Herta muller
Vixe! Será que já está começando o filme da minha vida?!...
""" Aqui quase chego a jurar que isto não é chilique poético!... Geeeente! Acabo de sofrer mais um daqueles meus já conhecidos embora quase sempre inapropiados "ataques" de nostalgia, desta vez perigosa e tristemente agravado por nuances de mental e espiritualmente abatedora melancolia.
- Olha, só! Como isto dói... Dói, dói, e mais ainda dói, que quaisquer demais sofrimentos interiores que nos possam acometer em nossos humanizadores e diuturnos enfrentamentos sentimentais...
...Quando, cá com meus velhos botões confidentes, sei, isso bem sei, que tal dilacerante dor interior vem me fazer lembrar que minha vida afetiva e social (sem aqui listar todas as minhas demais assimmeioassim proibitivas facetas sentimentais vitais...) começou a submergir num lodaçal de merda não fedorentamente cagada, tão logo e paulatinamente - sem dar-me conta da psicológica gravidade das situações - fui aceitando determinadas imposições de praticamente todos que me rodeavam, e assim afastando-me gradativamente dos meus próprios gostos, livres escolhas e preferencias... principalmente, das poucas pessoas que me eram verdadeiras e desinteressadamente queridas.
Então, com isso cabe-me aqui também lembrar que alguém muito evoluído para seu tempo já disse que, enquanto humanos, somos todos seres políticos e sociais...
- Já eu, este naquinho de gente que verdadeiramente sou, acredito que somos bem mais ainda sentimentais e passionais -
...E assim sendo, mister se faz que façamos tudo que esteja ao nosso alcance para manter sempre espontânea e honestamente fortalecidos os nossos círculos de relacionamentos diretos, independente de possíveis e naturais rompimentos de amizade entre os demais amigos do grupo.
Cuidemos da nossa saúde física, mental, espiritual e relacional. """
Armeniz Müller.
...Oarrazoadorpoético.
"Muitos dizem que para ser forte e enfrentar seus medos, basta acreditar em si mesmo, mas não é assim, é preciso muito mais que isso"
Se eu não puder te esquecer
Mando dizer numa flor,Quando você sussurrar
Meu coração vai te ouvir,e quando você me esquecer ficarei olhando para as estrelas e vendo o brilho delas como vejo dentro dos seus olhos para nunca te esquecer
Fatores impulsionadores!...
Amor, fé, esperança e força de vontade!
Aqueles que forem divinamente agraciados
por estes três atributos vitais...
Já de largada terão bem mais da metade do necessário...
Para a cura das suas moléstias!
...Ou solução definitiva dos problemas circunstanciais.
Armeniz Müller.
...Oarrazoadorpoético.
Eu, um mero pensador?!...
Qual proveito humanitário poderia advir do mero pensar, pensar, até quase os neurônios queimarem pensar, mas nenhuma atitude natural ou eficaz jamais tomar em prol de alguém que necessite de nossa ajuda, mesmo que isso seja apenas circunstancial?
E quase assim foi...
Realmente, parece-me que foi ontem ainda...
E eu ali, sentado na minha cadeirinha de jardim
Sob aquele acariciante sol de inverno...
Pensava, pensava, e mais ainda pensava.
Refletia sobre os milhões e milhões e milhões
( quem sabe até mais...)
De seres humanos à beira da miséria ao redor do planeta!
Certamente pessoinhas indefesas em relação a tudo
Que possa representar riscos a sua dignidade humana...
Pessoinhas assim tão desalentadas!
A ponto de nem mais se encorajarem
Sequer a se comunicar com alguém e pedir ajuda...
Então não pude me furtar de concluir
Que alguma atitude precisava ser tomada
Com urgência urgentíssima...
Alguém de muito poder ou fortuna carecia de se comparecer imediatamente de tais pessoinhas sofredoras!
Alguém sim, mas quem?
Será que eu mesmo poderia vir a ser útil a elas de alguma maneira,
enquanto ali permanecesse confortavelmente sentado na minha cadeirinha de jardim debaixo daquele acariciante sol de inverno?
Eu mesmo, debilmente, começava já a entender que não podia aceitar simplesmente ficar ali na minha cadeirinha a pensar, pensar e mais ainda pensar...
Quase já me afogando em minhas vãs boas intenções, comecei a sentir desconfortáveis comichões!
Comichões que não eram provocados pelas ágeis e produtivas formiguinhas do meu florido jardim...
Quando mais triste ainda é saber que bilhões de seres resfolegantes também estão vivendo uma vida melhor, e poderiam estar assim como eu, apenas e tão somente pensando, pensando, sem tomar nenhuma atitude eficaz para ajudar a resolver tamanha delicada situação de risco a própria humanidade daquelas sofridas pessoinhas.
Pensar, pensar, pensar e tão somente lamentar a má sorte alheia,
sem tomar uma atitude sequer para aliviar seu sofrimento...
...Ou ao menos tentar ajudar alguém a se reerguer, mesmo sofrivelmente, para uma vida melhor?
Foi então que alguém balbuciou algumas palavras em frente ao meu portão:
- Será que o senhor pode me ajudar com qualquer coisinha, pelo amor de Deus?
Imaginem que atitude eu deveria tomar, justo naquele momento em que eu tanto pensava nas milhões e milhões de pessoinhas passando fome ao redor do planeta...
Será que aquela judiada pessoinha, em sofrível situação de rua, seria uma delas vindo até mim? Então elas não estavam apenas lá nos confins do mundo, como a televisão me fazia crer, mas estavam ali em carne e ossos, mais ossos que carne, tadinhos, também na frente do meu portão?...
Enquanto o sinhozinho se afastava um naquinho mais aliviado no seu alongado sofrimento, lembrei que alguém já afirmou que o céu deve estar superlotado de gente que passou a vida inteira quase se afogando num mar de boas intenções, sem nada fazer concretamente para minorar ao menos momentaneamente as misérias dos que nada têm...
...Ou seria um outro lugar, beeeeeem mais quente que o céu, que estaria assim, apinhado de gente bem-intencionada?!?
Pensemos nisso...
Armeniz Müller.
...Oarrazoadorpoético.
Equilíbrio passional!...
Humanamente falando, tal equilíbrio poderia existir numa disputa ou mútua entrega libidinosamente passional?
Como é difícil manter o equilíbrio em toda e qualquer situação que envolva sentimentos ou libido... Imaginemos então alguém tentando, tentando, e mais ainda tentando manter o equilíbrio mental numa explosiva e espinhenta vida passional...
Caso isso seja possível, e disso eu mesmo duvido muito, como isso poderia ser alcançado pacificamente por um casal sensato?
Afinal, tendo alguém o infortúnio ( qual seria mesmo o antônimo desse termo assustadoramente entristecedor? ) de vir a ter um leão ou uma terrível onça pintada como par, concordemos que esse (a) pobre e desafortunado (a) amante tem o inalienável direito de um dia poder vir a encontrar como companheiro (a) vitalício (a), alguém possuidor de enorme alma translúcida e quase divinamente anjelical. Pois caso insista na situação anterior, não se afastando do iminente perigo de explosão relacional, de uma ou outra maneira estragarão suas vidas, e certamente sofrerão até a morte, essa que assim sendo infelizmente não tardará.
Embora todos os terceiros (os de fora), saibamos antecipadamente como isso costuma acabar, até mesmo porque é notoriamente sabido que a natureza humana é composta por perigosíssimos turbilhões de fogo nos mais profundos recônditos sentimentais das pessoinhas passionalmente apaixonadas... Isso que as impedem completamente de raciocinar e tomar decisões sensatas quando tomadas pelo frenesi das paixões.
Assim sendo, mesmo aceitando serem diuturnamente amparados e ou "paparicados" por um primor de criaturinha anjelical, serão aquelas primeiras criaturas ( o leão ou a onça pintada...) que continuarão mantendo o seu sangue passionalmente fervente e viril até lá pela quarta idade, ou catástrofe final.
Sinto muito...
Armeniz Müller.
...Oarrazoadorpoético.
Num piscar de olhos!...
Significado
(1986)
No poema
e nas nuvens
Cada qual descobre
o que deseja ver.
(Helena Kolody)
Lembrando esse e muitos outros dentre milhares de magníficos textos e poesias da maior e mais amorosa poetisa paranaense de todos os tempos, a saudosa professora Helena Kolody, não pude me furtar de refletir profundamente nos seus ensinamentos.
Assim, mais de uma dezena de vezes relendo seu alertador poema sobre as nuvens a inspirar sonhadores, poetas e amantes, aqui quase autodidaticamente tentei também fazer meu pequeno e humilde ECO com a incomparável mestra.
Assim escrevi:
Num piscar de olhos!...
Seja na formação e agilíssimos movimentos
das brancas nuvens no céu
Ali retratando as mais variadas figuras
Que se nos vão pela mente e coração!
...Bem como no acelerado e inexorável transcurso
de nossas próprias vidas. ..
Podemos perceber
e quase naturalmente alcançar
Exatamente aquilo que física, mental,
espiritual
E voluntariosamente nos dispusermos
a ali enxergar e meticulosamente perseguir.
Mesmo que inicialmente assim,
apenas vaporosas imagens sensivelmente atinadas...
Logo, logo, a depender de nosso mais profundo querer!
Poderão representar belas realidades sacrificialnente perseguidas e conquistadas.
Tais acalentadoras visões mimam e enternecem corações...
Mas consequentes decisões primordiais desde ali tomadas
devem ser firmes e imediatas!
Firmes e imediatas, mas pacienciosas...
No trilhar dos necessários e árduos caminhos
Da criteriosa educação, preparação técnica e projetos
Seguidas de execução, conquista, manutenção e especializações periódicas
Pois assim como tais nuvens aceleradas no céu...
...Nossas vidas também costumam passar num piscar de olhos.
Armeniz Müller.
...Oarrazoadorpoético.
Juro que ainda há pouco, nas nuvens formadas no céu de Curitiba, vi um bebezinho brincando alegremente com seu ursinho de pelúcia...
Filhos, filhos e mais filhos! mas filhos de quem mesmo?...
Filhos, filhos e mais filhos! Ainda falando em filhos egoístas e aumento de miséria social... Concordemos que racional mesmo seria não tê-los, ao invés de mergulhar de cabeça raspada nesses sacrificantes, frios e empobrecedores relacionamentos familiares, tantos deles sem quase nenhuma comunicação amorosa, seja através de palavras ou gestos de aninhamento, proteção e acolhimento.
Entretanto, em tendo-os que lhes demos a melhor criação e educação possíveis, isso que num futuro próximo certamente em muito os ajudará a serem condignos e produtivos cidadãos.
Por outro lado, o velho lado da ilusão, roubalheira e enganação oficiais, mas a quem mesmo poderão sair os "lucrativos filhos" da nova administração petista?... Aqui, sem quaisquer intenções de desrespeito pessoal a quem quer que seja, concordemos também que se esses tais "ninhos" já eram multidões nos malfadados tempos dos prometidos cem dólares do salário petista, doravante formarão ninhadas e mais ninhadas de seres famintos buscando sobreviver a qualquer custo, quando assim serão gerados com o ilusório "patrocínio oficial" de cento e cinquenta reais per capita até seis anos. Isso quase provoca saudades daqueles "estranhos" tempos, quando então , pelo menos prometia-se aumentos de salários e não de esmolas, como agora acontece. Será que a fórmula atual rende mais para os seus criadores, ou assim pretende-se amancebar completamente as classes menos preparadas para enfrentar as crescentes exigências do mercado de trabalho? Nisso não podemos esquecer o avanço tecnológico no campo, nem as terríveis condições das transações bancárias e correspondentes contratações de seguros para garantir safras mínimas de sobrevivência aos pequenos sitiantes... Acredito que resida nisso o principal motivo do incessante êxodo rural na direção das periferias das grandes cidades. Cada grande máquina que chega, são pelo menos vinte famílias descartadas...
Na verdade, tristíssima e desumana verdade, tal aumento das proles famintas serão custeados com o suado dinheirinho dos poucos verdadeiramente trabalhadores, esses pequenos herois cotidianos, os quais nem sei como ainda insistem porque insistem em se esforçar diuturnamente para conquistar o seu próprio sustento.
Atualmente, quanto mesmo estaria custando gerar, criar, educar e manter um filho até a idade adulta dentro de casa?
Sem esquecer que dentre todos os filhos, os piores - pústulas ou futuros psicopatas caseiros - nem ao menos aceitam ponderar sua saída do ninho familiar, onde.ali permanecem sugando seus pais ou avós até a chegada dos próprios cabelos brancos. Isso ainda se torna um tanto quanto tolerável, quando aceitam seguir nos estudos tradicionais, então esforçada ou penosamente alcançando suas primeiras graduações, mestrados ou doutorados...
Embora no âmbito da maioria esmagadora daqueles que detestam a Escola e a rígida disciplina familiar, todos esses infames ali permanecem sugando e até roubando os quase sempre miseráveis benefícios sociais de suas mães, pais e avós, até que finalmente sejam "deserdados" mortiferamente dos seus aquecidos ninhos familiares pelo crime organizado.
Finalizando, será sempre a sociedade organizada quem pagará essas demagógicas contas oficiais - aqui incluindo as financiadas e politicamente refinanciadas esmolas oficiais, as eleições gerais a cada dois anos, os desmoralizantes fundos partidários, os suspeitíssimos orçamentos secretos e as criativas roubalheiras institucionalizadas - arcando ainda com todos os demais altíssimos custos e desastrosas consequências sociais das más formações familiares, mormente as que comumente acontecem nas desumanamente empilhadas periferias das cidades, isso tudo através do elevado custo de vida e dos recolhimentos compulsórios, periódicos e anuais de altíssimos impostos federais, estaduais e municipais, sem esquecer as incontáveis taxas e tarifas oficiais e privadas, culminando com o horripilante pagamento de pedágios milicianos, quando não estritamente enclausurados dentro das próprias habitações... Enfim, todas as camadas da sociedade organizada acabam sendo vítimas do despreparo e da ganância oficial, bem como do incontrolável aumento da criminalidade.
Para fixar mais facilmente esta minha presente reflexão social, lembremos de tantos e tantos desses espertíssimos, pra não dizer safados, indivíduos que a cada dois anos - absurdo isso - abraçam alegremente suas carreiras políticas, essas que logo, logo, se transformam em polpudos empregos vitalícios para eles e seus familiares e amigos do peito, antes ainda de todas as atrocidades oficiais "possivelmente" cometidas com sua ativa ou passiva participação, sempre e sempre contra os interesses e a própria dignidade dos decrescentes cidadãos de inatacável perfil moral. Esses representantes dos eleitores também são ou foram filhos de alguém.
Nem sei bem porque, mas agora mesmo veio-me à memória a volúpia da classe política por obras e mais obras, bem como aquela passagem bíblica dos animais manchados...
Sinto muito.
Armeniz Müller.
...Oarrazoadorpoético.
E assim é...
Quero acreditar, como isso bem quero, que excetuando-se os amores doados incondicionalmente, nos demais amores, mormente aqueles amores perigosamente abrasivados pelas paixões, as palavras ditas nem sempre traduzirão o que realmente vai pelos mais profundos recônditos desses coraçõezinhos assim abrasivados enquanto diuturna e falseantemente apaixonados.
Armeniz Müller.
...Oarrazoadorpoético.
Ah, esses nossos amores!...
Tá chovendo
e muiiito frio...
...Lá fora!
Mas aqui, bem juntinho
do meu bem...
Tô quentinho e sou feliz, agora!
E tudo isso
está mui bem,
berembembém
Desde outrora...
...E quiçá ainda assim estaremos até muitas outras au(ro)ras.
Eu sonhando em frente de minha vidraça matutina, todinha respingada de chuva...
Armeniz Müller.
...Oarrazoadorpoético.
E logo aí vem o Natal...
Avante!...
Porque melhor, bem melhor
Será continuar a caminhar...
...Avançando sempre!
Sempre e sempre...
...Sempre avante caminhando.
Mesmo que em algumas circunstâncias
Sofrida ou penosamente avançando passo a passo...
...Braçada após braçada!
Venha a cair...
Sempre e sempre será melhor levantar-se
Endireitar o corpo e voltar a avançar.
Pois mesmo passo a passo, braçada após braçada avançando...
...Nesse sacrificante esforço todo, acredite!
Isso tudo será melhor, bem melhor
Que desalentada ou covardemente
Deixar-se vencer...
...Ou ainda pior: aceitar retroceder.
Armeniz Müller
...Oarrazoadorpoético.
Cadeias de confiança!...
Você tem talento! Todos temos pelo menos um talento nato... Você já se deu conta disso?
Quanto a mim, eu mesmo muitas vezes me estranho ao me pegar questionando-me a esse respeito, sempre que me encontro sozinho comigo mesmo, o que é muito comum com as pessoas da minha idade...
Tenho mesmo a nítida impressão que o meu eu interior, alma ou espírito... Nem sei bem como poderia definir com absoluta assertividade tal característica, que em mim resulta neste fator preponderante nas minhas reflexões mais intimistas, tantas, elas que quase sempre resultam nestes meus pequenos escritos... O que sei, isso sei e piamente nisso acredito, é que este meu fator preponderante que me estimula e impulsiona esta minha quase autodidata atividade literária seja admiravelmente mais velho, calejado, experiente e misericordiosamente humano que eu mesmo.
Nisso, muito acima de quaisquer confissões e expressões religiosas eu realmente acredito e aceito como sendo o talento que me coube conservar e desenvolver, sempre e sempre em prol de alguém circunstancialmente carente de algumas palavras firmes, mas absolutamente direcionadas para a travessia segura em circunstanciais águas profundas. E esse alguém, hoje, pode ser justamente você que ora me lê... Mas certamente amanhã será você quem poderá ser chamado para amparar e orientar alguém, seja com meras palavras, como assim me coube, ou exemplos ou ainda através de atitudes proativas. Aliás, nisso também eu acredito, pois fosse ao contrário, e como formaríamos as necessárias cadeias de confiança para resgatar, amparar e estimular tantos e tantos a também se disporem a galgar os difíceis degraus que levam a uma vida realmente digna, enquanto próspera no quilate prometido e definido pela própria divindade, isso que sabemos uns e outros terem sido separados para administradores, poetas, profetas ou incansáveis produtores de bens, alimentos, ensinamentos e ou saudáveis entretenimentos. E esse alguém também poderá ser você, por que não?...
Todos fomos contemplados com pelo menos um talento. Característica beneficamente nata essa, o talento, que bem conservado, desenvolvido e explorado, certamente proporcionará uma vida digna e próspera para nós e nossos círculos familiares, afetivos, produtivos e comunitários. Quiçá mesmo proporcionando-nos uma vida integralmente proativa e mutuamente feliz!
E então, você concorda comigo que todos nascemos com pelo menos um talento para ser descoberto através de saudáveis e repetitivamente incansáveis atividades, e até mesmo através de misericordiosas observações de outrem, e que bem cuidado, desenvolvido e explorado em benefício próprio e dos que nos cercam, logo, bem logo se transformará em nosso próprio pão, modo de vida e sucesso?
Quem já não ouviu ou presenciou desenvolvimentos humanos tais, onde algumas criancinhas circunstancialmente carentes, ao crescerem desenvolveram-se tanto que se tornaram astros do esporte, artistas, cientistas, robustos técnicos e mesmo salvadores de vidas ou de almas? Que tal seria aprimorarmos nossas amorosas observações a partir de nossos próprios filhos? Os meus, bem ao contrário de mim, saíram todos no rumo das ciências exatas, e assim se formaram e vivem bem contentes. Assim, se pra eles está bem, pra mim está bem, bem, berembembém... Então, euzinho mesmo, gente do céu! E não conheci em corpo, alma, espírito e travessuras próprias da idade um certo padeirinho lapeano que ainda imberbe se atreveu a começar a ler, ler e estudar, logo começando a escrever até os próprios pensamentos, assim objetivando de alguma forma ajudar robustamente todos aqueles que se dispusessem a ler seus pequenos escritos, hoje espalhados pela vastidão do planeta através da internet?...
E que dizer do verdadeiro e eterno protagonista do Natal Cristão? Aliás, mesmo que em virtude da assustadoramente crescente desumanização dos povos alguns não mais acreditemos piamente nas modernas apresentações natalinas, pelo menos observemos que ali, apesar da chocante pobreza, havia uma família protegendo-se mutuamente... e que até mesmo os animaizinhos ali presentes não estavam aprisionados.
Feliz Natal a todos os que ainda cremos no Senhor Jesus Cristo, como nosso Salvador espiritual.
Armeniz Müller.
...Oarrazoadorpoético.
Olhos divinamente sorridentes!...
Sisudos e calados, circunstancialmente isso até podemos ser... mas amargurada e quase constantemente carrancudos e mal-humorados, isso não!
Quantas vezes, nas ruas, recebemos e imediatamente retribuímos tantos olhares maravilhosissimamente sorridentes! Nas ruas... Mas será que em nossas casas isso assim também acontece frequentemente? Falemos a verdade, tendo nossos botões por testemunhas...
Infelizmente, percebemos que no seio das famílias tal benfazeja interlocução facial e pessoal não acontece exatamente assim, pois enquanto alguns dos seus membros esbanjam amor, alegria e quase constante bom-humor, assim operando verdadeiros e quase divinais milagres de disposição pessoal e de interlocução familiar... Outros, quase sempre os que até se aceitaria fossem um naquinho mais sisudos que os demais, acabam extrapolando seus direitos naturais, e prepotentes e quase diuturnamente carrancudos e de péssimo humor, esses tais, infelizmente, só fazem mais e mais precipitar, estragar e agravar catastroficamente tudo que porventura já estivesse ruim e caminhando para a contrariedade em termos de relacionamentos pessoais ao talvez mesmo sagaz, cruel ou intencionalmente, acelerarem e aprofundarem as até então quase naturais discussões ou pequenas desavenças do cotidiano conjugal ou familiar.
E você... De qual lado você costuma se posicionar durante uma ou outra ocasião semelhante?
Sabendo-se, até mesmo amarguradamente vindo a saber, que a solução verdadeiramente eficaz dos males da vida não reside no uso contínuo do cigarro, do álcool, das drogas lícitas ou ilícitas, e menos ainda nas acaloradas e horripilantes discussões irracionais ou na entristecedora desistência de tudo, muitas vezes até da própria vida...
Que tal seria pelo menos um segundinho antes dos momentos mais rispidamente apelativos e agressivos, buscarmos proteção mútua e solução continuada numa boa dose da mais sensata e cordial comunicação possível?
Eu mesmo, e isso não poucas vezes me acontece, quando começo a me sentir bastante amuado e borocochô, sem entorpecente ou estimulante externo algum costumo criar belas e divertidas imagens mentais, assim convivendo por pequenos mas enriquecedores lapsos de tempo com pessoinhas imaginariamente alegres, cordiais e sorridentes! Como isso me faz bem... embora o melhor mesmo é quando isso me ocorre real e naturalmente, pelo maior tempo possível.
Como é reconfortante poder constatar como um sorriso espontâneo tem o quase divino poder de iluminar semblantes e ambientes... Aliás, e que tal seria hoje ainda, e quem sabe mais frequentemente, passar a ganhar e retribuir sinceramente luminosos enquanto humana e espiritualmente estimulantes e acariciantes sorrisos, brotados da própria alma?
Gente alegre, amorosa e generosamente agradada e ajudada, resultam em amizades natural e perenemente conquistadas!
Um felicíssimo e abençoado Natalício de nosso Senhor Jesus Cristo, para todos os cristãos portadores de corações receptivamente amorosos, enquanto intimamente fervorosos e bondosamente generosos.
Armeniz Müller.
...Oarrazoadorpoético.
Uma rapidinha! antes que o ano acabe...
Assim comumente e "modernamente" fúteis, vaidosos, egoístas, gananciosos e libidinosos pra dedeu, como poderíamos buscar, alcançar e manter humana, ainda que minimamente, os ultranecessários pontos de equilíbrio sentimentais, racionais e até mesmo passionais?!...
Feliz Ano Novo! a todos os meus poucos mas valiosíssimos leitores e amigos, que dedicaram algum precioso tempo na leitura destes meus singelos escritos e pensamentos assimmeioassim poéticos.
Armeniz Müller.
...Oarrazoadorpoético.
