Dia Nacional do teatro
É SÓ DIZER OK
Se você disser ok eu poço ser teu sol
Num dia chuvoso
Perto de você fico nervoso
Se você disser ok posso ser teu cobertor
Numa noite fria
Olhando sua foto você me seduzia
Num desejo tão louco
Que a mentira virou verdade no pensamento
Você finge estar dormindo quando eu acordo pra te amar
No meu sonho nada lindo
Eu acordo sozinho querendo te ligar
É só dizer ok me der um sinal
E vem me amar depois do Carnaval
O meu sofrimento vai ter um fim
Quando você dizer ok pode vi morar aqui Pertinho de mim
L
igar pra quer se você não vai me atender
Você não me deu corda mais eu vou me forca
Com essa vontade de te ver eu vou me matar
De tanto amar
Antonio Luís Compositor
10/08/2015
VAI SER SÓ ZUEIRA
Não sei mais o que Eu vou fazer
Se Dia e noite eu penso em você
E A consequência disso tudo
Eu Passo a noite imaginado coisas
Eu ouço a sua voz dentro do meu ouvido
Não sei que aconteceu que você me deixou
Mais não pense que estou triste eu vou te falar
Como vai ser daqui pra frente
Vai ser só zueira Uísque e Chandon
No paredão toca meu som
Mulher tirando a roupa e eu aqui rindo de tu
Nem venha me dizer que se arrependeu
Vai ser só zueira Uísque e Chandon
No paredão toca meu som
Você estava louca quando me deixou
Pois agora tenho outra no seu lugar (bis)
Compositores
Antonio Luís e Licinho Melo
06/08/2015
TE AMO EM DOBRO
Quem diria Que um dia Você ia me amar
Logo você que me esnobou
Quando eu era criança Na escola
O mundo deu voltas
E hoje você me ver com outros olhos
Olhos de amor Olhos de desejo
Olhos de paixão querendo um beijo
Você é uma mulher de sorte
Porque eu estou solteiro
Me beija e deixa tudo acontecer
Nessa vida tudo tem um porque
Se você me ama Em dobro vou amar você
Te amo em dobro A vida é assim
Quem me ama,Merece Ser amada por mim
Poeta Antonio Luis
11:59 AM 13 de dezembro de
DIA DESSES POR AI
Dia desses por ai
Eu encontro alguém pra mim
Chamar de amor
Pra me esquentar no calor
Dia desses por ai
Encontro alguém pra dar uns beijos
Tapas na cara carinhos
Pra empurrar carrinho de supermercado
Fazendo a compra do mês
Com meu amor do lado
Fazendo inveja a vocês.
Entanto isso não acontece
Dias desses por ai
Eu to bebendo de copo cheio
Tirando gosto com limão
Pra espantar a solidão.
Poeta Antonio Luís
19/07/2016
A VACA FOI PRO BREJO
Já tomei cachaça Pensando ser água
Num dia de ressaca
A Saudade de você quase me mata
A vaca foi pro brejo
É um mistério
E não me alivia
É uma agonia
O povo pergunta por te Quando me ver
E eu Não sei responder
Poque você me trocou
Nesse jogo eu sair perdedor
Perdi você perdi seu amor.
Já tomei cachaça Pensando ser água
Num dia de ressaca
A solidão não sara
Já tomei cachaça Pensando ser água
Num dia de ressaca
A saudade de você quase me mata
Poeta Antonio Luís
1:25 PM 23 de julho de 2016
ÁGUA DO RIO
Sei que um dia você vai lembrar
E vai dizer que foi feliz ao lado
Nesse dia vou estar longe
Hoje me escondo
Do amor que sinto por te
Mais sei que vai passar
Como a água do rio
Que não para se mover
Pra lá e cá
Estou eu querendo te deixar.
Foi amor hoje é só dúvida
Vou embora quero parar de brigar.
Se não me ama fique calada.
Poeta Antonio Luis
PERANTE DEUS
No dia que eu desisti
Eu estarei morto
Porque enquanto eu existir
Eu lutarei de novo.
Pedras no meu caminho sei que irão aparecer
Mais mais tenho fé em Deus que vou vencer
Eu não quero cair,se eu cair eu me levanto
Perante Deus poço ser santo.
Com fé em Deus vou adiante.
Minha glória vem do pai
Ele me amou ele é demais
Criou a mãe natureza
És uma beleza
Ele me deu a vida. Deu a você também
Não desista, você pode ir além
Em de Jesus poço conquista
Sonhos e fantasias
Vamos ser fiel a Deus todo dia.
Poeta Antonio Luis
Dica Valiosa:
Quer saber mais sobre os outros?
"Escolha um dia aleatório e tome atenção á reação dos outros, quando você não dá a utilidade do costume"
"Se um dia chegares á conclusão que foste injusto comigo, não precisas de pedir desculpa, devolve-me só o respeito."
Mesmo sendo imperfeito pregarei sobre aquele que é perfeito para que um dia eu seja mais parecido com ele...
" Você sabe que é minha prioridade, mas não sou a sua, e se um dia as coisas se inverterem como será? Mas isso nunca irá acontecer pois você "Sempre" será minha prioridade ..."
Fé de Encontro com o Axé
O dia em que fui à Umbanda foi um dia de encontro. Encontrei um sistema de crenças profundamente enraizado na cultura brasileira, erguido sobre pilares de caridade, humildade e amor. Ali, naquela roda que girava ao ritmo do sagrado, vi o sincretismo se manifestar de maneira harmoniosa, como flores de diferentes cores e fragrâncias em um mesmo campo. Todos os meus sentidos foram despertados. A adoração ali não era apenas uma experiência espiritual; tinha cheiro, gosto, ritmo e movimento. Uma fé com o toque de axé.
Deus ali transcende os nomes e, junto d’Ele, orixás e guias, tão próximos e benevolentes, desenham uma unidade misteriosa. Divindades se entrelaçam, criando uma tapeçaria vibrante de fé. Sob o olhar atento de santos e orixás, há um terreno comum, cada um representando facetas do divino. A Umbanda é inclusiva, uma fé que abraça a universalidade da busca espiritual.
Quando a gira começou, Iansã trouxe seus ventos, e senti a poeira subir como partículas de uma história que reverbera em nossos passos. Eu, testemunha respeitosa, tentava decifrar o significado daquele movimento que parecia maior do que os corpos que dançavam. Eles giravam — alguns em profunda conexão, outros em uma quietude contemplativa, mas todos entregues a algo que, como eles, eu ainda buscava compreender.
O ritmo se intensificou, como se a própria terra pulsasse sob os pés de quem dançava. Gritos e batuques se entrelaçaram em um ápice de energia, revelando algo que não se traduz, mas se sente. Não era um clímax de liberação, mas um convite ao entendimento profundo do que somos: seres que giram e se movem, talvez para não enfrentar o silêncio ou o vazio. Na Umbanda, compreendi que o movimento é mais do que deslocamento; é a vida que persiste, é axé, a energia sagrada que demanda renovação.
Junto deles, entendi que, na dança da vida, parar é perder a conexão. Cada movimento se torna a prova de que somos mais do que corpos; somos esperança que não descansa. E, quando o ritmo acalma, somos um com a roda, com o vento, com o mistério. Quem entende o axé sabe: é preciso continuar a girar. Só assim haverá renovação, pois é o movimento que traz a mudança, a melhora.
Dois de novembro
No silêncio íntimo que invade o Dia de Finados, a saudade se debruça. Ela não tem pressa, é senhora do seu próprio compasso. É o dia em que a ausência brinca de ser presença, quando os que partiram voltam, não em carne, mas em sopro, como se sempre estivessem apenas a um afago de distância.
Os túmulos não mentem. São declarações sem palavras de que o que foi vivido realmente existiu, confessando com a solidez do mármore que a vida é frágil e que o tempo é um rascunho rabiscado à pressa. Cada nome entalhado ascende, não como uma mera inscrição, mas como um feitiço sussurrado entre as frestas do esquecimento.
Nem toda ausência é tratada pelo tempo. O tempo não se compromete com permanências. Passa por nós sem desculpas, sem aviso, sem oferecer alívio. Quando alguém que amamos morre, morre também uma versão nossa. Deixamos de existir daquele jeito. É como ter sua casa assaltada por uma ausência. Por isso, não se deve apressar a dor de ninguém. No luto, não se questiona o amor por quem partiu. No luto, deixamos de nos amar, e voltar ao amor próprio demora. Deixe a pessoa doer.
O luto não passa; somos nós que passamos por ele. É um caminho de fragilidades. Não há como sair de uma dor caminhando. Precisamos engatinhar até voltar a firmar os pés novamente. E demora até que essa dor vire saudade. Demora até que essa saudade vire gratidão. A dor é solitária, e você tem todo o direito ao seu luto, mesmo depois da licença do outro acabar. Cada um tem seu tempo de digestão.
No murmúrio de uma prece, na chama vacilante de uma vela, reside a certeza de que, do outro lado do mistério, alguém sorri — os eternos hóspedes da eternidade. Hoje, flores são depositadas por mãos trêmulas de emoção. Mas não é o frescor das pétalas que importa, e sim o gesto. É flor de ir embora. É uma homenagem ao laço que nem a morte é capaz de desfazer.
O dia 14 de maio
Acordei, no dia 14 de maio, esperançoso de auroras resplandecentes. Liberto, sim, mas ainda preso. Meu nome, outrora oculto nas sombras da escravidão, ansiava por um reconhecimento que jamais parecia chegar. Caminhei pelas ruas, indiferentes à minha nova condição de homem livre. A liberdade, dizem, é a mais preciosa das conquistas; todavia, ela se apresentava como uma dama esquiva, vestida de promessas que não se cumpriam.
Eu, que trazia a senzala na alma, vi-me entre o cortiço e a favela. Estes novos lares eram apenas novas formas de cativeiro, onde as correntes invisíveis da miséria continuavam a me atar à dura realidade. Subi as encostas na esperança de um dia descer, mas a promessa de descida era tão ilusória quanto a liberdade conquistada na véspera. Sem nome, sem identidade, sem retrato, eu era um espectro vivo; do lema da bandeira, conheci apenas as vielas do progresso.
No dia 14 de maio, ninguém me deu bola. Tornei-me mestre na arte da sobrevivência, fazendo do trabalho árduo meu sustento em um campo onde o futuro se mostrava tão incerto quanto o destino dos muitos que, como eu, foram libertos na letra, mas não na vida. A escola, um sonho distante, fechava suas portas, negando-me a instrução necessária para ascender aos degraus da dignidade.
Minha alma, contudo, resistia. Meu corpo, acostumado à luta, sabia que o bom, o justo, também deveriam ser meus. A certeza de minha própria existência, de minha identidade, tornou-se a âncora que me impedia de sucumbir às tempestades da indiferença. Mudanças só nos anos; sinto que ainda vivo no dia seguinte à abolição.
Mundo Azul
Ele caminha devagar na calçada,
como quem mede o peso do dia.
Apressados tropeçam nele,
mas ele nunca tropeça
na pressa do mundo.
Disseram que era estranho,
porque via o mundo por ângulos tortos.
Que culpa tem um espírito sensível,
se a sociedade se crê reta demais
para enxergar a beleza do desvio?
No intervalo entre duas palavras,
ele enxerga um poema inteiro.
No espaço entre um toque e outro,
ele sente tudo o que existe.
A falta de respostas assusta os outros,
mas o silêncio dele não é vácuo: é morada.
Ali dentro, onde poucos chegam,
há um universo à espera de tradução.
