Andre guide

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⁠O privilégio de receber amigos queridos em casa é sempre maior do que o privilégio de ser recebido. A hospitalidade encontra-se no âmago das relações humanas, e o acolhimento ao seu visitante tende a potencializar e a alimentar sobremaneira tais relações humanas, corolários de paz e harmonia. Jamais deixemos de receber o viajante. Respeitemos o peregrino. Protejamos e afaguemos o visitante. Aprendamos com o hóspede. Escutemos as suas histórias, memórias e desejos. Ofereçamos o que puder para que ele se sinta confortável. Ultrapassemos o distanciamento da etiqueta formal para a intimidade sincera do calor humano.

Inserida por andrercostaoliveira

⁠Professores são grandes idealistas, que não se afastaram jamais da ideia de que um Brasil melhor se faz com o mais límpido conhecimento. Exercitam com destreza a maior e mais sublime vocação de todas: a de transmitir conhecimento, dignidade, cidadania, e de, sobretudo, ensinar ao ser humano a pensar e sobreviver ao meio. Ou seja: ensinar o ser humano a ser humano. Portanto, todo e qualquer docente da face da terra será sempre um garantidor de que existe sim um futuro possível, com justiça social e equidade.

Inserida por andrercostaoliveira

⁠A menor distância entre dois pontos não é necessariamente uma reta porque a própria Terra é curva, e por isso mesmo, não vivemos todos em geometria plana – não somos “euclidianos”! Se você não corrige periodicamente a sua rota, recalculando e estimando o melhor uso do tempo, não chega jamais ao destino almejado.

Inserida por andrercostaoliveira

⁠A maior comprovação de nossa infinitude – muito além da genética – consiste em nosso legado enquanto seres humanos. Cada situação vivida, cada história contada, cada atitude tomada, sobretudo as que ajudaram outras pessoas – nos relembram que vivemos sim eternamente. De alguma forma somos indeléveis.

Inserida por andrercostaoliveira

⁠A mudança é vital para a natureza – e por isso mesmo é contínua. Assim, é vital para cada um de nós. A madeira da fogueira não retorna ao seu estado antigo, mas nos dá calor e ainda espanta os animais selvagens. A comida, uma vez cozida, também se transforma para sempre – nos alimenta e sacia a fome. Não tenhamos medo de mudanças.

Inserida por andrercostaoliveira

⁠Impressiona a capacidade que algumas pessoas têm de não aceitar viver em harmonia e buscar constantemente a discussão e a peleja. Lamentável já que a vida é tão curta e, por vezes, tão difícil. Tais pessoas se envenenam, e carregam uma energia tóxica e autodestrutiva. Quase fedorenta. Geralmente morrem na maior e mais profunda solidão de corpo e espírito, digerindo indiferença e esquecimento. E terão velórios vazios.

Inserida por andrercostaoliveira

⁠Curioso que todas as pessoas que lhe odeiam e que lhe amaldiçoam são, sem exceção alguma, servas e escravas suas. Alimentam-se de sua existência. Dependem visceralmente de você, tal qual a planta necessita de água. E por isso mesmo sua resiliência as atordoa, e a sua indiferença as afeta tanto. É mortífera. A indiferença queima como o fogo.

Inserida por andrercostaoliveira

⁠Pode ser que personagens de romance e de filmes não sejam imitadas por pessoas.
Acho que os personagens é que na verdade imitam as pessoas.
E assim navegam entre a ficção e a realidade.
Heroísmo e vilania, todos temos em medida variável.

Inserida por andrercostaoliveira

⁠Somos muito presunçosos. Achamos que a chuva cai porque queremos ir à praia, e que faz mais frio quando estamos sem agasalho. Não se deve dar sentido pessoal à natureza, muito menos tomar posse dela.

Inserida por andrercostaoliveira

⁠NAQUELA NOITE
21/04/2021

Naquela noite
Vi você aquecendo o frio da noite
Com teu corpo nu, tocando Mozart
No piano de Bosendorfer.
Ouvir as melhores melodias
Vindo do seu coração.
Meus olhos se perderam nas curvas
Tortuosas do teu corpo.
Minhas mãos ficaram tresloucadas
Quando atracaram nos teus cabelos.
Teu beijo levou-me à outra dimensão.
Fizemos amor na madrugada
Da lua cheia.

O céu ficou estrelado para nós
Anjos vieram nos abençoar
Poetas recitaram suas poesias
Damas vieram nos felicitar
Cavaleiros vieram nos cortejar
Pianistas tocaram Beethoven
Floristas enfeitaram vosso leito conjugal

Naquela noite
Fiz retrato seu fumado, enquanto
Lia Samuel Beckett na cama.
Produzir uma caricatura sua enquanto
Treinava boxe na sala.
Te fotografei amiúde, quando banhava-se,
Enxugava-se, penteava-se, vestia-se,
Perfumava-se, apanhava um livro.
Estando contigo, fizeste sepultar
Toda a solidão, a tristeza, o medo…
Refez renascer em mim a esperança.

Fizemos amor no dia da festa junina.
Beijamo-nos na orla da praia.
Apoiar-te a tua cabeça na minha coxa,
Enquanto falávamos de poesia nórdica.
Falava sobre as constelações, Os Beatles,
E que estudava medicina.
Fomos assistir a ópera "As Bodas de
Fígaro", de Richard Wagner.

Inserida por AndreFernandes88

⁠A MALDIÇÃO DA ESPOSA
16/04/2021

Maldito sejas tu, por estar desposando com a minha irmã em nosso leito conjugal; por estar presenteando-a com presentes caros; que a mim não coube.
Maldito sejas tu, por estar marcando encontros com rameiras nas vielas.
Maldito sejas tu, por me deixar sozinha no dia do aniversário do nosso matrimônio.
Maldito sejas tu, por chegar a casa com marcas de batons na sua camisa social.
Maldito sejas tu, por me deixar a te esperar no restaurante italiano, para comemorarmos o Dia dos Namorados.
Maldito sejas tu, por inventar pretextos para não estar comigo em eventos familiares.
Maldito sejas tu, que não tira tempo para passear com nossos filhos.
Maldito sejas tu, que é maldição em nossas vidas.
Maldito sejas tu, a viver na sargeta, a pedir óbolo.
Maldito sejas tu, por homiziar tudo de mim.

Maldição foi ter caído na tua fábula
Deixei-me ser iludida por ti
Fiquei cega por ti, achando ser o homem que fosse promover felicidade para nós.
Maldição foi não ter dado ouvidos àqueles que diziam, que eu iria sentir o fel de estar a seu lado.

Maldito seja você, casanova
Maldito seja você, mitomaníaco
Maldito seja você, grosseiro
Maldito seja você, estúpido
Que a maldição caia sobre você,
Que ela carrega-te nos braços.

Inserida por AndreFernandes88

⁠O VENTO DA NOITE

Sobre o silêncio da noite enluarada
Ignorando o estrupo dos automóveis
Preparo meu achocolatado
Ponho CD do jazz no rádio para ouvi-lo
Para acompanhar a leitura de Drummond.

A poesia drummondiana é
Deleite para meus lábios.
É medicina para meu espírito.
Relaxa a minha alma.
Alivia o cansaço do meu olhar.

A cidade anda agitada noturnamente
Pessoas caminham na orla da praia
Picolezeiro anuncia a sua venda
Escuto jovens cantando Caetano
Sinto cheiro de comida vinda de longe.

Felinos miam no muro da vicinal
Ouço choro de bebê vindo longínquo
Meus tímpanos são sensíveis…
Meninas aprendendo capoeira na areia
Universitários curtindo a Legião Urbana.

Pela janela do quarto
O vento traz de fora
Durante a leitura da poesia
A alegria que explode na rua
Toadas apimentam animação
Será uma noite inesquecível.

O vento da noite
Envolve qualquer um que estiver fora
Até aqueles que se veem ranzinza
Quebranta qualquer coração inexpressivo
Ressuscita o ânimo da pessoa
Traz para a pessoa a razão de viver.

A brisa suave da noite
Revive a esperança do biltre
Derruba o bloqueio do medo
Derrama a suavidade sobre os
Esmoladores.
Apazigua os que se veem em trevas
Tranquiliza corações exagitados.

Vento da noite passou por mim
Durante minha leitura
Acalmando a minha procela
Diminuindo meu banzeiro
Tirando de mim, energias negativas
Ô vento da noite, consolai-me!
__________
24/04/2021 às 19h12 - Sábado

Inserida por AndreFernandes88

"Desfrutamos da verdadeira felicidade somente quando abrimos mão do nosso livre arbítrio, caso contrário, a felicidade será sempre uma ilusão momentânea".⁠

Animal Doméstico 

⁠Quando às vezes me recordo admirado
Do deleite dos encontros casuais
Ponderava uma vida despojado
Dos amores e paixões de calmaria

Em meu âmago de afetos ilibados
Renegados em meus dias perspicaz
Postergava apegos inacabados
Passeando entre o lirismo e a boemia

Do encanto dos casais desavisados
À ironia do entendimento tão fugaz
Desguardei o sentimento resguardado
Mais que insulto ao amor, eu proferia!

Sem notar que já tinhas me domado
Fui cativo em teu colo tão voraz
Não previ que tal amor era meu fado
Há quem viva sem amor, à revelia?

Inserida por Poetizando

⁠(Ser) tão 

Quando, à tarde, o sol risca o céu de encarnado
E a vida debreia seu ritmo normal
Vejo advir um ser tão bonito 
Com um jeito sincero, de um povo sereno
Onde falar sorrindo é tão natural

Ser tão realista, da cerva trincada
Do banho de rio, da alma lavada
Que pede conselho e não desafina
Como sanfoneiro em festa junina

Um ser tão livre, que anseia por mais
Que nunca desiste e não volta atrás 
Mas luta e persiste, pegando a estrada
Na mala um sonho, sem rumo, sem nada 
Qual flecha atirada, não voltam jamais.

Inserida por Poetizando

⁠Em terra fértil pra FAKE, quem se dá ao trabalho de buscar e expor a verdade e se torna inconveniente...

Inserida por andre_wm_moura

⁠Você usa o computador ou é usado por ele?

Inserida por andrederose

⁠Minha geração é de autodidatas, enquanto nós liamos e dávamos aula, os da nova geração, dão aula e não leem.

Inserida por andrederose

⁠Ninguém pode aprisionar uma mente livre, um coração independente e um corpo ilimitado.

Inserida por andrederose

⁠O conhecimento é uma massa crítica, ele não surge, apenas se desenvolve.

Inserida por andrederose