Eugene o'\;neill

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Quiçá este seja o nosso refúgio: perder-se na mansidão deste oceano azulado, observando a calma das ondas. Desprovido da inquietude, misturo-me à natureza; ela me move, me comove. A orla me faz sentir parte dessa natureza infinita.

É incompreensível que ainda existam guerras que se pretendam santas na Terra. Talvez, no invisível que não nos é dado enxergar, até santos e anjos se enfrentem em combates que escapam ao entendimento humano, como se toda luta, em sua essência mais misteriosa, fosse uma tentativa de tocar aquilo que habita o reino do indizível.

Algo em mim desperta ao simples som do seu nome.

O que eram apenas resquícios… tuas águas ainda fluem em meu peito. Guardadas no silêncio das profundezas do oceano, podes ouvir a minha voz, pois sou onde o mar deságua os teus pensamentos.

O sono é leve para os caminhantes noturnos.
Meus pensamentos ainda esbarram nos seus e, nesse silêncio, você retorna como uma febre que não passa.

A vida é movimento, como as quatro estações em eterno retorno.
É vento que semeia caminhos invisíveis, sol que desperta a terra adormecida, primavera que rompe o silêncio em flores.
É chuva que cai sem pressa e nunca regressa sem antes transformar tudo o que toca.

Poesias vêm carregadas de segredos que atravessam o silêncio profundo e fazem um barulho ensurdecedor.

Quando as flores do seu jardim já não têm o mesmo fulgor, a mesma cor, o mesmo perfume… não adianta apenas regá-las. Antes de tudo, é preciso mudar as raízes.

Tal como uma vela, precisamos brilhar enquanto lentamente nos consumimos.

Ouvir não é apenas o que os ouvidos absorvem, mas o que a consciência compreende.

É essencial adicionar um pouco de sangue na nossa veia alcoólica.

Faz da consciência tua mais íntima aliada. Ela conhece tuas fragilidades.

Eu te vejo tão distante, e ainda assim tão dentro de mim.

A vida floresce quando aprendemos a regá-la, mas também a atravessar, com paciência, as quatro estações.

Estar presente não seja apenas estar onde o corpo se encontra.

Aprender a conviver com os meus demônios foi a maneira de impedir que os meus anjos me abandonassem.

Que o brilho da lua na noite de 31 de outubro não sirva apenas para caçar bruxas, mas também para iluminar as fadas.

Tornamo-nos estrangeiros em nosso próprio corpo quando desconhecemos os nossos limites.

Tal como as árvores frutíferas, o que define o ser humano é aquilo que ele produz.

No silêncio, existe um mundo inteiro que se permite escutar a si mesmo.