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LAMENTO DE UM RIO...
Me perdoem por toda esta "bagunça"... Eu só queria passar.
Eu nĂŁo fui feito pra Destruir... Eu sĂł queria passar.
Jå fui Esperança para os Navegantes...
Rede cheia para Pescadores...
Refresco para os banhistas em dias de intenso calor.
Hoje sou sinĂŽnimo de Medo e Dor...
Mas, eu sĂł queria passar...
Me perdoem por suas casas
Por seus mĂłveis e imĂłveis
Por seus animais
Por suas plantaçÔes... Eu só queria passar.
NĂŁo sou seu inimigo
NĂŁo sou um vilĂŁo
Não nasci pra destruição...
Eu sĂł queria passar.
Era o meu curso natural
SĂł estava seguindo meu destino
Mas, me violentaram,
Sufocaram minhas nascentes
Desmataram meu leito... Quando eu sĂł queria passar.
Encontrei tanta coisa estranha pelo caminho... Que me fizeram Transbordar...
Muros
Casas
Entulhos
Garrafas
Lixo
Pontes
Pedras
Paus...
Tentei desviar ... Porque eu sĂł queria passar.
Me perdoem por inundar sua histĂłria,
Me perdoem por manchar esta histĂłria...
Eu sĂł estava passando...
Seguindo o meu trajeto
Cumprindo o meu destino:
Passar....
Declarar amor eterno Ă© tĂŁo falso quanto parece ser. VocĂȘ pode amar, sĂł nĂŁo pode decidir quando vai começar e nem por quanto tempo vai durar.
Sininho nĂŁo era tĂŁo mĂĄ. As vezes era muito boazinha. Mas fadas sĂŁo tĂŁo pequenas que sĂł sentem um sentimento de cada vez!
"Eu sĂł sei que hoje estou leve.
Não sei se é o sol, o céu azul,
ou a brisa mansa que balança as plantas,
agitando os sinos dos ventos, fazendo aquele barulhinho gostoso.
Ou se é a esperança que assopra meus cabelos e cochicha nos meus ouvidos:
-Vai dar tudo certo! Continue acreditando!"
Meu profundo amor...
Se vocĂȘ contar todas as estrelas no cĂ©u ...
Quantos luares... e por de sol...
E outros tantos amanhecer...
Todas as chuvas que caem nos oceanos...
Os grĂŁos de areia que viajam com os ventos nos desertos...
O perfume de todas as rosas do mundo...
todos os sorrisos de crianças que brincam nos jardins...
entĂŁo saberĂĄs o quanto eu AMO-TE!
Como aluno, tinha meus professores como pessoas comuns, hoje no papel de professor, vejo que nĂŁo somos comuns, somos especiais, pois lembro daqueles seres iluminados que me deram diretrizes Ă vida!
"A glĂłria nĂŁo pode trazer alegria a quem a roubou: ela sĂł faz palpitar os espĂritos dignos dela".
Me xingaram, me bateram, me desprezaram, me humilharam... E olhe sĂł agora, quem quer minha 'amizade' de volta?
Quero estar com vocĂȘ...
NĂŁo importa onde...
Nem importa quando...
SĂł quero estar com vocĂȘ atĂ© o fim.
Amizade nĂŁo Ă© sĂł empatia, Ă© cultivo. Exige tempo, disposição. E o mais importante: o carinho nĂŁo precisa - nem deve - vir acompanhado de um motivo. As pessoas se falam basicamente nos aniversĂĄrios, no Natal ou para pedir um favor â normalmente tem que haver alguma razĂŁo prĂĄtica ou festiva para fazer contato, e para saber a diferença entre um amigo ocasional e um amigo de verdade, basta tirar a razĂŁo de cena.
VocĂȘ nĂŁo precisa de uma razĂŁo. Basta sentir a falta dessa pessoa. E,... quando estĂŁo juntos, tratarem-se muito bem. DifĂcil exemplificar o que Ă© tratar bem. Se sĂŁo amigos mesmo, nĂŁo precisam nem falar, podem caminhar lado a lado, em silĂȘncio. NĂŁo Ă© preciso trocar elogios constantes, podem atĂ© pegar no pĂ© um do outro, delicadamente. NĂŁo Ă© preciso se rasgar em manifestaçÔes constantes de carinho, podem dizer verdades duras, Ă s vezes, elas sĂŁo necessĂĄrias. Mas hĂĄ sempre algo sublime entre os amigos de verdade. Talvez respeito seja a palavra-chave. Admiração, certamente. Cumplicidade? Mais do que isso. Sintonia? Acho que Ă© amor. SĂł mesmo amando para vocĂȘ confiar a ele o seu prĂłprio inferno. E para nĂŁo invejar as vitĂłrias um do outro. Por amor, vocĂȘ empresta suas coisas, dĂĄ o seu tempo, Ă© honesto nas suas respostas, cuida para nĂŁo ofender, abraça causas que nĂŁo sĂŁo suas, entra numas roubadas, compreende alguns sumiços - mas liga quando o sumiço Ă© exagerado. Correria nĂŁo Ă© desculpa!
Mas tudo que acontece na vida
Tem um momento e um destino
Viver Ă© uma arte, Ă© um ofĂcio
SĂł que precisa cuidado.
Devemos fazer planos para a liberdade, e nĂŁo sĂł para a segurança, ainda que pela Ășnica razĂŁo de sĂł a liberdade poder tornar a segurança segura.
"Tenho pena dos que vão embora cedo, dos que só viajam até a esquina, dos que pensam mil vezes antes de falar."
