Almeida garrrett
A repetitividade do amor transforma as incertezas em acertos, os erros em certezas, o ódio em amor, o desamor em humanidade, a inércia em movimento, e a frieza em calor.
Não dependo da aprovação de ninguém.
Não ajo para obter reconhecimento, à espera de uma palmada amistosa nas costas.
Não preciso do exterior para me sentir completa.
Sei quem sou e não quero transformar-me no que não sou.
Sou o que sou e não pretendo ser outra além de mim.
Basta.
Amo verdadeiramente os outros, e, não tendo que o provar, andei a deixar fugir de mim esse sentimento. Responsabilidade minha. Consequências por minha conta.
Não posso e não quero viver isolada porque a minha vida e a vida dos outros estão ligadas por uma mão invisível que aumenta o meu carinho pelo mundo e o meu respeito por todos, que une, que fortalece, que tudo alimenta e que vive no coração de cada um de nós: o amor.
Sou amada. Escolhi viver em amor. E nada espero em troca.
Eu escolhi fazer o bem. E, sem deixar de valorizar as qualidades que já tenho e de procurar as que ainda desejo, continuarei a doar-me aos outros - como já o fazia inicialmente - congratulando-me com o seu sucesso, oferecendo o meu tempo a quem dele necessita, familiares, amigos ou colegas, e continuando a criar o hábito de estar e de conviver. É assim que sou consciente e que me identifico, restaurando a minha mente todos os dias e a cada manhã. Acredito em mim. Acredito no amor.
Dentro de mim existe uma criança interna que só conhece a bondade e o amor, e, em cada célula do seu ser, um ponto de luz que aceita as suas fraquezas e as suas limitações, tornando-o completo e amado, NÃO PERFEITO, mas dotado de humildade e de gratidão para a compaixão de si e dos outros.
Medito sobre as críticas tecidas à minha pessoa e respeito os concelhos que me são dados, mas não como se fossem absolutos e imutáveis, pois só a mim cabe a responsabilidade, natural e constante, de abordar a vida nos seus mais variados desafios, com entendimento pelos meus sucessos, pelos meus fracassos, pelas minhas alegrias, mudanças ou prosperidades, pois os meus olhos tudo registam, e é na simplicidade que os meus valores e os meus propósitos se satisfazem.
Agradeço, do fundo do coração, todo o contributo que me deram e dão.
Diz-se que saber esperar é uma virtude e eu – sinceramente – concordo. Mas sabê-lo fazer em Deus é-o ainda mais, principalmente quando a distância e o tempo não dependem exclusivamente de nós, da mesma forma que concordo - por o sentir - que ambos os fatores são um mero detalhe para quem ama, mas nada disto é impeditivo para a realidade de viver o hoje, o aqui e o agora.
Não é verdade que apenas se quer o que não se tem. Ama-se o que se tem e valoriza-se o que nos faz bem. Nada é do mundo dos homens e nada interfere com a vida e com a emoção de a sentir, de a sorver e de a viver.
Escuta, meu anjo… há inocência na brisa, no sorriso do vento e no brilho do mar… e as palavras nunca perderão a voz… quando sopram a vida contra a pele, por simplesmente se importarem…
O amor não se traduz. Vive-se, sente-se e compartilha-se, uma vez que é inesgotável, aprazível e tudo preenche totalmente.
Sempre espero amanhecer nos olhos de Deus.
Absorver a madrugada como uma boa palavra para respirar.
Abraçar o dia com os olhos de quem tem tudo para ser, dar e amar.
O perdão deve ser sempre exercido como uma nova oportunidade para nós mesmos e para os outros, mesmo quando somos ofendidos e magoados, pois só assim poderemos continuar a permanecer em equilíbrio de forma positiva, pura e bela.
Certas palavras acumulam-se no pensamento e não são ditas. Enroscam-se na garganta, estonteadas, mas sempre conseguem libertar-se, quando se deixam sair em forma de poesia.
Eu quero tudo que me faça feliz. Coisas que me façam sorrir, filmes românticos e divertidos, observar a lua ouvindo estrelas, caminhar pela praia ao amanhecer, andar de bicicleta, comer pipoca e algodão-doce, ganhar um punhado de margaridas, quando receber seu abraço gostoso.
