"A troca da Roda" Bertolt Brecht

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⁠A Serra da Tiririca 
com o véu do inverno
parece uma noiva antiga
vestida de névoa e silêncios
guardando segredos 
nas dobras da manhã...

As pedras úmidas
respiram memórias
de passos descalços
de cantos de passarinhos 
escondidos sob mantos 
de bruma...

As árvores, imóveis
rezam com os galhos 
para o céu cinério...
E o vento?! 
Ah o vento!
Sussurra lendas e versos
que só o poeta entende....

Ali   
o tempo se curva
como o tronco velho 
de um ipê adormecido...
e a alma da serra
embebida de inverno
abraça quem se atreve 
a escutar sua poesia muda...
✍©️ @MiriamDaCosta 

Inserida por MiriamDaCosta

⁠Julho é o mês de #Nanã 💜

💜Sou de Nanã 
sou barro moldado com reza
sou sopro de tempo
soprado com fé e firmeza...

Carrego no peito 
a memória do mundo submerso
onde palavras não alcançam 
onde apenas a alma sente...

Sou de Nanã 
eu não me iludo 
com brilhos fáceis 
escolho o brilho fosco
das verdades profundas...

Sou de Nanã 
e toda vez que o mundo 
se cala
eu escuto...

Sou de Nanã 
e toda vez 
que o mundo 
corre
eu paro...

Sou de Nanã 
e toda vez que tudo 
parece acabar
eu recomeço...💜
Saluba Nanã!!!
✍©️@MiriamDaCosta 
📸 #Google Imagens

#EscrituraCriativa #Poesia #Versos 
#Umbanda #Axé #Orixás

Inserida por MiriamDaCosta

⁠O céu cinério de Niterói 
na manhã invernal
descansa sobre a baía 
como um manto de silêncio...

As nuvens espessas 
e pacatas
carregam consigo 
o verso das saudades 
guardadas...

Lá à frente 
o contorno do MAC
esconde a sua exuberância 
na névoa que sobe
como o suspiro antigo 
de linhas e curvas 
do seu Arquiteto...

Em Niterói 
cada sopro de vento 
traz o aroma do mar
e uma melancolia doce
como se o tempo 
estivesse suspenso
em vôo lento
na Ponta das gaivotas...

É um inverno 
que não gela a pele
mas aquece a alma 
num instante poético 
de contemplação...
✍©️ @MiriamDaCosta

Inserida por MiriamDaCosta

⁠Há muitas pessoas alfabetizadas, diplomadas, mestradas e até doutoradas, mas... há poucas Almas com Educação.

Inserida por MiriamDaCosta

⁠Há muitas pedras 
no caminho da vida 
mas...
também há flores ...

Olhai as flores no caminho
nas trilhas 
e entre as pedras...

Sim! Há beleza 
mesmo entre as dores...

Olhai as flores no caminho
nas trilhas 
e entre as pedras
rompendo o impossível
e brotando ternura 
na aridez dos dias...

Flores que sabem 
do peso do chão
mas ainda assim 
se oferecem em cor...

Sim! Há espinhos
mas há perfume...
Há tropeços 
mas também 
mãos estendidas...

E às vezes...
é entre os escombros
que florescem 
as mais raras esperanças...

Por isso
não olhe somente 
para os pés feridos...
Erga os olhos!
Há poesia 
até no chão que sangra...

Há flores 
que nascem no silêncio
sem testemunhas
sem aplausos
mas...
com a dignidade das auroras...

Crescem tímidas 
entre os calos da terra
como quem insiste 
em acreditar no sol
mesmo sob nuvens densas...

Flores que curam 
sem palavras
que falam com cor
com cheiro
com presença
mesmo distante...

E há quem passe depressa 
e não veja...
E há quem
cansado, se ajoelhe 
para respirar sua beleza...

Entre pedras e flores
a vida vai ensinando
que a dor e a delicadeza
podem caminhar 
lado a lado...

Que um passo 
entre espinhos
também pode 
tocar o milagre de viver
e acreditar na poesia da vida...

Porque há milagres 
escondidos nas frestas
na sombra úmida 
das pedras esquecidas
no gesto silencioso de uma flor
que insiste em florir 
onde nada deveria nascer...

A vida não é só caminho
é travessia...
É ferida e flor
queda e renascimento...

E cada flor 
que rompe a dureza da rocha
é um grito mudo de resistência
um sussurro da alma dizendo:
- Sobrevivi! ...

E se há dor no chão 
que trilhamos
há também beleza 
no olhar de quem vê...

Então...
olhai as flores 
no caminho!

Recolha a sua coragem
beije com os olhos 
suas delicadezas e segue 
mesmo que com os pés sangrando...

Pois onde há flor
há esperança
e onde há esperança
há caminho e poesia ...
✍©️@MiriamDaCosta

Inserida por MiriamDaCosta

⁠Eu sinto saudades
daquele tempo
em que eu lambia
a colher de pau
com resquícios
da massa de bolo...

Eu sinto carência
de uma fatia
do bolo da infância
que ficou alí
apagada no sopro de
um desejo infantil...

Mas...
eu ainda sinto viva
a presença daquela menina
acanhada
que brincava de escrever versinhos perfumados de meiguice...
Ela sobrevive em mim!...
✍©️ @MiriamDaCosta

#EscrituraCriativa #Poesia #Versos #Pensamentos

Inserida por MiriamDaCosta

⁠Eu não debato com os direitistas extremos e nem com os evangélicos fanáticos!
Qualquer forma de extremismo e fanatismo não possui prerrogativas e afinidades para um debate com bom senso e respeito, está a anos-luz distante. 
Eu não respondo, não discuto, simplesmente ignoro as palavras ditas ou escritas com intuito de provocação, não porque não tenho argumentos , mas simplesmente porque mantenho uma certa distância higiênica 
do que possa ser nocivo para o respeito do meu bom senso, porque discutir com extremistas e fanáticos é como altercar com 
paredes... 
Mantenho uma certa distância higiênica , mas sem deixar de observar e refletir sobre os vários extremismos e fanatismos da humanidade. E essa minha prerrogativa é a maior forma de respeito que tenho diante do que mantenho essa distância...
 Será que entendem?!!... 
Difícil, né?!!...
✍©️ @MiriamDaCosta

Inserida por MiriamDaCosta

⁠Quem zomba
e humilha sorrindo ...
zombado
e humilhado chora.

Inserida por MiriamDaCosta

⁠Fortaleza dos Silêncios

Nessa frágil vitrine de berros
deve ter uma fortaleza
que protege os silêncios…

Um refúgio oculto
onde as palavras
se despem de vaidades
e os ecos se recolhem
ensimesmados....

Ali
o grito não entra
bate e se parte 
feito vidro contra rocha...

Ali
mora o que não se diz
mas se sente:
a dor que não 
se esconde
mas se cala...

Uma muralha de ausência
sustenta a presença
do que é verdadeiro demais
pra ser berrado...
✍©️ @MiriamDaCosta

Inserida por MiriamDaCosta

⁠Meu diálogo com o Tempo

Falo com o Tempo
como quem costura cicatrizes
com fios de silêncio
Ele me escuta
com os ouvidos de antes
e os olhos do que ainda virá...

Às vezes
Ele me responde
em rugas poéticas
ou
em brisas madrugais..

Noutras
apenas me olha passar
como se eu
fosse uma estação
ainda à se definir
entre o ontem, o hoje
e o que ainda virá...

Já tentei silenciar o Tempo
mas Ele tem a língua das marés
a voz dos calendários vencidos
e dos sonhos por vencer...

Inserida por MiriamDaCosta

⁠Bom dia a @todos!
É vergonhoso ver no poder público tanta imoralidade política ! Uma política podre desde o DNA de suas intenções até a essência de sua alma. E é terrível ver tantos seguidores da ignorância, militantes do mal e torcedores do anti patriotismo.         
✍©️@MiriamDaCosta

Inserida por MiriamDaCosta

⁠O Inverno vem pincelando 
a Região Oceânica
de cinéria paisagem
inspirando silêncios 
que se alongam
como brumas na enseada...

As árvores sussurram 
memórias poéticas 
nas folhas que não caem
mas se encolhem no frio
esperando o lume 
do sol tardio...

O mar 
austero e cinzento 
reflete nuvens em meditação
e as pedras da praia calada
guardam segredos
em oração...

Nesse palco 
de frios e ventos
a alma caminha descalça
colhendo versos
no sopro gelado 
da manhã cinéria...

Cada passo ecoa
nas calçadas 
úmidas e vazias
onde os ventos 
riscam arabescos
na superfície da nostalgia...

A Serra da Tiririca
velada no mistério 
traz no dorso 
a bruma espessa
como se fosse 
um manto antigo
tecido com a lã da saudade...

E há beleza
nessa ausência
de cores vivas
de vozes altas 
há poesia no incolor
na respiração contida
do inverno que acaricia
com mãos frias 
e delicadas...

✍©️ @MiriamDaCosta

Inserida por MiriamDaCosta

⁠O Holocausto moderno

Israel
com o aval escancarado 
de seus aliados
passou de vítima 
à carnífice...

E o mundo
segue indignado
assistindo passivamente
o que pensávamos
ser um triste fato histórico
mas que se revela atualidade
nos esqueletos ambulantes
de crianças e adultos
implorando alimento e cuidados...

Enquanto isso
os céus se calam
as potências discursam
e os corpos se empilham
em silêncio...

As câmeras registram
mas não salvam
As vozes se erguem
mas não cessam o fogo
As lágrimas transbordam
mas não lavam o sangue
do cinismo diplomático...

Choram os muros
gritam as ruínas
desfazem-se os brinquedos
nos braços inertes
de uma infância que
não teve o direito de ser...

É genocídio com permissão
é massacre com retórica
é a História sendo assassinada
pela própria memória...

E eu 
impotente 
grito em versos
porque não sei matar
mas também 
não posso calar
diante da barbárie...

Que a palavra
fira mais 
do que o silêncio
E que a minha poesia
seja trincheira
testemunha
e luto...
✍©️#MiriamDaCosta 
 

Inserida por MiriamDaCosta

⁠Perguntei a História da humanidade
onde ficaria Auschwitz...

Ela
incrédula e com os olhos marejados
apontou para a Faixa de Gaza...

Disse-me que a dor dilacerante
o sabor da fome
e o fedor da morte 
mudaram de endereço
mas carregam o mesmo nome
extermínio...

E que os gritos
sufocados
pelas ruínas e pelo medo
seguem ecoando
no mesmo idioma
da barbárie...

✍©️@MiriamDaCosta

Inserida por MiriamDaCosta

⁠"Os escolhidos"

O povo escolhido por Deus?!
Quanta arrogância 
em se acharem 
escolhidos por Deus!!!...

Que raio de Deus será esse
que permite 
aos seus supostos escolhidos
serem os protagonizadores 
de genocídio?!!...

Será um Deus 
surdo aos gritos 
das crianças?
Cego às ruínas 
onde jazem 
sonhos esmagados?!...

Um Deus indiferente 
ao sangue que escorre 
sob bandeiras e promessas?!...

Ou será que esse Deus
foi sequestrado 
pela vaidade dos homens
que o moldaram 
à sua imagem bélica
para justificar 
domínios e massacres?!...

Escolhidos...
mas para quê?
Para plantar dor 
e colher silêncio?
Para carregar armas 
em vez de compaixão?!...

Se esse é o Deus dos escolhidos...
prefiro caminhar 
com os esquecidos
que morrem com dignidade
do que viver entre os que matam
em nome de uma fé manchada...
✍©️@MiriamDaCosta

Inserida por MiriamDaCosta

⁠25 de Julho 
*Aniversário da #ABL-Dia Nacional do Escritor*

Ode ao Escritor

Abençoada é a mão do escritor
que faz da palavra
um lume na escuridão
que costura silêncio e sonho
em versos de redenção...

É ele quem dá voz
ao que o mundo cala
quem ouve o sussurro 
do tempo
e escreve com a alma 
aberta, ferida 
e farta de sentir...

Do caos
ele tece sentido
do amor
faz abrigo
do medo
um poema
do instante
eternidade...

Semeia letras no papel
como quem planta futuro
cada frase 
um sopro de mundo
a germinar consciências...

Escritor
guardião da memória
alquimista do verbo
voz dos que 
não puderam falar...

Neste dia
reverencio tua coragem
teu ofício sagrado
de transformar 
dor em beleza
e silêncio 
em liberdade...

Parabéns e Gratidão!
✍©️ @MiriamDaCosta

Inserida por MiriamDaCosta

⁠26 De Julho - Dia da Orixá Nanã 

💜 Sou de Nanã 💜

Sou filha de Nanã 
da lama sagrada nasci
com o tempo nos olhos
e o silêncio das águas profundas
a me embalar o destino...
Carrego no ventre
a memória dos ancestrais
o segredo dos pântanos
o eco dos trovões distantes
e a ternura que cura...
Sou lenta como o rio que pensa
e densa como a neblina que cobre a dor...
Meu passo é velho
é sabedoria
é colo de avó que acolhe
e espírito que não se apressa...
Sou filha de Nanã
deusa da criação e do fim
teço com fios invisíveis
o ciclo eterno da vida 
onde tudo começa
e tudo retorna...

Sou filha de Nanã,
e em mim dança o barro da origem
a substância da existência
antes mesmo do verbo ser soprado...
Minh’alma tem cheiro de chuva antiga
meus olhos vêem para além da carne
meu silêncio pesa como bênção
e minhas palavras brotam
devagar como cura...
Sou o portal entre mundos
o lodo que nutre a raiz
o tempo que gira em espiral
a avó que embala o futuro
no colo do passado...
Trago a paciência dos búzios
a firmeza do cajado de osso
e a compaixão que renasce
do que apodrece 
pois tudo
 até a dor
tem sua flor na lama...
Sou filha de Nanã
e caminho 
com passos de eternidade
sabendo que cada morte
é apenas um outro nome
para recomeço...

Sou filha de Nanã
e minha pele carrega o pó das estrelas
misturado ao húmus da terra
Sou feita de ontem
sou feita de sempre
sou feita do que não morre...
Na palma da minha mão
repousam mistérios antigos
o sopro do mundo
quando ainda era ventre
o primeiro choro
do que viria a ser gente...
Falo com os ventos
que cruzam os manguezais
ouço a saudade do tempo
no coaxar das rãs
e entendo os silêncios
como quem lê oráculos...
Sou filha de Nanã
e ando entre os vivos
com os pés de quem sabe
o caminho dos mortos...
Mas não temo 
carrego em mim a luz lilás
que me guia mesmo na escuridão...
Tenho em meu peito
o tambor do mundo
e no meu olhar
o reflexo do espelho
onde o tempo se penteia...

Sou filha de Nanã
e meu corpo é altar de calma
cada ruga que um dia terei
já vive em mim como promessa
cada perda já me prepara
para a colheita mais profunda...
Sou quem recolhe o que caiu
quem vela o que se parte
quem canta para embalar
o fim que anuncia o recomeço...
Meus braços foram feitos
para envolver tormentas
meus olhos para enxergar
o que não cabe na luz do dia...
Sou a noite que consola
o luto que ensina
a transformação que silencia...
Na beira do pântano
planto segredos com fé
e mesmo sem pressa
sei que tudo germina
sob o olhar de Nanã...
Sou filha da lama
da vida espessa e viscosa
que molda o espírito em paciência
e quando danço,
a terra respira mais devagar...
Sou filha de Nanã
e em cada passo que dou
carrego a força mansa
de quem sabe que a eternidade
não se alcança correndo 
se cultiva...

Sou filha de Nanã,
e meu destino 
não se escreve com pressa
ele se desenha
no fundo das águas paradas
onde moram os reflexos
do que já foi
e do que será...
Carrego no peito
a memória do mundo submerso 
onde palavras não alcançam
onde apenas a alma entende.
Sou barro moldado com reza
sou sopro de tempo
soprado com fé...
Minha fala é murmúrio
de quem conhece o silêncio
minha força é de raiz
que se agarra ao invisível...

Sou filha de Nanã
e por isso não temo a morte
ela é só outra veste
outra dança
outra travessia...
trago no meu ventre
a semente do renascimento
e nos meus cabelos
o orvalho do tempo antigo...
não me iludo com brilhos fáceis 
prefiro o brilho fosco
das verdades profundas...

Sou filha de Nanã,
e toda vez que o mundo se cala
eu escuto
toda vez que o mundo corre
eu paro
toda vez que tudo parece acabar
eu recomeço...
Saluba Nanã!!! 💜
✍©️ @MiriamDaCosta 

Inserida por MiriamDaCosta

⁠O sedentarismo cognitivo 
está cada vez mais epidêmico
e a atrofia do pensar
um dado de fato sistêmico...

Há cérebros imóveis
como corpos no sofá 
deitados nas certezas
e afogados em telas
que piscam e calam...

Pensar cansa
sentir dá trabalho
imaginar é perda de tempo
num mundo que lucra 
com a pressa
e com a distração contínua...

Mentes antes acesas
hoje pisoteiam o ócio criativo
com rotinas programadas
para não questionar...

A palavra vira ruído
A dúvida um defeito
O silêncio um incômodo...

E o pensamento 
atrofia em repouso
sem uso
sem impulso
sem pulso...

Mas o cérebro
Ah! 
O cérebro precisa dançar
com ideias novas
quer sangrar versos
errar teorias
enlouquecer de beleza 
e de dúvida...

O cérebro necessita sentir 
sede de perguntas
não se embriagar 
com respostas prontas...

O perigo 
não é a ignorância
é a inércia
é o conforto da mente 
anestesiada
pela repetição...

Despertar dói
mas viver em coma
é o fim do pensamento
e da sua poesia...
✍©️@MiriamDaCosta

Inserida por MiriamDaCosta

⁠Existe uma total escassez cognitiva nesses indivíduos, que vivendo num regime democrático, defendem em plena liberdade 
os princípios da ditadura 
e se contradizem ao refutar os da democracia.
Vai entender esse estranho fenômeno?!!..
Da séria série: "Nem Sigmund Freud explica". 
✍©️ @MiriamDaCosta

Inserida por MiriamDaCosta

⁠Todos querem falar
poucos querem ouvir
menos ainda 
querem pensar..

A escrita não grita
mas incomoda 
em silêncio..

Falar 
virou esporte 
de egos...

Escrever é resistência
é recusa à pressa
à histeria
ao espetáculo...

Quem lê
 pausa
Quem escreve
sobrevive...
✍©️@MiriamDaCosta 

Inserida por MiriamDaCosta