar o desconforto da possibilidade de falhar.
Quem não quer vencer, na verdade, não quer se expor a esse processo — e, por isso, já escolheu perder, ainda que nunca admita.
No fim, o adversário externo torna-se irrelevante.
A disputa real sempre foi interna: entre o impulso de crescer e o conforto de permanecer o mesmo.
E, nessa arena, não há empate possível.
Ou se entra inteiro, cheio de vontade de ganhar, ou já se saiu derrotado antes mesmo de começar.
Que a Paz encontre aos que se atrevem a oferecê-la embrulhada na Chantagem!
Amém!
Quando a paz se apresenta como um dom, mas vem embrulhada na chantagem, ela deixa de ser paz para se tornar imposição disfarçada.
Essa manobra é tão antiga quanto as relações humanas: transformar aquilo que deveria ser um gesto nobre em moeda de troca para interesses particulares.
A verdadeira paz nasce do diálogo sincero, do reconhecimento mútuo, do respeito às diferenças.
Ela não exige submissão, não impõe silêncio, não condiciona liberdade.
Mas, quando alguém ousa oferecê-la como prêmio por obediência ou ameaça por resistência, estamos diante de uma contradição cruel: pacificação à força é só guerra com outra roupagem.
Esse tipo de “paz chantagista” aparece na política, quando líderes pregam concórdia desde que todos aceitem suas regras; nas relações pessoais, quando a harmonia depende de uma renúncia unilateral; e até entre nações, quando tratados escondem dominação.
Em todos os casos, o preço cobrado é alto demais: a Integridade, a Dignidade e a Liberdade.
Porque paz Comprada, Negociada ou Imposta não é paz: é só mais uma forma sutil inventada para covardes guerrear.
Que a Paz Autêntica — aquela que não Cobra, não Ameaça e não Finge — abrace a todos que não se prestam ao desserviço de barganhá-la.
Amém!?!
A terra fica profundamente entristecida com a sua partida, mas com a esperança de vê-la laureada no céu!
Vá em paz!
E lá se vai o Mês das Crianças...
Que vá!
Mas deixando em nós a Paz e a Alegria da Criança Interior, necessária para o Bom novembro!
Então, Bom novembro!
“Eu continuo andando, mas carrego dentro de mim um lugar onde o tempo não passa… e é lá que moram todas as coisas que eu nunca consegui deixar para trás.”
— Anderson Del Duque
“É sempre assim, a pessoa tá mal,
te pede ajuda, você tenta ajudar, dá bons conselhos,
ela vai lá, faz tudo ao contrário do que você disse,
se ferra e você ainda é obrigada(o)
a ficar ouvindo ela chorando porque se arrependeu do que fez...
ninguém merece pow, meu ouvido cansou de ser pinico...
porque quando sou eu que preciso você corre?
meu expediente de psicóloga gratuita, fechou a seção por hoje ;)
—By Coelhinha
