José Echegaray
”O Encontro com a Realidade”
Estou destruído, como se uma parte de mim tivesse sido arrancada, e tudo que eu sou hoje é um pedaço quebrado, sem rumo, sem identidade. Não entendo o que está acontecendo comigo. A dor da rejeição é insuportável, ela consome cada parte de mim, me faz questionar tudo o que eu acreditava ser verdade. Não sei como lidar com essa sensação de estar invisível, de não ser digno de atenção, de ser um ser que só sabe amar, mas nunca ser amado de volta. Eu me entrego, me entreguei de corpo e alma, e tudo o que recebo é indiferença.
Eu sou aquele tipo de pessoa que ama sem esperar nada em troca, que sempre se doa, mas que nunca recebe nada em troca. Estou cansado. Cansado de ser o que ama, mas nunca o que é amado. Quero ser visto, quero ser desejado, quero me sentir importante para alguém. Não quero mais ser apenas um espectador da vida dos outros, quero ser parte de algo, quero alguém ao meu lado. Eu preciso de alguém. Eu preciso sentir que minha existência tem algum valor.
Mas a solidão… a solidão é uma companhia constante, uma sombra que me persegue dia após dia, ano após ano. Eu não sei mais o que fazer com ela. Cada dia parece uma condenação, cada hora, uma eternidade. Não sei mais o que fazer com essa dor que me consome, com esse vazio que parece crescer dentro de mim. Eu só queria que alguém me visse, me tocasse, me amasse. Eu só queria ser mais que um fantasma na vida das pessoas.
Todos os dias, preciso dar conta de um universo de informações que se embaralham na minha cabeça. E todos os dias, sinto o peso da exaustão mental. Sei um pouco de tudo, mas, ao mesmo tempo, tenho a estranha sensação de não saber nada. Bem-vindo à minha mente com TDAH.
Há algo de bonito na palavra “promiscuidade”, soa chique, quase elegante. Já me declarei promíscuo só pelo prazer de dizê-la, só para sentir sua sonoridade escapando da boca com charme e ousadia.
Não há verdades e nem mentiras para o que você diz, apenas uma versão diferente de todas as outras.
Para quem é carente de afeto, migalhas são banquetes. Um gesto, mesmo que dure um segundo, faz nascer a esperança de, enfim, ser amado.
Sou ateu, mas não estou desinteressado de Deus. Os crentes pensam que os ateus são insensíveis ao problema de Deus. Pelo contrário. Deus é o meu maior problema.
Não dê como certo que a razão acabará sempre por governar Mundo porque hoje são vários os casos em que a razão já não governa, acrescenta perigo e incerteza quanto ao futuro
Parece mentira que não cuidamos da vida, que é um parêntese. Temos toda a eternidade para não ser.
No meu jardim, há décadas não cultivo o ódio. Aprendi uma dura lição que a vida me impôs. O ódio acaba deixando as pessoas estúpidas.
Triunfar na vida não é ganhar, é se levantar e começar de novo cada vez que cai.
O Estado é como uma caixa de ferramentas, não tem consciência. Aqueles que falham são os humanos que governam o Estado.
A democracia é o melhor sistema que inventamos até agora, mas é uma porcaria, porque nos promete legalmente algo que está longe de se concretizar.
O problema mais grave é que os robôs podem substituir o homem oferecendo vantagem em muitos aspectos, mas os robôs não consomem, e vão trabalhar para o dono dos robôs. E aqueles que não são donos de robôs, vão viver de quê?
Os jovens têm que aprender que precisam se unir àqueles que pensam parecido, e lutar, lutar com grandeza e dar à vida uma razão para vivê-la.
O amor chega e muda: é vulcânico quando somos jovens, e, na minha idade, o definiria como um doce hábito; como um acostumar-se com coisas cotidianas que parecem não ter importância, mas que, no fim, são as únicas que importam.
Talvez você não possa mudar o mundo, mas pode aprender a caminhar dentro do mundo sem se deixar levar pela correnteza.
Mas no mundo se aprende muito mais com as derrotas do que com os sucessos, desde que as derrotas não o destruam, e isso depende de você.
A felicidade não equivale ao prazer, a felicidade equivale ao equilíbrio de sentir que se está cumprindo com alegria e vontade aquilo com que se comprometeu.
A democracia significa, e precisa significar, uma distribuição do poder de decisão entre a população. Toda autoridade tem algo de opressora, o desafio é saber se somos capazes de criar uma civilização sem opressão, ou seja, se nós, seres humanos, somos capazes de nos governar sem ofender outras pessoas.
Com frequência, o que chamam de educação nada mais é do que um adestramento para que a gente ocupe determinadas funções.
