Jean la bruyère
Do amor fui vítima, nunca o culpado. Talvez cúmplice, mas nunca aliado. Quando tentei matá-lo, fui assassinado.
se ela soubesse que é por ela que escrevo
se ela soubesse que é pra ela que escrevo
valeria os versos vivê-los?
valeria universos eu tê-los?
Em geral, é bom que tudo o que é GRANDE-RICO de sentido para um espírito raro, NÃO seja expresso senão sob forma breve e (por essa razão) OBSCURA, A FIM de que o espírito medíocre prefira ver nisso uma falta de sentido antes de transpô-lo na inanidade de seu pensamento. De fato, os espíritos comuns possuem a odiosa habilidade de só verem, no aforismo mais profundo e mais rico, nada que vá além de seu bom senso.
Prendi você! Não em um sentido radicalmente agressivo. Não privando da vida que levava, dos amigos que adorava, nem do final de semana que planejava. Não é nada a ver com isso. E sim prendi a mim com motivos que te fazem achar sem graça tudo isso se não tiver comigo ali pra presenciar cada felicidade tua.
Prendi você, que a carência não rola mais, o crush ficou pra trás, pois agora tem alguém pra amar e a certeza que melhor abraço não há.
Prendi você, de tal forma que você se quer percebeu, que se quer retraiu-se como pessoas que sentem o medo de se apegar apavoradas que no fim possam vir a sofrer e chorar. E que não tenha, eu não sou perfeito, mas também não um mau rapaz.
Prendi você, mas não por lhe segurar, mas por fazer de mim o melhor lugar à não te fazer pensar em querer partir.
ME DEIXA VOLTAR À REALIDADE
Costumo responder perguntas do tipo: O que que você tem? com um: nada. Quando na verdade eu tenho tudo. Tenho a raiva, a decepção, mágoa, e presencio o que eu não queria. E talvez o causador disso possa até ser você mesmo que me perguntou o que eu tenho. E se realmente se importa com o que tenho, não faria o que fez. Mas me mantenho assim, no silêncio. Afinal ninguém explode por guardar tudo pra si, pelo menos eu nunca vi em noticiários por ai. A minha vontade nunca foi de chegar e dizer que tenho isso ou aquilo. O que tenho vontade mesmo é de não está ali, de abrir a porta da minha casa e sair. Não totalmente sem rumo, mas programado. com uma quantia no bolso, caso tenha desejo de tomar o sorvete de sempre, sentar-me e ali conversar comigo mesmo. Daí tu deve estar se perguntando: Nossa que solitário. Realmente, sou mesmo. Não porque procuro, mas por opção mesmo, sei que não tenho aquele amigo íntimo, com a liberdade de chegar a qualquer hora na sua casa, bater no portão e lhe dizer: Eai, bora assistir um filme, talvez jogar um vídeo game, preciso conversar.
Esses dias estão um caos, vejo pessoas atuando, mentiras se proliferando e a falsidade reinando. E o pior de tudo é que tenho o antídoto pra acabar com toda essa negatividade. Mas tenho receio do ambiente que possa vir a se transformar. Para mim lhes digo que seria pra melhor, me adapto bem a novos começos. mas eu não posso ser egoísta e pensar só em mim, e para quem está envolvido nisso tudo? Pra quem realmente me importo? Ficaria também? Não sei.
A única certeza que tenho é que após todas essas palavras é que vão me pergunta com o clichê de sempre: O que que você tem? E eu te responderei novamente: Nada. Só me deixa voltar às origens na qual me levou a escrever, A Realidade.
Então pensei comigo, seria essa a melhor denominação a um cara como eu "Escritor."
Como posso ser, se sequer escrevi livros, não tenho diários, ou páginas em branco para encher de pensamentos meus. Tenho severos problemas com o português desde sempre, e com toda essa chatura de regras e blá blá blá. Os livros jamais foram o meu maior passa tempo, e se leio, haja um livro que me prenda e me faça ir até o fim. Quem não me conhece, a primeira impressão que tem é de um intelectual, correto e que nada faz de mal, a não ser o bem. Poderia ser assim, a primeira impressão que imaginam de mim. Devorar livros de poesia, crônicas e de autores que admiro e enriquecer meu vocabulário, poderia passar às tardes assistindo filmes baseados em obras épicas, ou diversas séries inspiradoras.
Nada disso. Continuo aqui levando naturalmente, digitando pensamentos no One Note do meu celular com a ajuda de um corretor.
Algum dia eu sinta a dificuldade, caia na mesmice. Ai talvez eu recorra a todas essas chatices.
Mas por enquanto me deixa ser esse cara torto com um talento bruto, sem ser lapidado.
PERÍODO ESCOLAR
Eu poderia passar dias descrevendo do que eu vivi em uma escola postando a cada dia um pouco desse período que é de longe a melhor fase das nossas vidas, creio eu, mas eu vou fazer um resumo do resumo.
Eu entrei na escola bem tardio, e se tem palavra que me definiu desde o início a palavra é essa. O primeiro dia foi traumatizante, como eu chorei a primeira vez ao ver minha mãe partir e me deixar ali sozinho, e eu sem intender muita coisa o que se passava, foi a primeira experiência, péssima!
Demorei bastante pra me acostumar com aquela rotina estranha de todos os dias me arrumar todo bonitinho e por uma mochila nas costas, e passar horas dentro de um local cheio de outras crianças. O que eu gostava mesmo era de ta na rua, jogando bola. A primeira palavra que eu "aprendi" a ler eu lembro bem. Era um livrinho cheio de figuras e com a descrição abaixo, dentre elas estava lá a palavra que eu teria que ler, exatamente a figura era um sabão em pó, e abaixo a palavra 'OMO'. Eu não tinha noção de como se soletrava aquilo, então pedi ajuda ao meu amigo na época Natanael, ele me repassou aquilo como "Sabão Homem". Fui com essa palavra na cabeça até chegar a minha vez... Resumindo, eu me ferrei!
Também já sofri Bullying, quem nunca? Sempre tem aqueles valentão, como eu era pequeno e franzino, era um alvo. Mas não só por isso, muito por conta de ter um talento pra desenhar, eram terríveis aulas de artes pois pioravam, fazia trabalhos para os outros, caso não, apanhava. Não é uma atitude legal, talvez isso me fez desenvolver a empatia, em se colocar no lugar dos passantes da dor que eles carregam.
A vida amorosa na escola vinha sendo uma baixa, eu era bem desinteressante, franzino, baixinho, feio pra caramba. Qual a garota que ia me querer? Mas não me impedia de ter amores platônicos, de ter quem admirar.
Nunca fui um aluno exemplar pelo contrário era bem bagunceiro, era do fundão. Não me cobrava muito, atingir a média pra mim tava de bom tamanho sempre foi assim levando os estudos naturalmente, sem fazer muitos esforços.
Até chegar no Ensino Médio. Por causa desse desinteresse todo acabei atrasando um pouco, melhor dizendo... um bocado.
Em 2013 eu tinha reprovado pela terceira vez isso consecutivamente. Já era rotulado como moleque, vi minha geração passar e outras me acompanhar,
Daí quando você chega a essa situação acaba deixando estudos em segundo plano e tem como prioridade trabalho, mas não conseguia emprego algum, era difícil o mercado de trabalho era duro ainda mais com os problemas que eu criei por falta de responsabilidade, batia a angústia. Tive que me ver obrigado a estudar a noite, e a noite o ambiente é diferente, eram bem menos alunos do que eu estava acostumado a conviver. uma decadência pra mim! pra quem já estava triste se tornou mais triste ainda, pois não eram pessoas da minha idade eram pais e mães, eram trabalhadores, coisa que eu não era nem um, nem o outro...
(...) 2016
Eis que chega 2016 jamais imaginaria que este ano fizesse com que minha vida virasse do avesso em tão pouco tempo, já nos primeiros dias do ano uma proposta de emprego consequentemente tive que trocar de turno pois o horário coincidia com turno em que eu estudava, minhas expectativas positivas voltavam vagarosamente. Então fui concluir o terceiro ano a tarde naquela mesma escola, que é um tanto chata, pequena, calorenta, cheia de câmeras, de regras, ninguém pode namorar. Mas ao mesmo tempo ela maravilhosa pois possui um grande bem, pessoas admiráveis que estudam lá, e são essas pessoas que fazem desse lugar um lugar gratificante e acolhedor, foram essas pessoas que me fizeram refletir logo de início que os momentos legais a gente só se dar conta quando já se passou e bate a saudade e acabamos pensando consigo. – Poxa, dava pra aproveitar um pouco mais, dava pra dizer aquilo a alguém, a tomar certas atitudes, fugir da zona de conforto, não se importar o que os outros vão dizer, tentar algo novo; e foi o que fiz!
Eu vou levar a sensação dos abraços dados, dos momentos, lembranças, um instante com cada um. Sei que é complicado manter contato com todos aqueles, de zelar por uma amizade com a mesma intensidade; e assim como todas essas lembranças eu guardarei todas aquelas pessoas que me proporcionaram um momento de felicidade; agradecido por tudo, a gente se ver nessas esquinas de Teresina.
Ah o meu critério não é estético, não são cabelos dourados, olhos esverdeados, não é bumbum empinado, nem sorriso encantador.
Isso é tudo superficial, não consigo ver vantagem nisso se isso não me favorece. Isso tudo é algo muito seu, e não meu. Não da gente, entende? E eu bem sei, que tudo isso com o tempo acaba, que tudo isso atraí, mas não faz permanecer.
O que me faz se apaixonar mesmo, são coisas simples, algo esquecido, desconhecido de tamanho poder. É todo o carinho, a verdade no olhar, a atenção dada, o esforço diário, é o beijo carregado de desejo, o abraço entrelinhas de 'não me larga mais', o sussurro, o chamego, o toque, às palavras bonitas... E etc, etc, etc.
Ah, são varias demonstrações que te faz se apegar bem mais do que algo bonito em alguém. E passa o tempo, isso não perde o valor, continua sendo o maior poder de conquista de quem realmente sabe usar.
Tá vendo aquela garota logo ali, sentada com o celular na mão sem me dá atenção? Eu à observo já faz algum tempo, e provavelmente ela está na sua rede social. A gente se conhece! Eu até à tenho entre Centenas de contatos. Inclusive deve ter passado no meu perfil e ter curtido a minha ultima publicação.
Somos rotina um na vida do outro e estamos presentes no mesmo ambiente, mas parecemos dois desconhecidos aparentemente. A impressão que dá é de está invisível, de ser somente uma figura virtual presente nos milhares de contatos dela nada a mais que isso.
Estranha geração é essa né? Que se distrai facilmente com sua vidinha virtual ao invés de seu mundo real, tá faltando a rodinha de amigos, um dedinho de prosa. Cada pessoa que passa na tua vida enquanto você está distraída, é um mundo de histórias, procura conhecer, ouça vozes, colecione sorrisos, conte segredos, cultive amizades, apaixone-se. Vai por mim guarda o smartphone, usa em horas tediosas. O tempo passa que a gente nem ver, quando se der conta, o que te resta é saudades, é se arrepender.
EU PODERIA...
Ah eu poderia está namorando a garota mais sortuda do mundo modéstia parte.
Poderia em um dia desses, está a caminho da casa dela, bem apresentável, aparentando ser um bom rapaz e nervoso imaginando mil maneiras de como chegar no Seu Antônio e Dona Maria pra pedir a mão de sua filha em namoro.
Poderia tá agorinha no shopping na fila da pipoca minutos antes do filme chinfrim que ela escolheu, começar. mas ela gosta e se ela gosta, pra mim tá tudo bem.
Poderia está surpreendendo ela com uma declaração melosa e fofinha, típico desses casais que publicam na linha do tempo ou quem sabe uma tradicional foto juntos fazendo caras e bocas.
Ah eu tô pronto faz 'trocentos' anos! Mas eu resolvi adiar tudo isso, sabe? Não me vejo em ninguém, em uma relação duradoura, hoje em dia é tudo intenso, uma hora é feito de um amor que juram nunca acabar, outra hora vai tudo para a lixeira, feito vazo que se quebra e não há mais concerto.
