Dia Nacional do teatro
A vida nos transformou em estranhos que se conhecem profundamente. Eu não faço parte do seu dia, não ilumino suas manhãs nem aqueço suas noites solitárias. Somos apenas uma lembrança perfeita, uma possibilidade que nunca encontrou seu destino. Talvez sejamos isso: um amor eterno, mas condenado a existir apenas na saudade.
Morre o homem, mas ecoa seu nome,
na trilha de lama que um dia pisou.
Morre o homem, mas resta a história,
não é drama – é destino, é dor.
Morre o homem, mas ficam seus feitos,
nas marcas do tempo que ele deixou.
Morre o homem, mas vive a memória,
nos corações que tocou com amor.
Neste dia de luz e alegria, uma homenagem com amor e poesia, A mãe que nos guia, com doçura e valentia, És a estrela que brilha, nossa eterna melodia.
No teu colo, encontramos abrigo, Nas tuas palavras, sabedoria e abrigo, Mãe, és o sol que aquece nosso abrigo, Com ternura e força, enfrentas cada perigo.
Teu amor é um laço que nunca se desfaz, És a razão de nosso sorriso e paz, Mãe, és a flor que desabrocha na primavera, Feliz Dia das Mães
Ela era simplesmente incrível, uma verdadeira magia... Jamais imaginei que um dia experimentaria essa magia novamente.
Nas noites solitárias, quando o mundo se aquieta e o ruído do dia se vai, as estrelas assumem um papel especial. Elas parecem sussurrar segredos que só conseguimos compreender quando nos afastamos do familiar, quando deixamos para trás o cotidiano e nos permitimos mergulhar na quietude
Contrato metafísico
Em um dia de cansaço,
o que quer um homem?
O fim da labuta,
dessa inglória luta
contra o absurdo.
Quando percebe
que o fim está próximo,
não raro, todo homem compreende
que não é mais hora de disputa.
A vida, essa peça curta
que engendramos com
fios de esperança vã...
Se desgasta.
Como uma roupa usada,
a alma se sente em farrapos e,
como um velho trapo,
desistimos de tudo, rasgamos
o contrato que fizemos
com a metafísica.
VEJO A VIDA PASSAR PELA JANELA
Todo dia, sobretudo à noite, tenho a impressão de que a vida escorre pela janela. Não como um acontecimento brusco, mas como um escoamento sutil — uma espécie de adeus cotidiano que ninguém percebe, exceto quem aprendeu a olhar.
É pela janela do meu quarto que observo a lua — testemunha antiga dos meus poemas, cúmplice dos versos que escrevi para minha amada, esposa, musa. Foi ali que derramei palavras como quem tenta deter o tempo. Foi ali também que vi meu gato desafiar o espaço, se equilibrando entre o vidro e a rede de proteção, como se pressentisse que a vida, afinal, é esse jogo instável entre o risco e o repouso.
Às vezes me pego contando os dias. Não com a ansiedade de quem espera, mas com a lucidez de quem sabe que tudo se esvai. Como quem vira páginas em um calendário invisível, um calendário metafísico onde cada dia é uma página escrita com o que não vivi plenamente.
E então me pergunto: será que me resignei diante da finitude? Ou apenas me acostumei a contemplar, a escrever, a esperar? Me tornei íntimo da lua, confidente das madrugadas, contador de silêncios. Talvez tenha aceitado que a vida não se segura — apenas se observa. Como quem sabe que o tempo não espera por ninguém, mas pode ser tocado, por um instante, no gesto de olhar com atenção.
A cada noite, sinto que estou escrevendo — com meu corpo, com minha espera, com meus olhos voltados à lua — uma lenta despedida.
Um dia desse
Eu fui dançar lá em Pedreiras,
Na rua da Golada,
Eu gostei da brincadeira
Zé Cachangá era o tocador
Mas só tocava Pisa na fulô
"A vida é um trem lotado, que passa uma vez por dia, e você não tem escolha, ou pega ele em movimento ou fica para trás, no vácuo do esquecimento.."
Amor platônico
Terreno abandonado,
espaço baldio.
Dia amanhecido
casa abandonada
alma desolada.
Amar sozinho,
coração estarrecido.
Telhado cantante
amor de ilusão, paixão
de estudante.
Passarinhos soltos,
lua nova, deslumbrante.
A solidão aumentando
a paz vai acabando...
Olhos tristes, repletos
de sonhos vazios.
Desejos perdidos,
largados num terreno
da alma,
totalmente esquecidos.
Teu sorriso brilha como a luz do dia,
Tua voz ressoa como doce melodia,
Sinto falta desses encantos, oh, poesia,
Recordo com tristeza e melancolia.
Das manhãs em que acordávamos juntos,
Em êxtase, prazer e sonhos de mútuos,
O café da manhã, um banquete divino,
Cheio de beleza, flores, pão e vinho.
No passado, esses momentos ficaram,
Na memória, eles sempre serão guardados,
Preenchem meu coração de saudades.
Mas a vida segue seu rumo, implacável,
E enquanto o tempo avança, inabalável,
Resta-me lembrar essas duras verdades.
Teu sorriso brilha como a luz do dia,
Tua voz ressoa como doce melodia,
Sinto falta desses encantos, oh, poesia,
Recordo com melancolia.
Nas manhãs em que acordávamos juntos,
Em êxtase, prazer e sonhos de muitos,
O café da manhã, um banquete divino,
Repleto de beleza e alegria em caminhos.
No passado, esses momentos ficaram,
Na memória, eles sempre serão guardados,
Preenchem meu coração de saudades.
Mas a vida segue seu rumo, implacável,
E enquanto o tempo avança, inabalável,
Resta-me a lembrança, nas mais doces verdades.
[Nota: Este soneto segue a métrica e a estrutura do estilo clássico do soneto, com 14 versos em forma de quatros estrofes de tercetos, e o esquema de rima ABBA ABBA CDC DCD.]
FIM OU RECOMEÇO
Com a vida em dia,
o gato alimentado,
a cama desfeita
e a mente vazia,
tudo parece no lugar,
acordar mais um dia,
inflar o peito,
e ascender às estrelas,
certo de que cumpri
minha obrigação,
como missão sadia,
viver uma existência
convicto de que tudo vale a pena
se fiz por amor
assim correto fiz,
a vida, supostamente
chegou ao seu final,
assim o homem segue
seu curso, estendendo
a mão ao seu melhor
amigo, farto de saber
que quem reinar aqui
não é o homem
é o animal.
Não fui
Não fui porque tive um dia ruim,
quando penso em ir, antes analiso
a minha alma, pergunto primeiro
a ela se devo atender a vontade
do meu corpo, da minha mente...
Antes indago se ela irá permitir.
Não fui ontem, hoje também sei
que não irei, talvez eu vá amanhã,
vai depender da minha alma,
nela, o comando da minha vida...
Somente ela sabe se fica ou quer
partir. Foi e sempre será assim.
Todo dia lido com a insanidade
Que tenta me envolver em sua teia
Mas resisto, combato com coragem
E me esforço para fugir desta cadeia
Não quero ser uma vítima desse mal,
Nem ser levado por sua crueldade,
Pois sei que a lucidez é fundamental
Para vencer na luta pela liberdade .
O mundo é um campo de batalha,
Onde a loucura dita suas regras,
Mas eu não me rendo a essa falha.
Persisto firme, sendo forte e leal,
Com a palavra como minha espada,
E a paz de espírito como meu ideal.
Sacrifício de Jesus
Neste dia tão sublime
Da morte do meu senhor
Eu relembro com carinho
Seu ensino, legado e amor
Por ele ter me amado
Antes de eu o conhecer
Por ter se desfigurado
Da ecelsa perfeição
Por deixar seu habitat
Sua vida junto ao pai
Por compaixão e piedade
Veio ao mundo por vontade
Pra salvar os seus irmãos.
Ao longo de sua vida
Cristo sempre ensinou
O amor, a paz, a justiça
Para todos ao redor
Mas foi no fim da jornada
Que mostrou sua bravura
Ao sacrificar sua vida
Pela redenção da criatura
Com a coroa de espinhos
E as chagas em seu corpo
Levou sua estaca de tortura
Sofrendo em cada passo
Mas mesmo assim, não desistiu
Não deixou o medo vencer
Ofereceu-se em sacrifício
Para nos fazer renascer
Seu sangue derramado
Lavou as nossas culpas
Sua dor nos trouxe alegria
Sua morte trouxe a salvação
E agora, em seus passos
Seguimos com amor e fé
Levando o seu ensinamento
Com coragem e permanente
Do ocidente ao oriente
Um dia claro de céu suave de nuvens rasgadas pelos ventos, eu você e a poesia é o que baila em meus pensamentos.
