Almeida garrrett
A experiência da oração nos leva a experimentar tanto os momentos de deserto como do jardim na vida.
Precisamos voltar a nossa vida para a crucificação em Cristo e trazer a centralidade da cruz para a nossa caminhada todos os dias da vida.
Quando recebemos a graça do eterno Deus pela mediação do Santo Espírito temos os olhos desvendados e passamos a enxergar as Escrituras.
A vida santa é vida vivida em plenitude e união com o Deus vivo quando temos consciência de que somos pecadores e precisamos andar em santidade diante do Eterno Deus que é totalmente santo e puro.
Quanto mais nos conhecemos, tanto percebemos como Deus é dentro de nós. Ele é o cuidador, o orientador do nosso coração.
Quando conhecemos Deus, olhamos para nós mesmos e percebemos que somos pecadores redimidos pela graça e bondade dele.
Quanto mais conhecimento de nós mesmos, mais percebemos quão benignamente o Eterno Deus continua derramando sua graça para conosco
A história de Davi nos faz mergulhar na realidade que abrange toda nossa humanidade, desde o mais profundo de nossa alma até o alcance mais distante da nossa imaginação.
A alma penetra tudo e tem a ver com intimidade. Alma é o fôlego de Deus para nós. A alma é a fonte do nosso ser tanto que a Bíblia diz que Deus nos fez alma vivente.
A nossa alma é a expressão do coração. A alma é o ponto da nossa espiritualidade. Tanto que é com ela que nos apresentaremos diante do criador.
Como nós desfiguramos a imagem do Criador quando passamos por cima dos outros, quando humilhamos o próximo, quando o ofendemos com palavras, gestos e ações.
Jesus é o único que transforma o nosso coração e o torna mais parecido com o dele. Ele é o único que aproxima pecadores da Redenção pela sua cruz. Ele é o único que traz paz ao coração alfito e necessitado.
Gostamos dos aplausos, da lembrança para atender o grito do coração: aceite-me por favor. O remédio para essa doença é a cruz de Jesus de Nazaré, lá somos aceitos como perdoados, lá somos tratados no ego que é morto todos os dias. Lá somos libertos da necessidade de provar para os outros que somos alguém. Lá somos tornados filhos do Deus que ama gente pecadora como nós. Lá somos totalmente aceitos pelo sangue que é derramado em nosso favor.
Precisamos da graça da cruz para vencer o nosso ego obeso de tanta empáfia, de tanto orgulho (Meu novo livro Redenção graciosa, p.124).
