"A troca da Roda" Bertolt Brecht

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⁠Entre risos e lembranças, a roda de amigos vira máquina do tempo — e a nostalgia dança com a saudade.


Eduardo Santiago

Aos que hoje estão no alto, convém lembrar: a roda da vida gira. E, quando ela gira, ninguém permanece para sempre no mesmo lugar.

Em carro de Maria Gasolina não roda álcool; só whisky!

O pneu do meu carro furou, passei no borracheiro, ele tirou a roda, fez o conserto e colocou a roda no carro!!!
Perguntei quanto era e ele disse 25,00 reais, eu dei 30,00 reais a ele, ele ia devolver o troco e eu disse: pode ficar com o troco, ele me olhou e disse: Porque isso?
Eu respondi: Você trabalhou nesse sol, com esse calor, fez um trabalho bem feito, é por isso que dei o troco a você, ele me olhou com a cara fechada, deu o troco na minha mão e disse: Não preciso de esmola!!!!
Saí tão desolado daquele lugar, porque tanto orgulho pensei!!!

O homem inventou a imprensa...
o homem inventou o telefone...
o homem inventou a roda...
o homem inventou a lampada...
o homem inventou a religião...
o homem inventou a igreja...
o homem inventou o céu e o inferno...
e por tabela ,inventou " Deus".....

A vida é uma enorme roda-gigante, você pode estar em cima e eu estar embaixo, mas no meio a gente sempre se encontra.

Não empurre quem já está caído, lembre-se, a roda gira.

A roleta vai girando
Qual roda da vida
Um conto de fadas
Uma Estrada Florida
ou Caminho difícil
Lamacento
Tudo é vida
e nada funciona
Cem por cento
Se não choverem flores
No teu caminho ruim
Faça acontecer
Mesmo assim
A vida é e sempre será
Uma jóia muita cara
Mas alguns de nós
Precisam saber
A maneira correta
de a lapidar
Um dia a roleta pára
No início
ou no fim
E tudo que restar
Medos e segredos
Guardados e esquecidos
Sob a égide de uma lápide
E, talvez
Algo muito bonito
Esteja escrito ali.

Edson Ricardo Paiva

Roda-viva mortal

Demétrio Sena - Magé

Mais do que nunca (ou então do que sempre), a sociedade como um todo sofre, sendo vítima de quem um dia foi sua vítima inicial: por desamparo, preconceito, arrogância e negligência. Mas a sociedade jamais aprende: continua fazendo vítimas que sempre voltarão para fazer da mesma, essa vítima de quem ela faz vítima e logo depois se torna. Isso é uma interminável roda-viva mortal.

É algo notório e sociológico: existem tanto a vítima estrutural (inicialmente o lado mais frágil) quanto a vítima retroativa ou por estorno (vítima da primeira vítima), numa disputa insana que as torna vítimas rotativas uma da outra. Trocar o conceito ou contexto de vitimado por vitimizado não cabe a nenhuma das margens. Muito menos à margem que, desde sempre, já é mesmo marginalizada.

No fim de tudo, a sociedade é sua própria vítima, porque sempre viveu dos guetos que ela produz. Os guetos criam sub-sociedades à margem dos olhos majoritários e se organizam. De vítimas, tornam-se algozes, fazem vítimas onde se tornaram e jamais conseguiram se libertar: são vítimas terminais das próprias vítimas que são, enquanto seguem tentando ser algozes de seus algozes iniciais.
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Respeite autorias. É lei

Como escapar da Roda de Samsara? Faça uma bicicleta com a Roda e siga com ela para o Nirvana.

Não é na roda de amigos, nem no convívio familiar, nem na presença de pessoas que se descobre como você realmente está; quem você realmente é é na companhia solitária de si mesmo.

A roda da vida só gira quando estamos em equilíbrio consigo mesma. Natalirdes Botelho

⁠Tome muito cuidado, que não é brincadeira, na roda da fogueira e nem nas danças na poeira, o encanto roda a saia , a acordeom e o violão, domina a emoção, e nesse ato sagrado nosso amor será consumado.
Salve meu povo Cigano do Oriente do meu coração.

Estude um assunto o suficiente para ficar calado quando o mesmo é citado em uma roda de amigos.

Na roda da vida, seja um bom capoeira. Aceite as rasteiras, saiba se levantar.

"Não culpe a roda-gigante pelos seus altos e baixos. Pergunte-se: por que você continua indo ao parque de diversões?"

A Roda D´água 
E ali estava ele a observar, com um olhar profundo e quase a chorar,
Olhava para uma grande roda que um velho rio pôs-se um dia a girar.
O rio girou a roda, a roda fez a vida brotar, e a vida pôs-se a cantar
Sinfonia que muitos, de tão rotineira, deixaram de apreciar.


E ali ele pôs-se a questionar: quanto tempo demora o rio a secar?
Talvez dias para uns, anos para outros, mas nada tão secular.
O que se via ali era a doce água, frágil, tentando se fazer passar,
Como sem preocupações de quando da montanha pôs-se a desmoronar.


E ali ele pôs-se a admirar: nem as estrelas conseguem te apagar!
Mas a roda aos poucos silenciava, como se de repente fosse desapegar.
A água tímida e sem força sabia, mesmo sem querer, é hora de parar.


E ali pôs-se ele, mesmo relutante em ver que o rio se foi, era hora de chorar.
O rio foi secando e deixando muitas lembranças das quais nem devo falar.
Ele se foi, mas em seu último instante, girando a roda, fez todos acordar.    
                                                          TF

Caminhando firme construa sua trajetória
Na roda da fofoca você não muda sua história

Nunca despreze ninguém, pois a roda da vida gira constantemente para todos.

A Roda Gigante da Vida
(Agendando o amor!)


Não tive tudo o que queria.
Mas tive tudo o que precisava.
Hoje sei que não acordamos simplesmente um dia e decidimos imitar alguém.
Não.


Vamos fazendo isso todos os dias.
Mesmo sem querer.
Mesmo sem perceber.
Vamos nos espelhando no outro, em cada atitude, em cada palavra, em cada escolha, em cada ação.


E, talvez, seja por isso que os nossos pais nunca vão embora completamente.


Eles continuam em nós.
No jeito como amamos.
No jeito como cuidamos.
No jeito como educamos.
Até mesmo nas coisas que fazemos sem perceber.


Naquela semana em que meu pai foi para o outro lado — um outro lado que, na verdade, é bem ali —, aconteceu algo que hoje considero um presente.
Sem saber que o tempo estava acabando, em uma ligação, eu me declarei para ele.
Falei.
Disse tudo aquilo que talvez já soubéssemos, mas que precisava virar palavra.
Precisava ser ouvido.


Falei da distância.
Da saudade.
E disse que, um dia, nada mais iria nos separar.
E, no final daquela semana, foi exatamente o que aconteceu.
Não existia mais distância entre nós.
Logo, não haveria mais ausência.


Ele não era perfeito.
Ninguém é.
Mas, quando se ama, ama-se por inteiro.
Não se ama apenas a parte bonita.
Não se colocam os defeitos para debaixo do tapete.


Ama-se a história completa.
Com acertos.
Com erros.
Com imperfeições.
Com tudo aquilo que faz alguém ser quem é.


E não havia remorso.
Talvez faltasse uma ou outra coisa que eu ainda não tivesse feito.
Não por orgulho.
Por “agendamento”.
Eu havia deixado algumas datas na minha agenda da vida.


Mas a vida não funciona assim.
Não podemos brincar com o destino.
Porque o destino é improvável.
Não podemos esperar que o outro amadureça, que enriqueça, que chegue ao topo de algum lugar qualquer, para então vivermos aquilo que queremos viver.


Porque, no final, nada disso importa.
Às vezes, você quer entregar um castelo de neve.
E o outro só precisa de um boneco de areia.


E, enquanto você espera o momento perfeito, pode estar simplesmente adiando a felicidade.
Agendando o amor.


Deixando para depois um abraço.
Uma palavra.
Um “eu te amo”.
Um encontro.
Uma presença.


E a vida não assina compromissos com a nossa agenda.


Tudo tem um ciclo natural para seguir.
E ele segue.
Mesmo vazio.
Mesmo ferido.
Mesmo quando não estamos preparados.
A vida segue seu curso.
Mesmo quebrada.


É matemática.
É física.
É como uma roda-gigante:
ela pode diminuir a velocidade, mas não pode permanecer parada.


Talvez seja por isso que hoje eu faça tantos brinquedos para os meus filhos.
Talvez eu esteja tentando, sem perceber, devolver ao mundo um pouco do que recebi.
Talvez seja por isso que ainda escrevo.


Para transformar lembranças em palavras.
Para transformar saudade em história.
Para transformar aquilo que vivi em alguma coisa que possa tocar alguém.


Porque, no fim, somos um pouco de tudo aquilo que recebemos.
E também de tudo aquilo que escolhemos oferecer.


Meu pai me deixou muitas coisas.
Algumas cabem nas mãos.
Outras, não.


Deixou lembranças.
Deixou ensinamentos.
Deixou exemplos.
E deixou, principalmente, uma parte dele em mim.


Talvez seja essa a verdadeira herança dos pais:
aquilo que permanece quando eles já não podem mais estar fisicamente ao nosso lado.


A todos os pais.


Principalmente aos que refletem bondade.
Aos que ensinam pelo exemplo.
Aos que constroem castelos, mesmo que sejam de madeira, de areia ou de sonhos.
Aos que plantam árvores sem saber quem um dia descansará à sua sombra.


Aos que amam.
Aos que cuidam.
Aos que deixam raízes.


😍 Feliz Dia dos Pais, mães, avós, tios... 😍