Jean la bruyère
Na estrada e fora dela, tem tudo que na vida tem, o mundo é a melhor escola que o ser humano pode cursar. Caminhos são escolhas, trilhas são dificuldades necessárias ao instinto de superação. Meio ambiente é uma sociedade sensível a seu comportamento, a cada curva ou obstáculo tudo pode mudar para sempre. A previsibilidade e o planejamento podem medir e calcular, mas a natureza é a mais humana e indiferente de todos os seres e pode, com um sopro de sua presença, determinar que seja tudo diferente do pensado. Seja na estrada ou fora dela, amar é respeitar que nos coube apenas o livre arbítrio, o da escolha. Já do destino, quem cuida sabe o que quer que você aprenda.
Na sociedade digital o conteúdo é superficial e os valores são binários reduzidos ao bem e o mal. É o desafio do milênio reaprendermos a nos comunicar com profundidade para que avancemos na resolução de nossos problemas que exigem cada vez mais que sejamos primatas no que tange a entendermos as demandas.
Semear em terra alheia faz com que você dependa de outros fatores além do clima. É preciso respeitar mais do que a natureza.
Uma filiação partidária me põe em uma trincheira de luta programática, inclusive dentro do partido, não em uma prisão ideológica de opinião.
As redes sociais revelaram um instinto antes abstruso de grande parcela da sociedade conectada. São milhares de pseudogenerais sedentos por vitórias ego-virtuais, tentando recrutar cegos superficialistas para batalhas contra fantasmas de seus imaginários na busca de honras que por si só ja nascem passageiras.
O coração do eleitor fica no bolso, fracassa quem vende emoção; cada eleitor quer ser o provedor de suas próprias emoções, ele não suporta terceirizar os meios pra isso.
Não é o caso de sair de cena, fugir de estilos de vidas que frustram esperanças novas, nem mesmo falta de ar ou espaço, mas sim ir de encontro com uma natureza longe de nossos limites e vizinha de nosso mundo. Equipamentos, meteorologia, planejamento, estratégia, tática, relacionamento interpessoal, racionamento de recursos entre outras dificuldades, fazem de nós pessoas melhores. Viajar é criar e provocar problemas que nos obrigam a pensar, estudar, exercitar nossa criatividade.
É preciso audácia sem arrogância, capacidade sem prepotência, inteligência sem soberba, ambição sem personalismo, coragem sem aventura e foco sem alvos. Mais do que vencer, é preciso inspirar os bons e desarmar os maus.
Ataques pessoais públicos, direcionando ofensas e tentando de alguma forma se engrandecer as custas de outrem, nada mais são do que clichés da jovialidade inconsequente no âmago de procura por auto-aceitação ou apenas a falta de discernimento de ética e civilidade.
Tempo de alcançar objetivos e metas, entretanto nunca pode-se esquecer dos percalços. Nada vem fácil, se está, desconfie. Onde não há dificuldade, não há valor.
O limiar de até onde você pode suportar algo, vai além da sua compreensão, as vezes para mais, as vezes para menos, apenas por base nas fases da vida, no fim o limite não existe, é só um ponto de vista.
Culpar alguém por ser diferente, por não ter as mesmas ideias, agir de forma agressiva, não mudará quem essa pessoa é, as vezes os voos desses diferentes são bem além da capacidade, e do entendimento dos que tendem a não compreender.
Tudo que a distância aproxima, não é real, dizer saudade é fácil, as vezes sua melhor lembrança fica nos milhares de km de distância.
Uma palavra em seu único sentido tem o poder de resumir o povo brasileiro: Tolerância, onde é necessário, falta. Onde não pode haver mais, sobra.
Sua felicidade é relativa, a distância que você está, nem sempre o que está perto é bom, as vezes o que está longe é mais bem quisto pela memória.
