Luiz Guilherme Todeschi
O povo é tão estúpido que qualquer disputa já toma dois lados opostos, a manipulação não os permite chegar a um equilíbrio de opiniões.
Uma pessoa que muitos taxam de antiquada, sabe amar de verdade!
Já uma pessoa "moderna" te trata como um pedaço de carne!
Não quero outra além de você,
Não quero nada além de você,
Não quero ser anarquista se eu não puder ter você,
Não quero ser punk se eu não puder ter você,
Se eu não tiver você então não poderei ser nada,
Não posso ser contra a hierarquia se você manda em meu coração,
Não posso ser contra o fascismo se você me domina,
Não posso ser contra as religiões se você é minha Deusa,
Eu quero você mais do que qualquer coisa,
Quero você mais do que o fim do patriarcado,
Quero você mais do que uma revolução,
Quero você mais do que o fim do capitalismo,
No final quero você mais que tudo,
E não te quero longe nem por um segundo.
Sabe o que dói? Que, devido às novas circunstâncias, percebo que o pouco que eu aceitava e recebia era, para mim, o suficiente para ser feliz. Muitas vezes, nos apegamos ao mínimo porque acreditamos que é tudo o que merecemos ou tudo o que podemos ter. Mas a vida tem um jeito de nos mostrar que, talvez, estávamos nos contentando com menos do que realmente precisávamos.
Que os créditos do medo se desfaçam no ar. Você, protagonista de sua própria epopeia, sente o renascer em cada articulação, a leveza fluir. Não é o fim, mas o verso inaugural de uma canção de vitalidade. Que sua força seja a tinta e a liberdade, a mais sublime obra-prima.
Sociedade X Indigentes
Os ébrios que andam pelas ruas de alguém
Cantando as músicas que não ouvem
Ouvindo os que falam sem língua e virgulas
Partindo para lugares que ninguém vai e virá
Desbravar o estado de suas mentes retidas
Ao tempo dos relógios, humanos de ternos
Olhando em pulsos vazios, sem alma e vida
Como aqueles esfomeados, ponteiros de vossos dias
São os atenuadores da saudade
Os amigos do esquecimento
Apoiadores convictos do real
O acaso de pessoas indigentes
Conhecem a mentira e a verdade
Não previnem o manhã "raquítico"
Pouco reagem ao descuido da tempestade
E desde sempre é a maioria que existe
Para nada existir, em motivo do povo
Pardal
Enxergo a tudo, menos a mim
Faço cartas perdidas ao retalho
Amasso, rasuro, agoniando aqui
Jurando parar — sou delas tão fácil
Rasguei minhas palavras ridículas
Em pedaços caros de cetim e cedro
Valha, meu Deus, como viver assim?
Qual o sentido da vida estando cego?
Foi apenas o que me resta partir
— restando ver a quem prometeu
E jurou viver por mim, se esvaindo
Em meus palcos, lamento abraços
Chorei tempestuoso a foto
Não sou pobre, ao engano, agia
De olhar os olhos seus, poéticos
Mudam a história de minha vida
Promessas falam, gestos desmentem. E tudo que parecia firme, afunda no tempo. Já não espero nada, só se observo. O que for real, que se prove em silêncio.
Tudo o que sou, alguém já foi. Mas ninguém foi eu com tanta verdade. E se você me entender, não será com os sentidos mundanos — será com a parte de você que talvez se perdeu,
mas ainda vive…
e grita pelo mesmo
Funeral é um treco doido. Basicamente um monte de pessoas se reúnem ao redor do corpo pra olhar e confirmar que o morto morreu.
