Luiz Guilherme Todeschi
Minha maior ferida foi te ferir
Minha maior alegria foi te fazer feliz
Minha maior dor foi causar suas lágrimas
Minha maior riqueza foi te provocar risadas
Minha alegria é te amar
Minha tristesa é que quem ama também pode errar
Minhas lágrimas caem por ter te magoado
Mas oro e torço pra por ti ser perdoado!!
(ÁG)
Nem a lua nem as estrelas conseguem se comparar com o seu olhar
O seu sorriso nem o maior e mais sábio filósofo poderia explicar
Essa obra de arte incrivel que Deus desenhou,
Tem a perfeição que nem o maior dos pintores alcançou
Esse jeito delicado e feminino ultrapassa o que pode significar as rosas e o lírio
Tão magnífica quanto a natureza, igual a ela
Só Deus poderia criar a sua beleza!!
ÁG
Nas curvas do seu sorriso me perdi
Nas curvas do seu corpo me envolvi
Na delicadeza e pureza do seu caminhar
No brilho e labirinto que é o seu olhar
Como poderia eu nao em apaixonar?!
Tua leveza me traz paz, tua voz acalma meu coração
E a cada dia me entrego mais a essa paixão
O teu abraço me acalenta e teu beijo me incendeia
Como pode tanto amor e ousadia
Ser causado pela mesma linda menina?!
ÁG
Organizamos nossas narrativas, inventamos nossas religiões, definimos nossas teorias científicas e chagamos até mesmo a afirmar que conhecemos as leis que regem o universo. Tudo isto se dá à luz do que sabemos e apesar do que desconhecemos.
"Negação, revolta, indignação e medo talvez sejam as respostas mais imediatas que se mantém ressurgindo em nossas mentes e corações, como um ciclo de reflexão necessário de busca de significado."
do livro O Amor na Escuridão
"Diante da impossibilidade de sermos quem éramos daqui para frente; diante da necessidade de sermos novas pessoas e da dificuldade de nos reinventarmos, teremos que ressignificar crenças e valores enquanto construirmos novas respostas para a vida."
do livro O Amor na Escuridão
É preciso nos autorizarmos a vivermos essa aventura inédita cujo ponto de origem é razoavelmente conhecido, mas o destino é apenas um sonho vislumbrado entre o amanhecer e o anoitecer, que se revezam sistematicamente em ciclos contínuos, talvez incansáveis, desvelando para nós os mistérios de nós mesmos e do universo.
Ser gigante nesse vasto e infinito universo, onde nem sempre o tempo parece fazer sentido, é reconhecer a nossa pequenez, a grandiosidade de nosso desconhecimento e o sabor de desvendar cada mistério à medida que se apresente, para além de nossas possibilidades de previsão e de controle.
Talvez o trauma, o frio, a dor, o medo e a escuridão sejam apenas aspectos circunstanciais de uma vida ampla que transcende o alcance dos dias ensolarados e das expectativas de curto prazo. Talvez a noite e a escuridão façam parte destes jogos de construção de nós mesmos que devam ser mais celebrados e menos temidos.
Não tem muita explicação quando a gente começa a amar. É um dos sentimentos mais genuínos, mais fortes porque é o que faz a gente passar por cima de quaisquer obstáculos e querer continuar numa luta.
Eu preciso de você
Também estou aqui
Se você precisar, é só chamar
Pois se doeu em você
Doeu em mim
J
É desvairada a forma como observo o alfabeto. As letras me perdem quando me atenho a escolher quais delas devo usar para criar um nome de alguma personagem. É uma tarefa arriscada. Embaraçosa. Escolha de nomes exige esforço. Exige atenção. As letras saltam de todos os cantos para mostrar-nos que a escrita é uma arte incalculável e que nos penetra com uma veracidade tamanha, capaz de nos arrancar o fôlego. Arranca e desarranca.
Certo dia, um desconhecido me fez uma pergunta tão peculiar que rapidamente procurei uma forma de desenhar minha resposta, de modo com que eu simplificasse rapidamente, sendo poético e utilizando uma letra. Fechei os olhos e respirei fundo – de fato não tenho um respaldo longo para estes tipos de perguntas – e comecei a respondê-la.
“Imagine um J.” – indaguei.
Ele balançou a cabeça positivamente. Estava imaginando.
“Repare que o ‘J’, é formado por uma linha e uma curva” – concordou com o que eu estava dizendo – “Então, resumo a isso, a linha é o caminho que trilhamos e quando estamos trilhando este percurso, nossas imaginações afloram gradativamente, os olhos brilham e nossa mente focaliza apenas o caminho no qual estamos. Não olhamos para o lado. Continuamos em frente. Mas...” – parei de falar. Um suspense.
Ele franziu as sobrancelhas como quem estivesse curioso.
“Vêm a curva” – continuei. – “Esta letra tem uma curva” – ele concordou.
E exemplifiquei.
“Nesse momento, somos domados pela razão e o longo caminho reto, torna-se apenas uma lembrança, pois o que vem pela frente é totalmente diferente. A curva mudou os rumos” – bufei comigo mesmo.
Meu amigo me fitava seriamente, mas não entendera o desfecho de minha explicação.
“E termina por aqui?” – perguntou.
“Se encompridarmos esta curva, vira um ‘U’” – rebati.
“E por que você não termina?” – ele perguntou.
“Fica para uma próxima” - falei.
Ele fingiu que entendeu.
Essas coisas são difíceis de entender. Principalmente, com perguntas peculiares, como a que ele fez.
Ele perguntou-me: “O que é o amor?”
(diante do reflexo de um espelho que mostrava o meu rosto).
