Frédéric Mistral
Filhos de Eugênio de Mazenod, cujo zelo pelo anúncio do Evangelho se comparou ao vento mistral, herdeiros de uma linhagem quase duas vezes secular de Oblatos apaixonados por Jesus Cristo, deixem-se atrair cada vez mais pelas massas imensas e pobres do terceiro mundo, como por este quarto mundo ocidental, imerso na miséria e frequentemente na ignorância de Deus. (Alocução de João Paulo II aos capitulares, em 02 de outubro de 1986)
Mistral, o Vento do Sul
Nas terras do sul, ele dança e assobia,
Mistral, o vento que o céu anuncia.
Nasce dos Alpes, com força e bravura,
Desce os vales, com fria ternura.
Atravessa campos, lavanda e girassol,
Semeia nas vinhas seu sopro e farol.
Entre montanhas, ele se lança ao mar,
O Mistral impetuoso, difícil domar.
Frio e severo, traz céu limpo e claro,
Na Provença é rei, no seu tom tão raro.
Ergue as folhas, dá vida ao ar,
Mistral, o vento que faz o sul cantar.
Com força que gela e alma que inspira,
Seu toque é arte, em versos se mira.
Pois ele é França, em brisa ou tormenta,
Mistral que encanta, e nunca se ausenta.
Não poderiam, pois, ser introduzidas na sociedade mudanças e infelicidades maiores que esta: a lei convertida em instrumento de espoliação.
Entre um bom e um mau economista existe uma diferença: um se detém no efeito que se vê; o outro leva em conta tanto o efeito que se vê quanto aqueles que se devem prever.
A pior coisa que pode acontecer a uma boa causa não é ser habilmente atacada, mas ser defendida de forma inepta.
A necessidade mais urgente não é que o Estado ensine, mas que permita a educação. Todos os monopólios são detestáveis, mas o pior de todos é o monopólio da educação.
A lei perverteu-se por influência de duas causas bem diferentes: a ambição estúpida e a falsa filantropia.
Ajude os outros, sim, mas não às suas custas. Aja com coragem, mas nunca exagere seus pontos fortes.
Devemos nos controlar e suportar a adversidade, distinguindo entre o que depende de nós, aquilo em que podemos agir, e o resto, sobre o qual não temos controle.
A vida, a liberdade e a propriedade não existem pelo simples fato de os homens terem feito leis. Ao contrário, foi pelo fato de a vida, a liberdade e a propriedade existirem antes que os homens foram levados a fazer leis.
De fato, o Estado não é maneta e nem poderia sê lo. Ele tem duas mãos: uma para receber e outra para dar, ou, melhor dizendo, a mão rude e a mão delicada. A ação da segunda subordina-se necessariamente à da primeira.
Põe toda a tua alma nisso, toca da maneira como sentes a música!
