Novembro azul
A Amazônia Azul
O encontro das águas
doces e salgadas
no Oceano Atlântico
encantam o meu
coração romântico,
A Amazônia Azul
tem alcance
do Norte ao Sul
e sempre inspira
a lembrar que ali
abriga encanto e poesia.
Carregadas pela ventania
desta tarde azul pela metade
as flores se desprendem
do Ipê-bicolor-damasco
e vão formando um tapete
para mostrar que é por
este caminho que o amor
de mãos dadas comigo
irá passar quando prontos
estivermos para o destino
no mesmo passo nos alinhar.
Ainda espero por dias
de Céu de Cianita Azul,
Para que eu possa ser
ainda mais poética,
mergulhar na mística
do meu Hemisfério Sul
e audaciosamente
entrar na sua mente
e ocupar o seu coração.
Peço que me leve
para que eu possa
ver a Ararinha-azul
solta na Caatinga
e onde eu de fato
possa ser infinita.
Flores de Ipê-tabaco
poético cobriram
os meus cabelos
nesta tarde azul,
Tenho orgulho de ter
nas veias o sangue do Sul.
Ipê-pardo esplendente
nesta tarde azul
no meu amado Sul,
Não há nada na vida que
me faça desta minha vida
poética desistente,
Porque de ti tudo tem sido
o tempo todo poesia em mim.
Morpho Helenor Cramer,
linda borboleta azul
voando livre pelo Esequibo
é ali que nasce o Sol
da sua terra e do seu destino.
Eu sou filha orgulhosa
da nossa Amazônia Azul
deste Atlântico Sul
onde está sagrada
a minha absoluta poesia
pela rota infinita
dos povos do Sul Global
que me ilumina e guia.
Ibirapitangas floridas
esbanjam nesta
manhã azul poesias
na Mata Atlântica
da nossa Pátria Romântica.
O cretone do destino
foi nos unindo fio a fio
nesta imensidão azul,
Vamos juntos celebrar
num distante paraíso
onde somente dois
cabem num mar imenso
e brilhante tal qual
a água-marinha lapidada
na jóia mais fina .
Pelo amor que o céu
tem pela nossa união,
Pelo azul turquesa do mar
mais paradisíaco,
Jamais deixarei o orgulho
que sinto do nosso amor bonito.
O azul tem
sido o sinal
nos rostos
e braços
a oposição
por quem
fala em
cessar
a usurpação.
Com essa
gente dá
para ver que
o General
não tem
nenhuma
ligação,
ele não é
partidário
da traição,
foi preso
em uma
pacífica
reunião
e nunca
mais obteve
a libertação.
Da Aporrea
já consegui
perceber
que não
há mais
silenciação,
Há mais
de seis
dezenas
de jornais
em igual
situação.
Um vereador
foi morto
sem direito
a comoção
do exterior,
Dirigentes
oprimidos,
Parlamentares
perseguidos,
Há mais
de mil
presos
políticos
E nada disso
tem feito
nenhum
sentido
na Pátria
do libertador.
Do estado
físico
do General
na prisão
não ouço
e não vejo
ninguém
falar
nenhum pio;
Recrudesceu
a tortura
contra
o Capitão
de Navio.
Domingo
Domingo de manhã,
dia bonito e de céu azul,
Dia de acordar abraçadinho
e de ficar na cama com
o meu amor mais um pouquinho.
Deus ensinou a gratidão
criando a gralha negra,
e a cobrindo com o seu
manto azul como reza
a antiga lenda gentil
deste nosso amado Sul;
Quem dera ser uma
Gralha-Azul enterrando
pinhão e morando
entre as araucárias,
e longe de gente que não
sabe preservar nada,
e tampouco sabe plantar
paz e amor no coração
preferindo viver num
mundo sem reconciliação.
Como poetisa da América do Sul
no giro do relógio astronômico
sob o atlântico céu azul,
aguardando pelo fino hipnótico
do teu profundo amor
que hei de louvar e devotar
com todo o meu candor
de quem conhece a rota
para onde as estrelas
serão sempre mais visíveis.
O teu amor é o poema
azul claro como o céu
em dia de tempo aberto,
Eu sei que o teu peito
é o meu endereço certo,
e é por isso que te trago
as poesias das sete cores
e cubro os teus passos
com pétalas de flores.
Rodeio sob os efeitos
O tempo ainda
me preocupa,
as flores do céu
deram a sua
trégua azul:
Eu sou poeta
e moro no sul.
A tempestade
de terça para
quarta deixou
muitos danos
na parte urbana
por nossa cidade
aqui no belo
Médio do Itajaí.
O barro ainda
está marcando
o paralelepípedo
romântico,
A dor por quem
partiu também
me pertence.
Mais de um
coração partido
mesmo em clima
de reconstrução
e em busca
dos pertences,
uns estão esperançosos
e também tristes.
Sinto por quem
tudo na vida
perdeu da noite
para o dia,
e isso não tem
nada de poesia;
estamos entre
a nostalgia
e a melancolia.
De olhar para
o alto nunca
me canso,
e de saudar
até a mais
miúda capoeira
do barranco.
Rodeio está
sob os efeitos
da tempestade,
das marcas
que na alma
que talvez
nem mesmo
o tempo sare
e o olhar com atenção.
No azul do céu,
azul do mar e no azul do Lápis-lazúli,
Sempre unidos no amor,
buscando caminhos profundos
para o cotidiano reinventar, Conquistamos vitórias
que hoje estamos aqui para celebrar.
