Henry bergson
Surreal
Eu não sei se é sonho ou realidade
Mas eu sei que você me faz sentir
Coisas que eu nunca senti antes
Você me leva pra outra dimensão
Você é o meu vício, a minha droga
A minha cura, a minha loucura
Você é o meu fogo, a minha água
A minha luz, a minha escuridão
Eu não quero acordar desse sonho
Eu só quero ficar com você
Você é o meu tudo, o meu nada
O meu sim, o meu não
Você me faz perder o chão e o ar
Você me faz transcender o comum
Você me faz sentir surreal
Você é o meu surreal
Interlúdio — O Que Acontece
Paixão que se vai
Como um fogo que se apaga
Deixando apenas cinzas
E um vazio no peito
Amor que se perde
Como um sonho que se esquece
Deixando apenas lembranças
E um silêncio no leito
Pessoas que se mudam
Como as estações que se alternam
Deixando apenas marcas
E um adeus no espelho
Relações que se acabam
Como as flores que se murcham
Deixando apenas espinhos
E um lamento no peito
Ribeiro
Eu sou um ribeiro que corre sem parar
Buscando o oceano onde você está
Mas entre nós há montanhas e vales
Que me impedem de te alcançar
Eu sinto a sua falta a cada instante
O seu sorriso, o seu olhar
A sua voz que me acalma
O seu abraço que me faz sonhar
Eu não desisto da esperança
De um dia te reencontrar
Mesmo que leve anos, décadas ou a vida toda
Eu vou sempre te esperar
Você é o meu destino, a minha razão
A minha fonte de inspiração
Você é o meu amor, a minha saudade
A minha eterna paixão
Interlúdio — Com O Amor
No penhasco da solidão
Eu te vejo partir sem olhar pra trás
Levando contigo o meu coração
E deixando em mim um vazio sem paz
Eu grito teu nome na imensidão
Mas só o vento me responde com frieza
Eu choro as lágrimas da desilusão
Mas só a chuva me acompanha com tristeza
Eu tento seguir em frente sem você
Mas só o tempo me mostra a dureza
Eu busco um sentido pra viver
Mas só a vida me oferece a incerteza
No penhasco da solidão
Eu te espero voltar pra me abraçar
Trazendo contigo o meu perdão
E me dando uma chance de recomeçar
Quando a saudade apertar,
E o coração pesar,
Lembre-se do amor que era mar,
Exagerado, mas a nos embalar.
Era amor assolador,
Que nos tomava sem pudor,
Com B de brilho no olhar,
Era amor a nos guiar.
Na memória, o amor ecoa,
Como canção que boa,
Nos faz dançar, nos faz sonhar,
Amor que sempre irá ficar.
Então, quando a saudade vier,
Com B de beleza a relembrar,
Saiba que esse amor a dois,
No tempo, sempre será atemporal.
Dipirona
Um estudo recente me fez pensar
Será que dipirona pode me salvar?
Talvez eu tome um comprimido ou mais
Mas sei que isso não me traz a paz
Não, não estou falando que você é minha dor
Você mora na parte do meu coração
Mas você não sabe o quanto eu sofro
Por não ter o seu amor
Agora vem a pergunta que me atormenta
Quanto tempo demora pra ser curado?
Será que um dia eu vou te esquecer?
Ou vou viver sempre apaixonado?
Talvez eu tome, uma, duas ou três vezes...
Mas nada disso vai mudar a minha sorte
Pois dipirona não cura dor do coração
Só cura dor de cabeça e de corte
Queria alguém para dividir sonhos, não somente os meus os dela também.
Uma amiga, parceira, alguém para viajar, conhecer novos lugares.
Pelo mesmo proposito, juntos e unidos mesmo com dificuldades.
Alguém que me fizesse feliz e assim também fazê-la feliz.
Estar a frente, lado a lado.
Vem vindo a primavera, com ela quero ficar.
Pois dela nascem coisas belas, mesmo que ainda não tenha chegado.
Não importa, quando chegar, que chegue carregando alegria.
Novos sonhos, novos amores.
Que renove a tudo e a todos.
Dela fiz uma cabana recheadas de recordações e algumas não tão boas, mas lá habita o jovem e o velho, o que esta por vir e o que ficou.
Seria como o desabrochar de uma flor, mostrando-nos a vida minuciosamente com todos seus percalços e desafios, sendo como a primavera breve, quando se vai deixa apenas um até mais.
As folhas se desprendem de seu galho,
Em um repouso lento estas caem,
Entretanto, longe de onde prendeu-se.
Agora distante resta apenas o rumo qual o vento levará,
Poderá cair e jamais levantar-se,
Poderá pousar em uma imensidão sem fim.
Com sorte pousará em terra fértil e distante de onde nasceu,
Crescerá e uma nova história será contada...
Folhas
O que há
Em todas as ruas há alguém em prantos,
não há o sorriso puro, apenas dor
Nas esquinas das ruas há aqueles que vendem sonhos
Não aqueles que pode-se almejar ou até se quer tê-los em segredo, mesmo que guardados ou escondidos, pois estes sonhos não são meus
O que há nestas pessoas que dizem sempre "como antigamente"
O que não há na atualidade
Há nada porque o ontem já passou e o que pendura é o hoje
O mesmo rio que nasce em sua fonte não sera mais o mesmo onde deságua...
Hoje sobretudo o que sinto é solidão
Mesmo uma casa cheia, com seus gritos e risos ou choros
Alguém sempre sentirá esta infinda sensação
O desejo se desvai e resta apenas o puro e o real sentimento de solidão
Não haverão amigos, irmãos ou país
Haverá apenas ou talvez a mais pura sensação
Talvez por escolha ou destino
Que lhe concerne mostrou-se ser perspicaz,
Talvez esse seja o sonho mais lucido, que pude ter.
Soneto da Felicidade
Há quem diga que para ser feliz,
Precisa-se de algo ou alguém,
Mas sabedoria é saber que o que diz
É que sempre precisamos de alguém ou algo, também.
Eu digo que tenho ambos, com certeza,
Mas felicidade é mais do que isso,
É ter em mente que cada beleza,
Está nas coisas simples do dia a dia, no seu puro sorriso.
Felicidade é ter domingos fartos,
De boas conversas e risadas sem fim,
De amigos por todos os cantos,
E de momentos de paz dentro de mim.
Ela também está nos cantos e choros,
Nas brigas que nos fortalecem,
E no consolo que encontramos no amor,
Felicidade é estar presente em tudo que desejamos e merecemos.
Escrever é a minha forma de libertar a minha imaginação, de compartilhar as minhas emoções, de provocar as minhas reflexões. Escrever é a minha forma de viver.
O amor é uma forma de argumentação, onde defendemos nossos pontos de vista e consideramos as objeções e perspectivas alternativas. O amor é uma forma de reflexão, onde tomamos nossas próprias concepções sobre o outro e sobre nós mesmos como objetos de pensamento. O amor é uma forma de negociação, onde buscamos aumentar a aceitabilidade dos nossos sentimentos e reduzir as divergências entre as nossas concepções.
Cultura Brasileira: Um Cordel
O Brasil é um país De muita mistura e cor Tem gente de todo canto E de toda religião Tem índio, branco e negro E muita miscigenação
O Brasil é um país De muita arte e sabor Tem música, dança e teatro E também literatura Tem feijoada, acarajé E muita fruta madura
O Brasil é um país De muita festa e calor Tem carnaval, São João E também futebol Tem samba, forró e frevo E muito gingado no sol
O Brasil é um país De muita luta e valor Tem história, memória e resistência E também esperança Tem heróis, mártires e guerreiros E muita criança
O Brasil é um país De muita beleza e amor Tem floresta, praia e serra E também cidade e campo Tem bicho, planta e gente E muito encanto
Poesia
Eu escrevo poesia Para expressar o que sinto Para liberar a minha energia Para dar voz ao meu instinto
Eu escrevo poesia Para explorar o meu universo Para descobrir a minha magia Para revelar o meu verso
Eu escrevo poesia Para me conectar com as pessoas Para compartilhar a minha alegria Para inspirar as suas ideias
Eu escrevo poesia Porque é a minha paixão Porque é a minha terapia Porque é a minha expressão
A vida é uma aventura que se renova a cada dia. Não tenha medo de arriscar, de experimentar, de se surpreender. Cada momento é único e pode ser o início de uma grande história.
A dor é uma mestra que nos ensina a valorizar o que temos, a superar o que perdemos, a crescer com o que sofremos. A dor é uma parte da vida, mas não é a vida toda. A dor pode nos ferir, mas também pode nos fortalecer.
A dor é uma prova de que estamos vivos, de que somos humanos, de que temos sentimentos. A dor é uma oportunidade de aprender, de mudar, de evoluir. A dor é uma companheira que nos acompanha, mas não nos define. A dor é uma transição, mas não um destino.
