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Relacionamento Ă© que nem andar de moto, sĂł cabe dois, mas tem gente que insisti em pedir carona...
As coisas que acabei de dizer, leve em consideração só até a meia-noite. Eu sempre tento virar a pågina sem grifar as partes importantes com alguma caneta de cor alarmante. Mesmo num amor de linhas tortas como o nosso, o fim parece um erro, como um ponto final no meio da frase.
à fascinante como os tolos pensam ter respostas quando até os såbios aceitam que só conhecem as perguntas.
Acho que Ă© assim que funciona com a gente. organizo a minha vida sĂł pra ver vocĂȘ chegar, e bagunçar tudo de novo.
Mais do que nunca, sou um homem de uma causa sĂł. E esta causa se chama Brasil.
Eu, o menino e o cachorro...
E eu sĂł reclamava da vida... reclamava da noite porque eu nĂŁo dormia, reclamava do dia porque eu sofria, reclamava do frio que me gelava a alma,reclamava do calor que me atirava ao desĂąnimo.
Para tudo e para todos eu tinha uma resposta,para a minha derrota eu sempre tinha um culpado, para o meu desamor sempre tinha um "alguém", para tudo uma reclamação, eu era o próprio azedume.
Ai de quem me criticasse, que apontasse o erro que eu nĂŁo enxergava, para tudo tinha que haver um culpado, eu era a vĂtima do sistema, das pessoas, do mundo,eu sempre fui traĂdo, enganado, sofrido...
Carregava aquela cruz pesada de Ăłdio, e eu sĂł reclamava da vida, seja de noite, seja de dia.
AtĂ© quem dia, um menino, desses meninos de rua, me pediu uma ajuda, e eu jĂĄ estava pronto para ofendĂȘ-lo,quando ele pegou na minha mĂŁo e arrastou-me, se Ă© que um menino tĂŁo pequeno teria essa força. No canto da rua ele me mostrou um cachorro muito sujo, que estava com a pata como que quebrada e cheio de feridas. O menino puxou a minha mĂŁo e fez chegar perto do cachorro. Ele olhava pra mim e depois para o cachorro,e falou numa voz que eu nĂŁo consigo esquecer: - Moço, sara ele pra mim! Ă o meu melhor amigo.
Não sei porque e nem quero saber, mas eu não aguentei e chorei... Chorei como criança, como quem abre uma torneira, como se uma porta que estava fechada hå muito tempo dentro de mim, se abrisse escancaradamente...
O menino não entendeu o meu choro e perguntou: - Ele vai morrer moço? à grave assim...
Despertei do meu choro e agarrei aquele cachorro com muito cuidado. Levei-o até a minha casa, poucos quarteirÔes dali, e tratei daquele cachorro como se fosse um filho, e o menino, que vivia pelas ruas, foi ficando, e cuidou de mim, curou minhas feridas, antes mesmo de eu curar as feridas do cachorro.
Hoje, não reclamo mais de nada, tudo para mim tem um sentido, tudo é perfeito, até o que då errado. Faz 16 anos que o menino de rua pegou na minha mão, mudou a minha vida, transformou esse ser. Mostrou-me o caminho do amor, amor que restaura, cura, seca feridas, renova, traz esperança, e esperança é o nome do amor.
E esse menino, que hoje me chama de pai, destranca portas e janelas da minha alma todos os dias, quando segura na minha mão e me agradece por cada coisa tão pequena, os banhos, as roupas, a comida, a escola, a adoção, coisas que muita gente tem e não då nenhum valor, ele me recompensa com carinho e dedicação.
Hoje é a sua formatura, e eu nem sei o que dizer, sou grato a Deus por ele entrar na minha vida, por quebrantar meu coração, e não largar mais a minha mão.
Hoje eu bendigo a vida. Valorize a sua vida, preencha-a com o amor.
Vivemos numa sociedade hipĂłcrita, que sĂł pensa em resolver algum problema quando este lhe incomoda de perto.
Eu acho que eu quero te pedir desculpas. Porque nunca fui objetivo quando se tratava de te contar sobre os meus sentimentos. Mas tente me entender, eu tenho medo de me expor demais e perder o pouco que eu tenho de vocĂȘ.
Ah!, se eu pudesse voltar no tempo,
faria tudo de novo só pra ter o gosto daquela alegria de criança.
Não acredito que a culpa da guerra seja só dos governantes e capitalistas. Não, o homem da rua também tem a sua culpa, pois não se revolta.
Os sentimentos sĂŁo sĂł sentimentos, estĂŁo na superfĂcie; Mas as emoçÔes sĂŁo profundas, primitivas, se prolongam.
A dor da perda é implacåvel... como uma flecha, só quem um dia perdeu pra saber o estrago que fica no coração...
Chega uma hora, em que vocĂȘ entende que o que as pessoas falam, Ă© sĂł o que elas falam.
E nĂŁo o que vocĂȘ Ă©.
NĂŁo atinge, nĂŁo incomoda, nĂŁo ofende.
Porque vocĂȘ sĂł se culpa, se sua consciĂȘncia permitir.
E se ela estĂĄ tranquila, qualquer tipo de ataque alheio, Ă© o mesmo que nada.
AĂ vocĂȘ aprende que cada um oferece o que tem.
E vocĂȘ pĂĄra de revidar, de se preocupar, de se abalar com julgamento de quem vive de mal com a vida.
VocĂȘ percebe que atrai o que transmite, e passa a usar seu tempo sĂł com quem te faz bem. E aĂ, fica em paz.
Porque a gente ganha uma briga, quando 'foge' dela.
Eu só queria intender meus pensamentos, o que realmente estå acontecendo e o que me torna assim. Procuro melhorar, mas percebo que não consigo. à algo estranho que sinto em meus pensamentos, me tornando esse alguém triste, sozinho e solitårio.
Eu jĂĄ notei que tenho que tomar cuidado
Porque vocĂȘ Ă© o tipo certo de garoto errado
Ă sĂł vocĂȘ aparecer
Pra eu perder a fala e a confusĂŁo acontecer.
NĂŁo quero que esse texto seja, sĂł mais um dos milhares que fiz pensando em vocĂȘ. NĂŁo Ă© justo. VocĂȘ mal sabe da minha existĂȘncia, e eu vivo pela sua. Me mantĂ©m por perto, e nem percebe isso. NĂŁo chega a ser o vilĂŁo da histĂłria, mas faz sempre a mocinha sofrer. Caso vocĂȘ nĂŁo saiba, histĂłrias de amor nĂŁo sĂŁo assim. VocĂȘ tem ela, e eu nĂŁo tenho vocĂȘ. Quando a beija, posso sentir seus lĂĄbios sobre os meus. Juro, Ă s vezes consigo sentir seu gosto. Ă bom, mas nĂŁo o bastante. Quando eu olho no seus olhos, vocĂȘ me faz invisĂvel. Talvez tenha algum tipo de super poder, ou seja sĂł desatento mesmo.
Eu sou sua estrela, e vocĂȘ nunca olha para o cĂ©u.
