Camilo jose cela
Tu és a fonte, o início e o caminho,
O colo que sustenta o mundo inteiro,
Pois onde houver um gesto de carinho,
Ali se faz o teu altar primeiro.
Tu és Maria, Ana, Paula, Julia,
Tu és quem ama, quem cuida e quem guia,
A luz que vence qualquer noite escura
E transforma o cansaço em poesia.
És a raiz que nutre a esperança,
O porto seguro em mar de incerteza,
Trazendo no olhar a paz da confiança
E no coração a maior das riquezas.
Não importa o nome que a vida te dê,
Ou a trilha que o tempo insista em traçar,
O universo se curva para entender
A força infinita que existe em amar.
Mãe é o verbo que se faz proteção,
A voz que acalma o pranto e a dor,
É ter o universo num só coração
E dar o sentido real ao amor.
Pois em cada Maria, em cada mulher,
Habita a coragem de ser o que for,
Seja no riso ou no que o destino trouxer,
És a eterna guardiã do maior esplendor
A sua voz sempre foi meu guia
Tua sabedoria guiava meus dias
Teu colo, o abrigo de toda esperança,
Mantém viva em mim a eterna criança.
Pois não há no mundo amor mais profundo,
Que o teu, que ilumina o meu próprio mundo.
Escolher quem entra no nosso círculo é o primeiro passo para proteger a nossa paz; a boa companhia é o terreno onde a nossa melhor versão consegue florescer."
A raiz dos nossos sonhos deve ser plantada no solo do nosso próprio ser; ela jamais sobreviverá se depender do cultivo alheio.
A ciência explica o fato,
A filosofia a questão,
A religião dá o norte,
A poesia a emoção.
No compasso dessas quatro,
Vai batendo o coração.
A ciência explica, a filosofia questiona, a religião ancora, a poesia suaviza. E eu transito pelo centro de todas elas.
Cheguei à fase do bom vinho: onde a pressa dá lugar à maturação, a quantidade perde para a seletividade e cada gole da vida é feito para ser degustado, nunca apenas consumido.
Se o poeta disse que amar é um verbo intransitivo
e entre outros adjetivos tem seu sentido completo,
eu te digo que o amor é um tanto quanto relativo,
um sentimento cativo, que não aceita decreto.
Se ele se basta em si mesmo e não pede complemento,
como explicar o aperto que dá no meu coração?
Como entender esse laço, esse doce tormento,
que me rouba o pensamento e me joga na tua mão?
O amor pode até ser livre na teoria da gramática,
mas na vida prática ele é dependente sim.
Precisa de um sujeito que lhe dê a voz exata,
que mude a sua fonética e faça ninho em mim.
Não me venha com a lógica de que o amor é isolado,
pois quando estou do teu lado a regra perde o valor.
O meu amor só é pleno se for conjugado contigo,
no presente do indicativo...
No plural do nosso amor.
