"A troca da Roda" Bertolt Brecht
Amor é ceder.
Amor é dar sem esperar nada em troca.
Amor é amar até quem quer teu mal.
Amor é entrega total.
Amor é aceitar quem foi embora.
Amor é perdoar.
Amor não escolhe o que amar,
Pois amor ama tudo.
Mas como vou amar tudo,
Se eu não sei o que é amor?
Passar, sem esperar nada em troca, é o verdadeiro sentido da vida. Passar, ou seja, dar — dar para o próximo tudo aquilo que é importante em minha vida, tudo o que está guardado aqui dentro de mim. Pois, no final, a morte chega para todos nós, e nada do que eu guardar vai comigo. Por isso, eu te passo essa ideia: para que, quando eu partir, ela viva em você, carregada por aquilo que compartilhei.
É como o ar que trocamos uns com os outros, invisível e essencial, sem a expectativa de receber de volta. Nós o damos sem pensar, apenas o transmitimos, sabendo que ele sustenta a vida, mesmo sem ser visível ou exigido. E assim é com as coisas valiosas da vida — o que compartilhamos permanece, mesmo que de maneira imaterial, e é isso que dá real sentido à nossa existência.
Quando o poder troca a ética pela conveniência, a democracia deixa de ser escolha consciente e passa a ser apenas hábito de sobrevivência.
Aldemi E de Matos
“Quando meu amigo e eu vemos alguém mimando quem gosta, sem saber que ela troca ideia com outro.”
Mac Jhogo
"Meu amigo e eu vendo alguém mimando quem gosta, sem saber que ela troca ideia com outro."
Mac Jhogo
"Ajoelhar-se diante do próprio desejo não é burrice — é prostituir a honra em troca de um prazer barato."
“Errar comigo não sai barato. Meu perdão não é moeda de troca, é joia rara – e não se entrega a quem age como bijuteria.”
"A COISA MAÍS FÁCIL É ENGANAR A NÓS MESMO, FAZER O QUE NÃO DEVE SER FEITO, EM TROCA DO QUE DEVE SER FEITO, PREJUDICANDO A NOSSA VIDA" Ademar de Borba
Numa troca intensa de olhares entre os meus olhos atentos e o olhar feminino de uma bela arte, que expressa perfeitamente ao meu ver, um notório mistério com sua pupila visivelmente dilatada, pois seguramente não tem como eu saber com muita exatidão a causa
Pode ser de tamanha emoção admirando a pessoa amada, por um forte deslumbramento diante de uma linda visão imponente, além do horizonte, por muito medo de uma ameaça iminente ou por sentir que finalmente foi tocada, a partir da sua mente tão agitada
Consequentemente, lembrei que dizem que os olhos são o reflexo da alma, se for verdade, não acredito que seja assim sempre, mas, neste caso, talvez a pintura reflita a expressividade da sua artista, o espelho da sua sensibilidade, aquela particularidade que não é vista
E reagindo a essa provocação artística, sigo o que já dizia um certo livro “O essencial é invisível aos olhos”, então, busco não fazer uma observação superficial e prontamente me aprofundo, observando com afinco bem mais do que é exposto, mantendo o meu imaginário ativo, superando o alcance dos meus olhos.
Porque substituir dá menos trabalho. É quase um reflexo condicionado da modernidade. Travou? Troca. Cansou? Troca. Não brilhou hoje? Troca também, porque aparentemente tudo precisa performar como se fosse final de campeonato todo santo dia. E eu fico olhando isso com um certo espanto, meio rindo, meio cansada, pensando em quando foi que a gente começou a tratar pessoas como se fossem aplicativos com bug.
Construir, por outro lado, é um negócio meio antipático à pressa. Construir exige tempo, exige silêncio, exige aquele desconforto chato de ter que conversar quando o orgulho queria fazer greve. Construir é olhar pra alguém num dia completamente sem graça e ainda assim escolher ficar. E vamos combinar, dias sem graça são a maioria. A vida não é feita de trilha sonora emocionante, é mais aquele barulho de panela, notificação e boleto vencendo.
Substituir virou hábito porque dá a falsa sensação de controle. A gente acredita que, escolhendo outra pessoa, vai finalmente encontrar a versão sem defeitos, sem falhas, sem dias ruins. Spoiler que ninguém gosta de ouvir, mas eu falo mesmo assim: não vai. Você só muda o roteiro, mas o gênero do filme continua o mesmo. Sempre vai ter conflito, sempre vai ter frustração, sempre vai ter aquele momento em que você pensa “será que era melhor ter ficado sozinha vendo série?”. E às vezes era mesmo, mas isso não invalida o resto.
Construir é quase um ato de teimosia elegante. É tipo dizer “eu sei que seria mais fácil sair correndo, mas eu vou ficar aqui mais um pouco e ver no que dá”. E não, isso não tem nada a ver com aceitar qualquer coisa. Tem a ver com entender que profundidade não nasce de facilidade. Relações rasas são muito educadas, muito leves, muito fáceis de abandonar. Relações profundas dão trabalho, mas também dão raiz. E raiz, minha querida, segura até quando o vento resolve testar sua sanidade emocional.
A gente desaprendeu a permanecer porque permanecer não dá like imediato. Não rende história bonita todo dia. Não tem aquele brilho instantâneo que faz o coração disparar e a dopamina fazer festa. Mas tem uma coisa que o instantâneo nunca vai ter: consistência. E consistência é silenciosa, quase invisível, mas é ela que sustenta tudo quando o encanto dá uma cochilada.
Eu olho pra esse mundo que troca tudo o tempo inteiro e penso que talvez o verdadeiro luxo hoje seja ficar. Ficar com consciência, ficar com vontade, ficar sabendo exatamente onde está pisando. Não é sobre insistir no que machuca, é sobre não fugir na primeira rachadura. Porque se você sai toda vez que algo quebra, você nunca descobre o que poderia ser reconstruído.
No fim das contas, substituir é rápido, mas construir é o que fica. E eu, sinceramente, ando preferindo o que fica. Mesmo que dê trabalho. Principalmente porque dá trabalho.
Agora me conta, você é do time que troca ou do time que constrói?
Não troca paz por aparência, nem caráter por poder,
Quem escolhe o atalho cedo vai mais tarde responder.
A consciência cobra caro quando chega a solidão,
Quem mente pro mundo inteiro não engana o coração.
