José Echegaray
O Mestre aponta o caminho; o discípulo segue sozinho até encontrar novamente o Mestre, mas, desta vez, dentro de si mesmo.
Quem vive depressivo...vive no passado, quem vive ansioso, vive no futuro...quem quer ser feliz...vive o hoje!
Porque pra lembrar a gente precisa primeiro esquecer, e isso eu não posso nunca.
SALDO
a torneira seca
(mas pior: a falta de sede)
a luz apagada
(mas pior: o gosto do escuro)
a porta fechada
(mas pior: a chave por dentro)
O PUXA-SACO
O puxa-saco é um sujeito desqualificado e sem dignidade, que se degrada sempre mais a cada bajulação. É um traidor em potencial. Não tem lado. Não se ama e, por isso, também não ama ninguém. O que nele parece fidelidade é mera e temporária conveniência. Coitado! É um bosta que devia usar coleira.
A nostalgia nos deixa triste porque nos faz lembrar de algo bom que aconteceu, e acaba criando em nós a expectativa de que aquilo aconteça de novo, mas no fundo temos consciência de que jamais voltará a acontecer.
O liberalismo - e não o devemos esquecer isso hoje em dia - é a generosidade extrema, é o direito que a maioria concede à minoria, e, por isso, o lema mais nobre que já se ouviu no planeta. Ele transmite a decisão de conviver com o inimigo fraco. A probabilidade de que a humanidade pudesse conceber uma coisa tão linda, engenhosa, arriscada e contrária a natureza era mínima. Assim, não admira que agora a mesma humanidade pareça resolvida a renunciar à ela. Sua aplicação é demasiado difícil e complicada para que pudesse criar raízes nesta terra. Conviver com o inimigo! Governar com a oposição! Uma tal humanidade já não se torna incompreensível?
Mentes lúcidas, o que se chama mentes lúcidas, não houve provavelmente em todo o mundo antigo mais que duas: Temístocles e César; dois políticos. A coisa é surpreendente porque, em geral, o político, incluso o famoso, é político precisamente porque é torpe. Houve, sem dúvida, na Grécia e em Roma outros homens que pensaram idéias claras sobre muitas coisas - filósofos, matemáticos, naturalistas -. Mas sua claridade foi de ordem científica; isto é, uma claridade sobre coisas abstratas. Todas as coisas de que fala a ciência, seja ela qual for, são abstratas, e as coisas abstratas são sempre claras. De sorte que a claridade da ciência não está tanto na cabeça dos que a fazem como nas coisas de que falam. O essencialmente confuso, intricado, é a realidade vital concreta, que é sempre única. Quem seja capaz de orientar-se com precisão nela; aquele que vislumbre sob o caos que apresenta toda situação vital a anatomia secreta do instante; em suma, quem não se perca na vida, esse é de verdade uma mente lúcida. Observai os que vos rodeiam e vereis como avançam perdidos em sua vida; vão como sonâmbulos, dentro de sua boa ou má sorte, sem ter a mais leve suspeita do que lhes acontece. Ouvi-los-eis falar em fórmulas taxativas sobre si mesmos e sobre seu contorno, o que indicaria que possuem idéias sobre tudo isso. Porém, se analisais superficialmente essas idéias, notareis que não refletem muito nem pouco a realidade a que parecem referir-se, e se aprofundais na análise achareis que nem sequer pretendem ajustar-se a tal realidade. Pelo contrário: o indivíduo trata com elas de interceptar sua própria visão do real, de sua vida mesma. Porque a vida é inteiramente um caos onde a criatura está perdida. O homem o suspeita; mas aterra-o encontrar-se cara a cara com essa terrível realidade, e procura ocultá-la com um véu fantasmagórico onde tudo está muito claro. Não lhe interessa que suas "idéias" não sejam verdadeiras; emprega-as como trincheiras para defender-se de sua vida, como espantalhos para afugentar a realidade.
Homem de mente lúcida é aquele que se liberta dessas "idéias" fantasmagóricas e olha de frente a vida, e se convence de que tudo nela é problemático, e se sente perdido. Como isso é a pura verdade - a saber, que viver é sentir-se perdido -, quem o aceita já começou a encontrar-se, já começou a descobrir sua autêntica realidade, já está no firme. Instintivamente, como o náufrago, buscará algo para se agarrar, e esse olhar trágico, peremptório, absolutamente veraz porque se trata de salvar-se, lhe facultará pôr ordem no caos de sua vida. Estas são as únicas idéias verdadeiras; as idéias dos náufragos. O resto é retórica, postura, íntima farsa. Quem não se sente de verdade perdido perde-se inexoravelmente; é dizer, não se encontra jamais, não topa nunca com a própria realidade.
Isto é certo em todas as ordens, ainda na ciência, não obstante ser a ciência, de seu, uma fuga da vida (a maior parte dos homens de ciência dedicaram-se a ela por terror a defrontar sua própria vida. Não são mentes claras; daí sua notória falta de jeito ante qualquer situação concreta). Nossas idéias científicas valem na medida em que nos tenhamos sentido perdidos ante uma questão, em que tenhamos visto bem seu caráter problemático e compreendamos que não podemos apoiar-nos em idéias recebidas, em receitas, em lemas nem vocábulos. Quem descobre uma nova verdade científica teve antes que triturar quase tudo que havia aprendido e chega a essa nova verdade com as mãos sangrentas por haver jugulado inumeráveis lugares comuns.
A política é muito mais real que a ciência, porque se compõe de situações únicas em que o homem se encontra de repente submerso, queira ou não queira. Por isso é o tema que nos permite distinguir melhor quais as mentes lúcidas e quais as mentes rotineiras.
A vida é um drama porque a vida, individual ou colectiva, pessoal ou histórica, é a única entidade do universo cuja substância é o perigo. Compõe-se de peripécias. É, rigorosamente falando, drama.
Nós não nos demos a vida, mas esta nos é dada; encontramo-nos nela sem saber como nem por quê; mas do fato de que ela nos é dada resulta que temos de fazê-la nós mesmos, cada um a sua.
Achei a Vida
Me sinto sozinho no meio da noite as decepções me vem como acoite.
Me sinto sozinho com medo do nada,quero me encontrar e não acho nada.
Quero viver e sentir o amor florecer,quero buscar e poder encontrar,quero amar e poder ser amado,enfim quero morrer para não mais sofrer.
Ufa!Achei a Vida.
Amar
Namorar é bem mais que um beijo na boca, um status para os outros ou um pedaço de prata envolta do dedo... Tudo isso é bem mais que um simples "eu te amo".
Namorar envolve duas pessoas, duas famílias, sentimentos verdadeiros, qualidades, defeitos, momentos bons, momentos ruins e a vontade de querer estar perto a todo momento. É o frio na barriga e o não conseguir deixar a pessoa se afastar de você. Isso é amar... Respeito, lealdade, fidelidade, tempo, dedicação confiança e principalmente SINCERIDADE...
Esses são os princípios de amar alguém.
Slá, só mais um café.
- Eu compreendo-a perfeitamente. É uma moça [...] ainda jovem no corpo, mas velha n'alma. Quando se atira a esses excessos de depravação [...] atordoa-se, embriaga-se e esquece um momento; depois vem a reação, o nojo das torpezas em que rojou, a irritabilidade de desejos que a devoram e que não pode satisfazer; nestas ocasiões tem suas veleidades de arrependimento; a consciência solta ainda num grito fraco; a cortesã revolta-se contra si mesma. Isso passa no dia seguinte. Eis o que é Lúcia; daqui a algum tempo o hábito fará dela o mesmo que tem feito das outras: envelhecerá o corpo, como já envelheceu a alma.
Uns dizem que casam por inclinação e por amor, isto é, casam porque não tem motivos, e por isso são obrigados a inventar este pretexto.
Acreditar versus Crer
Acreditar é um sentimento pensado direccionado aos objectivos que queremos alcançar...Crer, vem depois de não termos acreditado que podíamos ter conseguido...
Conforme Atos 1.8, antes de voltar ao Pai, Jesus prometeu aos Seus discípulos dar-lhes a virtude do Espírito Santo para que fossem Suas testemunhas em todos os lugares.
Os discípulos creram, receberam e se tornaram testemunhas eficazes.
E nós?
