"A troca da Roda" Bertolt Brecht
Do centro da roda do Bambelô
ouvi você batucando,
eu tenho certeza que é amor,
Meu bonito Zambê,
O Bambelô tem o DNA
do Coco e do Batuque,
E eu te quero sem censura
e sem nenhum truque;
Você vem sem eu precisar
chamar porque colado
no meu coração é o teu lugar.
Com o seu olhar de caçador
você entrou na roda
para dançar com o teu andor
caipira a Dança do Marimbondo,
Você chegou com aquele charme
maroto sem me dar desconto,
e fez o meu coração arrebatado.
Na zabumba você pendurou
a casa do danado,
Espantava o bichinho por
todos os lados,
Trocamos olhares apaixonados
e não importamos se seremos
por quem quer que seja reprovados.
Sim, dessa vez você deixou a garrafa
para equilibrar na cabeça de lado,
Sei que não dá para disfarçar,
que você está apaixonado,
que quer ficar comigo colado
e anunciar o orgulho de bem amado.
Neste mundo quase perdido
que a cabeça da gente pira,
Para viver o amor profundo
tenho certeza que chegou
a nossa tão esperada vez;
Nos meus braços você encontrará
o teu refúgio e toda a calidez,
e segura nos teus encontrarei
a sensatez e toda a magna poesia.
Nesta roda com nossos
amigos, sapateando
e dando voltas contigo
dançando Nhô-Chico,
Você sabe o poder
do teu charme fogoso
e que não consigo
mais por muito tempo
fingir que não resisto.
Aqmeçit
O Sol erguido sobre as ruínas,
a viração da roda do destino,
O mar das memórias ainda vivas,
as folhas sendo espalhadas
como quem lê um livro de poesias,
As mãos enlaçadas em Aqmeçit
e o meu não ao esquecimento.
Laelias purpuratas
Através da janela em estilo
Art Noveau vejo a roda
gigante do destino girar,
o Sol se pôr e a Lua se erguer,
eu sei te ganhar e você
não sabe como me perder
por um pequeno instante
coloquei o delicado buquê
de Laelias purpuratas sob a mesa
para amarrar as pulseiras
com algumas nos pulsos
e soltar os nossos impulsos
ajeitei a tiara repleta
delas na cabeça para dançar
comigo mesma esperando
atrair docemente a sua
atenção para vir a me espiar
através do biombo
como um convite para foragir
deste mundo dado como perdido
e você chegou sem ensaio
conforme o imaginado
porque você sensorialmente
me possui e fareja
cada instante do que minh'alma
deseja o quê a sua corteja,
juntos possuímos o nosso planeta.
Roda de Chorinho
Debaixo do arco branco
de Mandevilla Sanderi
toca o Piano, o Violão de sete
cordas, o Violão tenor
e eu canto com todo o amor.
Passando o arco amarelo
de Mandevilla Sanderi
vem chegando o Bandolim,
o Cavaquinho, a Flauta e o Flautim
e a esperança de cantar e tocar algo
que faça bem para você e para mim.
Ainda debaixo dos arcos
de Mandevillas Sanderis
vermelho e cor-de-rosa trançados
vem chegando o Clarinete, o Clarone,
os Saxofones, o Trompete e o Trombone
tocando uma antiga prece amorosa.
O Bombardino, a Tuba, o Pandeiro,
o Reco-reco e a Caixeta
daqui a pouco estarão vindo
para fazer completa esta roda de Chorinho,
no final de tudo quando você se declarar
receberei você com amor e todo o carinho.
Dança de São Gonçalo
Não perdi o meu
espírito paranista
de dançar de roda,
Quando ouço um
elogio seu fico prosa,
É na Dança de São Gonçalo
que você vai dedicar
um ato para deixar
o meu coração apaixonado.
Busquei um Mate
bem perfumado
para na Cuia moldar
uma Roda de Carreta
para o meu amado
ficar ainda mais gamado.
Ciranda do Nordeste
Deixando-me levar pela música,
poesia e dança de roda
da Ciranda do Nordeste
até a viração da noite
para a madrugada ainda busco
ser amada nesta Zona da Mata
pedindo à Nossa Senhora
que me traga um bom marido
seja caixeiro ou vaqueiro
e que queira viver bem comigo
neste mundo que não tem
o luxo de ser como Pernambuco
que faz fez para tudo
cantando e fazendo roda de Ciranda
para superar e agradecer ao Criador.
Entrei nesta roda
de Sarandi Pantaneiro
para te fazer faceiro,
encaro os seus olhos
porque quero fazer
parte dos seus sonhos,
balanço a minha saia
de maneira levada,
a cada dia mais você tem
me deixado apaixonada.
Piúva-amarela única
nesta tarde absoluta
onde vejo a roda
do destino dar o seu giro,
O meu amor sei
que está a caminho.
A madrugada tem levado
o Ipê-ouro para brincar
de roda com a ventania,
Assim sou eu a inspiração,
o amor, a paixão e a poesia.
Colocar um Samba de Roda
enquanto vou preparar um
Manjar para te conquistar,
Certamente você vai amar
e o teu coração vou povoar.
Roda de Ratoeira
Sei que será preciso
dançar mais de uma
Roda de Ratoeira
para te conquistar,
Não importa quanto
tempo vou levar,
Só por mim tu há
de se apaixonar,
de um jeito que
nem o vento irá levar.
Roda das Rendeiras
Na roda das rendeiras
as canções da Ratoeira,
Rendem inspirações
para os meus poemas
e os nossos corações,
De canções em canções
vamos revivendo emoções.
Dia de sermos crianças..
Nós podemos brincar de roda e cair no chão de tanto rir, fazer cosquinhas e ver estrelas até o dia nascer. Nós podemos fazer tudo o que quisermos, porque somos jovens, tão jovens quanto quisermos ser. Esse nosso amor não tem idade, é de verdade, não tem hora de dormir. Venha brincar de pular corda eu te ensinarei, e se estiver com medo, eu te dou a mão. Você pode confiar em mim, eu nunca vou te deixar cair. Eu amo ser criança com você, ter sorvete no nariz, correr, pular e me sentir uma boba, jogar videogame até o dia raiar. E quando você é criança comigo eu te dou três selinhos, e depois um beijo de cinema, faço um biquinho e finjo fazer charme. O jeito como você me sorri, me faz sentir tão viva quanto eu nunca senti. E quando você pega a minha mão é como se você fosse o namoradinho de escola que eu sempre sonhei, agora é de verdade, e a minha felicidade não é imaginária. Nós podemos dividir nossos sonhos e planos para o futuro, porque a nossa idade sempre será a mesma, nosso amor nunca ficará velho, o meu amor por você vai ser criança pra sempre. E eu não preciso fechar os olhos pra imaginar, pelo contrário cada vez que eu abro os olhos, é um novo dia de te amar, é dia das crianças, e de sermos crianças felizes!
A dor chega sem avisar,
nos faz companhia por um longo tempo...
Uma bela manhã,
já acostumados com ela,
não a encontramos mais !
Assim é a roda do tempo:
gira sem cessar, fazendo paradas...
ora na casa da dona tristeza,
ora no palácio da senhora na alegria.
O VERDADEIRO AMOR SEMPRE VENCE
Incrível como o tempo muda tanta coisa. Muda nossa forma de olhar o mundo, muda nossa maneira de pensar, nossos sentimentos, os interesses, enfim como o tempo nos muda.
O que eu acreditava há um ano, hoje já não acredito mais. Muita coisa que eu julgava como errado, já fiz. O que era segredo, hoje falo sem pudor. Quem eu dizia amar há 9 meses, hoje não me provoca um arrepio sequer.
Mudam-se as prioridades, amplia-se a visão, desenvolve-se a maturidade e crescemos em sabedoria. Claro, nunca tão amadurecidos a ponto de não praticar mais atitudes impensadas, ou de não sentir saudades do que hoje nos ridicularizaríamos se fizéssemos (mas ainda sentimos vontade).
Já me disseram que a vida é uma roda gigante, não discordo. Só esqueceram que nesse movimento rotatório, tudo se transforma. Quem agora está lá em cima não é mais ou mesmo de quando estava embaixo, e vice-versa. Já ouvi: " 'Vai... Lá na frente a gente se encontra', 'acredito que o verdadeiro amor no fim, sempre vence' "... Sim, a gente pode se encontrar um dia, quem sabe ao "acaso", ou na encruzilhada do destino... Lamentarei não mais voltar como parti. Lamentarei não sentir mais o mesmo que eu sentia quando nos despedimos, finalmente. Lamentarei ou estarei feliz por ter seguido minha vida, ter alcançado meus sonhos (sem você), talvez por estar amando outra pessoa... E sendo amada. Mas certamente lamentarei mais o tempo que perdi insistindo para que você me segurasse, não me deixasse partir... Ao invés de ter partido logo, por conta própria, sem me despedir.
Porque amor, é reciprocidade, quando se ama não aceita-se a partida, assim, com indiferença. Ou melhor... Quando se ama, nunca dizemos VAI. Pelo medo de que a outra pessoa não mais volte, ou pelo receio de que quando volte não seja a mesma. "O verdadeiro amor"... Vence mesmo. Assim no sentido ambíguo da palavra. Vence triunfando, ou chegando ao fim. Se não resistir não significa que não foi verdadeiro, significa que foi verdadeiro demais para ser desperdiçado.
Em Tempo de Poeminha
Tamanho nunca foi documento
É chorar nunca foi argumento.
Ganhar no grito é feio
E ser feio não é bonito.
Ciranda nem sempre foi cantiga
Cantigas nem sempre foram de roda
Gato nunca usou bota
E foi-se o tempo do relógio de corda.
Assim como foi o tempo do orelhão
E das fichas de telefone
De crença em Coelho da Páscoa
E medo de Lobisomem.
E quase sempre o tempo
Acaba sendo a cura de tudo.
E quase sempre a cura de tudo
Acaba vindo com o tempo.
