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Pois amigo que Ă© amigo pular ate de um abismo sĂł pra lhe ver e ter vocĂȘ sempre ao lado. Amizade verdadeira Ă© igual a casamento atĂ© que a morte nos sempare e acreditando na eternidade viveremos juntos para sempre...
Tem outros, alguns, um só, precioso esse. Até demais. Pequeno homem necessitado de atenção. Por ele eu me afasto, vivo em alto-mar se for preciso. Me faço de forte, destruo cidades, engulo qualquer choro.
Eu sĂł quero seguir minha vida, continuar, em paz. Sem vocĂȘ pra tĂĄ me lembrando que a gente se conhece, sem suas ligaçÔes tirando meu sono, sem tuas mensagens me tirando o chĂŁo. Sem suas lamĂșrias dizendo que me quer e insistindo num futuro perdido. Eu preciso de paz, eu preciso de liberdade. Chegar em casa Ă noite depois de ter atolado a cabeça e a minha inteira concentração no trabalho. Ir dormir sĂł querendo saber quantas horas eu tenho de sono e nĂŁo o que vocĂȘ anda fazendo por aĂ. Atender o telefone sem a mĂnima vontade, sem pensar que seja vocĂȘ. Passar todos os domingos assistindo televisĂŁo, vestida no meu pijama e com um nĂł em meu cabelo sem esperar, quem sabe, que vocĂȘ apareça.
E Ă© assim todos os dias. Eu tento me virar para conseguir mostrar que estĂĄ tudo bem. Mas sĂł eu sei a dor que carrego dentro de mim.
Retrovisor
Ouvi dizer que nĂŁo se espera, que amor sĂł vem quando bem quer e pouco importa o desejo de cada um. Mas Ă© que Ă s vezes, vira e mexe, vocĂȘ aparece de novo. Numa mĂșsica, lembrança, foto, sei lĂĄ... qualquer coisa. Nunca esperei muito de vocĂȘ. Nunca sequer pude esperar nada. Foi tudo tĂŁo corrido, de um jeito tĂŁo bobo, e pronto: eu jĂĄ queria poder te guardar nos meus braços. Para sempre, por algum momento, por um dia ou duas horas. Eu sĂł queria ter te guardado um pouco. Eu quis te ter. Quis. E quis tanto, tanto, tanto. Mas vocĂȘ nĂŁo quis que eu te quisesse. NĂŁo quis ver meu mundo, conhecer melhor o que se passava por dentro de mim ou tentar entender porque eu ia embora e acabava voltando atrĂĄs. Talvez vocĂȘ tenha tirado uma conclusĂŁo. Eu nĂŁo. Nunca entendi muito bem porque tudo era tĂŁo rĂĄpido, que eu mal podia enxergar; era tĂŁo borrado, eu sĂł conseguia ver vocĂȘ e mais nada. NĂŁo tinha razĂŁo. Sem sentido, sĂł sentimento... eu nunca via a explicação.
Calo. Folha em branco. Cabeça vazia. SĂł consigo ouvir o meu coração bater. Oco. Um quase silĂȘncio se instala do lado de dentro. Nada. Mas aĂ começa tudo de novo e lĂĄ vai minha cabeça com seus infinitos pensamentos e perguntas sem resposta.
Parece que tudo que existe faz questĂŁo de nĂŁo ter sentido. Inclusive eu, vocĂȘ. NĂłs. Quis tanto que tivesse dado certo. Que tivesse dado em alguma coisa. Que vocĂȘ tivesse me mostrado seu horizonte, e eu, as cores do meu cĂ©u. Que vocĂȘ tivesse conhecido minhas mĂșsicas preferidas, e cantarĂamos juntos, como se elas se tornassem suas tambĂ©m. Queria que vocĂȘ tivesse invadido ainda mais o meu espaço, sem licença nenhuma mesmo, eu nĂŁo me importava: eu sĂł queria que vocĂȘ ficasse. Mas vocĂȘ foi embora.
LĂĄ fora, o tempo passa sem vocĂȘ. Retrovisores refletem os caminhos andados, o que ficou para trĂĄs. O meu retrovisor nĂŁo passa nada, continua parado, no mesmo lugar. Eu, retrovisor, vocĂȘ, silĂȘncio. Preciso ir embora.
No começo é assim. Pode durar mais, menos, muito, pouco, demais ou quase nada, mas passa. Aos poucos vou andando. Tento andar sempre, por mais que me doa ter que te deixar passos e mais passos atrås de mim. A gente tem que seguir. Devagar, ando. Meu retrovisor começa a te refletir no canto, lå longe. Dói. Mas vou.
A gente erra muito. Chora, se arrepende, machuca, faz drama, toma decisĂ”es erradas. Mas chega o dia em que a gente aprende a fazer uma coisa sensata. E faz, mesmo que seja sĂł uma. Ă difĂcil, mas a gente tem que deixar o retrovisor refletir o passado. JĂĄ passou... a gente Ă© que tem mania de nĂŁo deixar passar.
DĂłi. Mas vou.
Ăs vezes nĂŁo Ă© preciso fazer nada, Ă© sĂł perceber, hĂĄ tanto anseio por fazer, que muitas vezes fazemos sem perceber e fazemos errado. Talvez seja sĂł preciso perceber, aquele amor que estĂĄ do lado e nĂŁo tĂŁo longe que se imagine uma guerra pra conquistĂĄ-lo, perceber um amigo, perceber o mundo, ter percepção dessas coisas Ă© um dom raro, perceber que algo mudou, que a vida mudou, muitas vezes traz perspectivas bem mais positivas que imaginĂĄvamos Ă um segundo atrĂĄs e de uma hora pra outra faz vocĂȘ esquecer as mĂĄgoas, as tristezas e aĂ entĂŁo sem muita explicação vocĂȘ para pra perceber e se percebe feliz."
Quando amo alguém tenho medo de olhar nos olhos, fico com vergonha e sem ar, sei lå por que, só sei que é amor!
As vezes eu sĂł preciso que vocĂȘ me abrace bem forte, mas isso parece ser tĂŁo difĂcil pra vocĂȘ nĂ© ?
Quando estive sĂł olhe para o cĂ©u e verĂĄs que a estrela mas brilhante e vocĂȘ, Ă© as que brilha a seu redor e as que ti querem bem e eu sou umas delas, eu te adoro.
