Herta muller
Na escuridão da noite, a LUA reluz seu explendor pela luz do sol... Se meus olhos brilham ao ve-la é porque recebe voce em meu olhar...!
Nossa sociedade...
Que sociedade?
Essa triste e cruel realidade!!!
O preconceito racial é apenas um exemplo entre tantos preconceitos e desigualdade que se encontra hoje na nossa sociedade, isso não é nada mais do que a falta de evolução da mentalidade humana.
Me pergunto, "para que preconceito?"... essa pergunta fica sem respostas, mas sei que isso vai mudar!... Homofobia, racismo, bulliyng e etc, tudo isso tem que acabar, vamos dar um basta, todos por um mundo melhor, lutaremos e venceremos! Sociedade vamos evoluir?
"O sentido não falta ao universo; falta às perguntas que the fazemos. Onde iiguagee falha, a herdamos da ausênciao significado de presença, e então silêncio se revela 0 mais eloquente professor"
"O sentido não falta ao universo; falta às perguntas que lhe fazemos. Onde a linguagem falha, herdamos da ausência o significado de presença, e então silêncio se revela o mais eloquente professor""O sentido não falta ao universo; falta às perguntas que lhe fazemos. Onde a linguagem falha, herdamos da ausência o significado de presença, e então silêncio se revela o mais eloquente professor"
COGITO, ERGO FLUO.
Começo com a cena comum: releio o que escrevi para simular a impressão do outro. Ao reler, descubro que não sou o mesmo leitor. Mudei o
referencial. O texto não mudou, eu mudei. Esta simples constatação abre o problema do “eu” e do verbo que o sustenta.
Pergunto o essencial: quem fala quando digo “eu”? Se tomo “eu” como nome de coisa, procuro uma entidade fixa. Se trato “eu” como índice de
perspectiva, reconheço uma função no jogo de linguagem. O primeiro caminho promete substância. O segundo só garante presença. A experiência
diária favorece o segundo.
Trago o cogito ao centro. “Penso” descreve ocorrência situada. Tempo. Corpo. Contexto. “Existo” soa como estado que atravessa tempos. Ao passar
de “penso” para “existo”, a gramática troca de regra sem declarar a troca. Não é dedução. É deslocamento silencioso. A força retórica do cogito nasce
dessa elipse gramatical.
Se “existir” pretende mais do que aparição, precisa de critérios de reidentificação. Quem é o mesmo amanhã. Como o distingo de outro. Que marcas
permanecem. O pensar, por si, não entrega esses papéis. Ele atesta presença. Ele não protocola permanência. Logo, de “há pensamento” segue
apenas “há sujeito-em-ato”. Não segue “há substância que pensa”.
Releio de novo, agora com os olhos de quem receberia o texto. O referencialismo se mostra na prática. O outro que penso é uma face do meu
espelho. O sentido que encontro é correlação entre posição de leitura e regras de uso. Identidade, nesse quadro, é narrativa sob um ponto de vista.
Troque o ponto e a narrativa muda. O “eu” não é laje. É curso.
Chamo Heráclito para a ontologia mínima. O rio não exige uma gota essencial para ser rio. Exige continuidade de passagem. O sujeito que pensa não
reúne provas de minério. Reúne recorrência de atos sob regras. Se isto vale, então a pergunta “quem sou eu” não busca um bloco. Busca a coerência
operativa de um fluxo.
Volto a Descartes. O cogito é inabalável se o leio como enunciado performativo. Se penso, é indubitável que comparece o fenômeno do pensar. Onde
ele falha é no salto da ocorrência ao estado e à substância. A “res cogitans” é hipóstase. Faz do índice um nome. Faz do uso uma ontologia. É feitiço
da linguagem.
Objecção previsível: o “existo” cartesiano seria momentâneo, não permanente. Se for assim, “existo” significa “apareço agora”. Aceito sem
resistência. A refutação mira o passo seguinte, quando se transforma o momento em coisa. Outra objecção: sem substância, evapora a
responsabilidade. Respondo com sobriedade. Responsabilidade é continuidade normativa e memorial. Regras, registros, reconhecimento. Não
precisa alma mineral.
Sigo com a prática discursiva. Dizer “eu me encontrei” supõe um objeto fixo e um mapa estável. Não é o que a experiência oferece. Na vida, não nos
encontramos. Nós nos construímos. O encontro pertence ao ser que pode dizer “Eu Sou” como estado absoluto. Para nós, permanecer é manter um
fio de narrativa sob condições públicas. O fio é suficiente para a ética. Desnecessário para a metafísica de bloco.
Fecho a reflexão com a precisão que devo à gramática. Do evento pensar não se lê essência. Lê-se aparição. O cogito sobrevive ao exame se perder a
pretensão de substância. Resta claro e útil como prova mínima de presença. A ontologia que o abriga é de fluxo. A semântica que o disciplina é de
uso.
Conclusão operativa: penso, logo apareço. Sou em ato enquanto o pensar acontece. Quando o ato cessa, a narrativa arquiva um contorno. Entre
arquivo e curso, escolho o curso para dizer “eu”. Em língua seca e lírica o bastante para fixar o sentido: cogito, ergo fluo.
Descaminhos...
Meu caminho vem sendo cheio de tropeços...
A cada momento que lembro-me de teu sorriso desconcertante, do teu café forte, do teu cheiro de hortelã e da tua camisa esquecida em minha gaveta, aí minhas pernas se enfraquecem e eu caio no chão, feito uma criança a qual sempre me julgou ser, que mal aprendeu a dar os primeiros passos e já quer segurar firme em suas mãos...
Olho pra trás e não vejo nada menos que algumas pegadas de par em par, que de um tempo pra cá se tornaram únicas e perdidas.
Você deve ter entrado em qualquer beco por aí, ou eu mesma resolvi tomar um rumo diferente do teu. Só lembro-me que te pedi mais de 20 vezes “não me deixe, e você fez questão de esquecer das 21 em que me prometeu: “eu não vou”.
Minha voz acabou sumindo também, assim como minha alma e meu sorriso. Tudo se desfez, você se foi de mim sem sequer deixar aviso prévio. E sinto falta de quando tinha todas essas coisas, ao teu lado.
Eu poderia ter composto dez canções diferentes pra você, explicando em cada uma delas o quanto era naturalmente estranho cada vez que me deixava sem ar com um abraço e tirava minhas palavras com um beijo.
Eu poderia ter feito tanta coisa. Era só você permitir, e permitir-se, também, da mesma forma, em igual intensidade.
Não me incomodaria em ficar corada com teus elogios, muito menos em ter que aguentar tuas mudanças repentinas de humor.
Não me incomodaria em nada, se desejasse realmente ficar ao meu lado, sem esse monte de idas com voltas incertas.
Realmente, não teria incômodo, se, em cada tropeço, você prometesse, verdadeiramente, e de uma vez por todas, não me deixar cair...
Talvez passe algum tempo e você perceba que aquele amigo teu que você sempre procurava para se desabafar e você o trocou, era a única pessoa que realmente se importou com você de verdade, mesmo quando o que ele mais queria era que você se importasse com ele.
Talvez você sinta saudades de assistir filmes e passar o final de semana com aquele teu amigo que sempre fazia palhaçadas pra te ver sorrir, e um dia deixou de tentar porque você sem perceber o maguou.
Talvez se hoje você parar pra pensar e deixar o orgulho de lado, você irá perceber que a raiva que você sente hoje é só por bira, você sabe que está sentindo falta dessa amizade. Então corra atrás!
"Por vezes me pergunto se a voz que me acompanha desde a infância é apenas minha consciência ou se ela carrega algo mais antigo, uma sabedoria que veio antes de mim e que continua caminhando ao meu lado."
"Aquilo que chamamos de anjo da guarda talvez seja apenas a versão mais antiga de nós mesmos, tentando conduzir a versão mais jovem através dos desafios da existência
"Talvez a missão da vida não seja descobrir quem somos, mas lembrar, pouco a pouco, aquilo que nossa alma já sabe."
“Aprendi a falar pouco — só o necessário.
Com o passar dos anos, aprendi a ouvir mais, a acertar mais,
porque já não tenho tempo para erros.”
— Wander Von Müller
**Cinco dias.
E bastou isso para que tua presença tocasse algo em mim,
como um vento leve que muda o rumo sem fazer alarde.
Depois veio o silêncio —
um silêncio que pesa,
mas que também guarda o que foi verdadeiro.
Mesmo assim, teu “bom dia” ainda aparece na minha memória
como um sol calmo, desses que aquecem devagar
e deixam marca.
Eu te vi, linda,
de um jeito simples e inevitável.
Não tentei te prender —
quem tem asas merece espaço.
Te ofereci minhas palavras mais sinceras
e deixei que o destino seguisse o próprio caminho.
Hoje, com a alma mais tranquila,
entendo o tamanho da mudança:
você despertou algo em mim,
me fez olhar para quem eu sou
e para quem posso me tornar.
Sinto tua falta
com uma delicadeza que não sei explicar,
mas guardo, com carinho,
os cinco dias que ficaram para sempre
gravados no meu coração.**
Nós somos livres
Seja livre —
e vem comigo.
Não te lamentes:
cria teu próprio destino.
Foge comigo agora,
vem sentir essa liberdade
correndo pelos campos verdes da vida,
onde o mundo parece leve
e a alma respira fundo.
“Nós somos livres.”
Há uma força suave
na liberdade que nos chama,
uma liberdade poderosa
que poucos conseguem compreender.
Terra rara, fascinante,
morada dos que ousam sentir.
Eu devia ter vivido mais assim,
mais solto, mais inteiro…
Mas não esqueço —
jamais esquecerei —
o instante em que senti tudo isso
tocar o meu coração.
Poderosa liberdade da alma.
E, ainda hoje,
repito contigo:
Nós somos livres.
A maior peça que a vida nos prega é revelar o verdadeiro valor do amor: querer, acima de tudo, que o outro esteja bem… e feliz.
Fico feliz quando você está feliz.
Dizem que a felicidade demora a ser encontrada,
mas você chegou como uma canção
e iluminou o meu dia.
Você se tornou parte dos meus sonhos.
Minha alma se alegra
toda vez que meu olhar encontra o teu sorriso.
E confesso…
está ficando difícil deixar o teu amor para trás.
Só o tempo sabe
para onde segue a estrada.
Mesmo quando dizemos conhecer o destino,
quem pode prever o que nos aguarda?
Será o ponto final…
ou o primeiro passo de uma nova jornada?
As rotas mudam,
os ventos trocam de direção,
mas o essencial permanece:
seguir adiante
com os olhos atentos
ao lugar onde o coração deseja chegar.
E quem pode dizer
se o amor cresce no mesmo compasso
em que o coração escolhe sentir?
O coração suspira quando o amor se eleva,
e chora silencioso
quando o amor se despedaça.
Quem pode prever
o instante em que dois caminhos se encontram?
O amor precisa estar desperto,
vivo no peito,
para reconhecer essa magia que toca
como luz suave,
como energia pura
que renova tudo o que somos.
E como fluirá o dia?
Quem ousaria afirmar seu fim,
se a noite — misteriosa, profunda —
guarda no silêncio das estrelas
tudo aquilo
que habita o seu coração.
“Certezas”
Considero ter vivido muito até aqui.
Tive oportunidades, caminhos, histórias…
mas apenas vivia, sem realmente entender.
Até conhecer você.
Todas as certezas que eu carregava
se desfizeram como poeira ao vento.
E então me perguntei:
que sentimento é esse
que tomou conta de mim?
De onde vem?
Não pode ser deste mundo,
nem um capricho meu —
pois nunca me vi tão desarmado,
tão verdadeiro, tão sem vaidades.
Pela primeira vez,
fiquei diante de algo
para o qual eu não tinha resposta,
nem coragem imediata,
apenas a necessidade de compreender
o que estava acontecendo comigo.
E foi aí que percebi:
este sentimento é diferente de tudo.
Ele faz bem,
ele acende,
ele devolve vontade de viver.
Não me lembro de ter sentido
nada parecido antes.
A vida tem dessas ironias…
Ela nos prega a maior peça
quando finalmente nos ensina
o valor real do amor:
querer, acima de tudo,
que o outro esteja bem,
que o outro seja feliz.
Grandes foram os conflitos dentro de mim
até entender que minha busca havia cessado,
que minha ansiedade humana
havia, enfim, encontrado repouso.
Descobri que não sou muralha,
que não controlo tudo,
que a tal “certeza”
é apenas uma ilusão orgulhosa.
Muitos passam a vida inteira
procurando o que eu encontrei:
o mais valioso de todos os tesouros — o amor.
Ainda tenho o que melhorar em mim,
e sei que há coisas
que só o tempo coloca no lugar.
Mas esse tesouro,
esse brilho raro,
eu guardo onde ninguém alcança:
no meu coração.
Porque ele muda a minha energia,
ele me eleva,
ele me impulsiona
a seguir em frente.
Onde você está agora?
Todos os dias me pego pensando
nos tempos em que sua presença
era meu lugar seguro,
meu riso fácil,
meu pedaço de paz.
Sinto falta da leveza,
das conversas sem hora,
da alegria que só existia
porque você estava ali.
Se você estivesse aqui,
tudo estaria bem —
eu sinto isso no peito.
Mas agora somos livres…
e essa liberdade dói.
Dói porque é vazia de você.
Hoje eu preciso seguir,
preciso tirar você
da minha cabeça
e do meu coração,
mesmo sabendo
que essa será
a batalha mais difícil
que já enfrentei.
