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A vida nĂŁo Ă© um castigo: Ă© tĂŁo valiosa que sĂł pode ser vista como uma recompensa. Devia estar grato Ă existĂȘncia por ter sido escolhido para respirar, amar, cantar e dançar.
Para aqueles de nós escalando até o topo da cadeia alimentar, não pode haver misericórdia. Só hå uma regra. Cace, ou seja caçado.
Mas existe verdadeiramente outro rumo? Na verdade, só existe a direção que tomamos. O que poderia ter sido jå não conta.
Quem não lhe då atenção, não merece o seu amor e consideração. Esqueça esta pessoa, ela só vai lhe trazer tristeza, humilhação e decepção. Liberte-se!
NĂŁo tente me entender!
Uma hora eu estou feliz outra hora eu estou triste fazer o que nĂ©, eu sĂł assim Ă© ninguĂ©m vai me mudar, si vocĂȘ quer fazer alguma coisa pra ajudar sĂł fique calado e nĂŁo me encomode vou ficar muito agradecida,eu posso estar com um sorriso e parecer alegre mais nĂŁo por dentro eu posso estar chorando,entĂŁo nĂŁo tente me entender.
Eu sĂł quero ser tudo para alguĂ©m. Eu quero demais das pessoas, mas entĂŁo eu nĂŁo quero nada delas ao mesmo tempo. VocĂȘ me entende? NĂŁo deixo as pessoas me ajudarem, mas preciso de ajuda. Quando tomo minhas pĂlulas, isso Ă© temporĂĄrio.
Quem sabe um dia talvez eu nĂŁo morra jovem e feliz. O que Ă© ser feliz? Sempre tenho felicidade por 10 segundos e depois desaparece. Estou ficando cansado disso.
Os gregos antigos acreditavam que antes tĂnhamos quatro braços e pernas e uma sĂł cabeça com duas caras. Ăramos felizes. Completos. TĂŁo completos que os deuses, temendo que nĂŁo precisĂĄssemos de devoção, nos partiram em dois. Deixaram-nos vagando pela Terra, divididos e aflitos. Eternamente buscando. (...) A outra metade da nossa alma.
Sei que dizem que Ă© fato cientĂfico, mas, para mim, que sou um medieval, sĂł acredito na ciĂȘncia quando vem no formato de resultados de exames de laboratĂłrio, e nĂŁo quando tem a ONU no meio e gente nas bordas ganhando milhares de para salvar o planeta.
As relaçÔes humanas nunca funcionavam mesmo. SĂł as duas primeiras semanas tinham alguns "tchans"; a partir daĂ, os parceiros perdiam o interesse. Caiam as mĂĄscaras e as verdadeiras pessoas começavam a aflorar: manĂacas, imbecis, dementes, vingativas, sĂĄdicas, assassinas.
- SĂł sei que nĂłs nos amamos muito.
- Porque vocĂȘ estĂĄ usando o verbo no presente? VocĂȘ ainda me ama?
- NĂŁo, eu falei no passado!
- Curioso né? à a mesma conjugação.
- Que lĂngua doida! Quer dizer que NĂS estamos condenados a amar para sempre?
- E não é o que acontece? Digo, nosso amor nunca acaba, o que acaba são as relaçÔes.
- Pensar assim me assusta.
- Por que? VocĂȘ acha isso ruim?
- Ă que nessas coisas de amor eu sempre dĂŽo demais.
- VocĂȘ usou o verbo âdoerâ ou âdoarâ?
[Pausa]
- Pois Ă©, tambĂ©m dĂĄ no mesmoâŠ
Eu somos tristes. NĂŁo me engano, digo bem. Ou talvez: nĂłs sou triste? Porque dentro de mim nĂŁo sou sozinho. Sou muitos. E esses todos disputam minha Ășnica vida.
O que me revolta nĂŁo Ă© sĂł ver nosso povo(POBRE) ser ridicularizado em programas humorĂsticos, o que me revolta Ă© ver os ridicularizados dando ibope e rachando de sua prĂłpria humilhação.
Se nĂŁo eu por mim, quem por mim? Se eu for sĂł por mim, quem sou eu? Se nĂŁo for agora, quando?
