Eugene o'\;neill
No tumulto da vida, que corre apressada e ruidosa, nasce um silêncio raro, quase sagrado, já escrito pelo nosso destino.
Você ainda ouvirá seu nome, suas conquistas, agradecimentos, palavras de carinho, mas antes terá que morrer primeiro.
Somos passageiros neste mundo. Chegamos sem possuir nada e partiremos sem levar coisa alguma.
Você já não será lembrado por quase ninguém. Sua casa terá outros moradores, seus bens pertencerão a outras pessoas e suas preocupações de hoje terão perdido o sentido.
Realmente, o que importa não é o que acumulamos, mas como vivemos.
Talvez o nosso lado escuro não seja feito apenas de sombras, pois até a Lua guarda segredos que o Sol desconhece, afinal, nem tudo o que permanece oculto é feito para ser iluminado.
O homem deveria aceitar o seu destino. Nada acontece por acaso, diziam os estóicos. Tudo acontece porque tem de acontecer e de nada adianta alguém lamentar a sorte quando o destino bate à sua porta.
Também as coisas felizes da vida devem ser aceites pelo homem com grande tranquilidade.
Ainda hoje falamos de uma 'tranquilidade estóica' quando queremos nos referir a uma pessoa que não se deixa inflamar por seus sentimentos.
Todo aquele que se arvora criador de poesias, poeta jamais foi. Poetas são apenas tradutores e nada mais, dos sussurros de Deus nos ouvidos da alma, a fim de que ela possa compreender a si mesma!
Toda pessoa humana obcecada por inserir-se num padrão físico de sensualidade, perde o direito de indignar-se ao ser reduzida ao nível de um mero objeto!
Agradeça a Deus todos os dias, mesmo sem aparentes motivos. Nenhum fio de cabelo se preserva por acaso. Tão pouco estás vivo sem um propósito do Alto!
Infantilmente sonhamos com a parceria perfeita para os momentos felizes, mas esquecemos que é nos tristes que de fato ela se manifesta!
