Luis da camões

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“Feliz é quem se perde na imensidão do seu sorriso e se encontra a salvo em seus braços.”

“O amor não pede pressa, pede presença.”

“A gente amadurece quando para de pedir e começa a escolher.”

“Algumas pessoas chamam de frieza aquilo que nunca conseguiram controlar.”

“Não me perdi, apenas parei de caber onde me queriam pequeno.”

“Amar alguém é encontrar descanso onde antes havia pressa.”

“Ser ariano(a) é ter coragem para lutar, aprender que nem tudo é confronto e, sobretudo, lidar com a própria intensidade em busca de consistência.”

Deus rege como um maestro perfeito. Quando confiamos, aprendemos a viver a sinfonia em harmonia com tudo e todos ao nosso redor.

"Quem corre pelos próprios sonhos
não precisa da permissão de ninguém."

Vencer ensina isso: alguns só aparecem quando a linha já foi cruzada.

A vitória revela quem correu ao meu lado… e quem só chegou para a foto.

Esse sorriso que anseia pela vida,
que se aglomera entre objetos, sonhos e planos…

Como poderia se conter
tanta energia que pede para transbordar
através do seu rosto?

Não tente se espreitar,
nem se resumir a rascunhos —
como uma molécula solitária,
sem perceber o próprio potencial.

Você é transformação.
É a prova de que a energia, quando bem direcionada,
se torna força, movimento
e um átomo inteiro de felicidade.

Estamos criando filhos fortes por fora, mas ensinando-os a esconder o que sentem por dentro.

O Dia Internacional da Mulher não é sobre aplausos.
É sobre consciência.

Não é sobre presentes.
É sobre postura.

Não é sobre discurso.
É sobre prática.

Que o respeito deixe de ser exceção.
Que a igualdade deixe de ser promessa.
Que a segurança deixe de ser sorte.

E que nenhuma mulher precise ser forte
apenas para sobreviver.

Porque respeito não é homenagem.
É dever.

E igualdade não é gentileza.
É justiça.

E justiça…
não se pede.
Se faz.

“Quando você transforma alguém em ídolo, automaticamente se coloca como plateia.”

Apego Ato 1

Luz sobre ele. Silêncio. Ele respira fundo.)

Que fiz eu…

Que fiz eu, senão tomar mãos humanas
e moldá-las em divindade?

Era carne como eu.
Era falha como eu.
E ainda assim, eu a vesti de eternidade.

Com minhas próprias mãos ergui o trono.
Poli a madeira com expectativas,
revesti-o com promessas que nunca foram ditas,
e a coloquei lá no alto… acima de mim.

(ri, amargo)

E então ousei perguntar por que não me via.

Mas como poderia?
Do alto do altar que construí,
tornei-me chão.
Tornei-me base.
Tornei-me invisível.

Ó coração tolo,
confundiste amor com reverência,
entrega com submissão,
admiração com ausência de si.

Não foi ela quem subiu 
fui eu quem me ajoelhei.

(pausa)

Amor…
amor não pede joelhos.
Não exige plateia.
Não se alimenta de distância.

Amor é encontro.
É altura contra altura.
É dois olhares no mesmo nível do céu.

E se hoje sofro…
não é por não ser visto.

É por finalmente enxergar
que fui eu quem construiu a própria sombra.

(Luz se apaga.)

Apego Ato 2

(Palco quase escuro. Um único facho de luz. Ele caminha lentamente.)

Assim termina o engano do meu próprio coração.

Eu, arquiteto da ilusão,
escultor de um trono que jamais me pertenceu.
Com mãos trêmulas de afeto ergui muralhas de admiração,
e no topo delas coloquei um ser humano…
feito da mesma fragilidade que eu.

Mas ceguei-me.
Preferi chamá-la de estrela,
para justificar minha disposição em viver na sombra.

Oh, que doce veneno é idealizar.
Enobrece o outro
e empobrece a si mesmo.

Fiz dela soberana de um reino que inventei.
Curvei-me diante de um amor que não pediu joelhos.
E quando clamei por reciprocidade,
o eco foi minha única resposta.

(pausa longa)

Mas eis a tragédia maior
não foi rejeição.
Não foi desprezo.
Foi consciência.

Consciência de que nenhum trono se sustenta sozinho.
Que todo pedestal exige um chão.
E eu… eu escolhi ser chão.

(olha para as próprias mãos)

Estas mãos que ergueram,
agora aprendem a desfazer.

Pois se amor houver de existir,
que venha sem coroas.
Sem alturas inventadas.
Sem abismos criados pelo excesso de devoção.

Que venha como encontro.
De pé.
Olho no olho.
Respiração contra respiração.

E se não puder ser assim…

(entonação firme)

Que caia o trono.
Que se despedacem os altares.
Que reste apenas a verdade
dois seres humanos
ou nenhum.

(A luz se apaga lentamente. Silêncio.)

Apego Ato 3

(O palco ainda guarda vestígios do trono quebrado. A luz nasce lenta, como amanhecer.)

Sobre as ruínas, permaneço.

Não mais de joelhos.
Não mais cego pela própria devoção.

Aprendi tarde, mas aprendi
que amor não é escalar alguém até os céus,
é caminhar ao lado, mesmo quando o chão treme.

Toquei o fundo da minha própria ilusão
e descobri algo inesperado:
eu também sou digno de altura.

(olha ao redor)

Que tolos fomos, eu e meu coração,
confundindo intensidade com entrega cega.
Amar não é desaparecer.
Não é reduzir-se à sombra do brilho alheio.

Amar…
é permanecer inteiro.

Se outra vez meu peito arder,
que arda lúcido.
Que admire sem se diminuir.
Que exalte sem se apagar.

Não construirei mais tronos.
Não erguerei altares.
Se houver amor,
que seja entre dois reis sem coroa,
duas almas sem palco,
dois humanos imperfeitos
que escolhem ficar.

(pausa)

E se um dia eu voltar a sofrer
que seja por ter sido verdadeiro,
não por ter sido menor.

(ergue o olhar)

Hoje não carrego mais o peso de sustentar ninguém.
Carrego apenas a responsabilidade de ser inteiro.

E isso…
isso é liberdade.

(A luz se expande. Fim.)

Responsabilidade começa quando o erro para de ter desculpa.

​Vendo Celular

​Contraditório esse planeta:
Mais violência, menos prece.
Aumentou a venda de caneta,
Mas daquelas que emagrece.

​Grita, dando todo exemplo,
Sobre um Deus que castiga.
Cada vez mais rico o templo,
À custa do pobre que abriga.

​Quer ganhar o prêmio da paz,
Ávido por angariar mais terra.
Esse intimidador contumaz
Expulsa gente e faz a guerra.

​Mundo grande, conglomerado,
No vai e vem a gente se rela.
Cada vez o povo mais isolado,
Todos só olhando para a tela.
​