Dia Nacional do teatro
A grandeza e o dilema de ser pai
Ser pai é destino, missão que se trama,
Nos fios do tempo, oculto, a se entrelaçar,
Não é só a vida que se deve perpetuar,
Mas a alma que, em silêncio, se inflama.
Os filhos, seres que nos atravessam,
Não nascem apenas do corpo, mas do sentir,
Cruzam nosso caminho, e ao nos invadir,
Transformam o vazio que em nós cessa.
É nesse encontro que o belo se revela,
Quando o inesperado faz-se em ser,
Almas que, de não ser, passam a viver,
Forjadas no calor que o tempo sela.
Paternidade, processo singular,
Feito de alegrias e de dor calada,
Reconhecida, mas quase sempre velada,
Nos gestos simples, nas palavras a silenciar.
Em cada ação, o pai, com jeito finito,
Revela o divino que em nós habita,
Semelhante a Ele, na tangente da vida,
Invisível, mas presente, o mundo infinito.
Talvez o pecado maior seja a ausência,
Escolha silenciosa que a distância impõe,
De herói a vilão, o pai assim se põe,
No desejo de moldar, com severa paciência.
Mas é nesse dilema que a grandeza reside,
Caminhar entre a presença e o deixar ir,
Dar o melhor de si, sem nunca mentir,
Que o amor, mesmo imperfeito, é o que nos divide.
E assim, no vasto papel que o pai assume,
Descobre-se que ser grande não é só estar,
Mas que, mesmo ausente, pode perdurar,
Sua essência, no coração que o resuma.
Crônicas do Efêmero
No ritual matinal do café quente,
abre-se o dia com moderação,
enquanto o sol, comedidamente,
ensaiando seu brilho, molda a mesa com precisão.
A brisa, tímida e reflexiva,
percorre as folhas com lembranças,
como quem passeia entre memórias,
de um tempo que, na verdade, nunca se foi.
O riso infantil, puro e indomável,
corre sem destino certo,
como se a vida lhe pertencesse,
e o momento fosse uma eternidade.
Um abraço inesperado,
que sem alarde se anuncia,
carregando em seu simples gesto
todo o peso suave da afeição.
E no reencontro com os amigos,
as palavras fluem sem pressa,
entre risos, confidências e recordações,
como se o tempo, por um instante, se esquecesse de passar.
São essas minúcias da existência,
aparentemente insignificantes,
que compõem, em segredo,
o grande romance da vida.
14 de Maio
No 14 de maio de 1888, o Brasil amanheceu livre. Ou ao menos, livre o suficiente para se parabenizar diante do espelho.
A escravidão fora abolida na véspera, por um gesto régio, breve e elegante, como convinha à pena de uma princesa. A tinta mal havia secado, e já se cochichavam loas nos salões. O Império, enfim, provara sua humanidade — ainda que com duzentos e tantos anos de atraso. Diziam-se modernos. Civilizados. Cristãos.
Mas, nas ruas, não houve fanfarra. Nem pão. Nem terra. Nem nome.
Os que saíram das senzalas na véspera encontraram, no dia seguinte, o mesmo chão duro, as mesmas mãos vazias, e o mesmo olhar de soslaio da cidade que os libertara com uma assinatura, mas não com dignidade.
Alguns acreditavam que o trabalho viria como recompensa. Outros, que a caridade cristã desceria dos púlpitos e dos palácios como chuva mansa. Mas a chuva não veio. Nem a caridade. Nem o trabalho. A liberdade, como os santos nos altares, era bonita de se ver, mas inerte ao toque.
Os senhores — agora ex-senhores — mostraram-se melancólicos. Alegaram prejuízos, saudades das "boas relações" com seus cativos, e passaram a vestir ares de vítimas. Alguns, mais práticos, converteram antigos escravos em serviçais por salário algum, chamando isso de transição. Outros apenas viraram o rosto, como quem se desobriga de um cão abandonado ao portão.
O Estado, por sua vez, considerou missão cumprida. E foi descansar.
No dia 14 de maio, portanto, nasceu no Brasil uma nova classe: a dos livres-sem-lugar. Cidadãos sem cidadania. Homens, mulheres e crianças com a dignidade estampada na Constituição e negada na calçada.
Seguimos livres no papel, presos na realidade. As correntes caíram, é verdade — mas com elas não caiu o silêncio, nem a desigualdade. Só mudou a forma da prisão.
O “pão nosso de cada dia” não é uma oração que visa o pão como um bem próprio, mas, sim um pedido de socialização deste pão.
Um pão que não deveria ser só meu ou estar apenas em meu poder já que o pão e o pai, como diz na própria oração, deveria ser nosso.
Pedir apenas o pão de cada dia é uma denúncia clara que o Cristo é contra o acúmulo de bens.
“Mãe tem o ventre que não cicatriza e o coração que não despeja, para que o filho sempre seja seu inquilino.“
Muito além de DNA os pais são imagens a serem refletidas, já que a bondade e o caráter não vem com a genética."
"A mulher foi a última e a mais perfeita criação de Deus.
Tão perfeita que depois de criá-la ele disse:
- Agora sim, posso descansar!"
Cada dia que passa,
Vai ficando pior!
Vai ficando distante;
Aos poucos desaparecendo…
Estou eu aqui, sobrevivendo.
Pior do que não ter a ferramenta correta para capinar, é tê-la, e por imprudência ou imperícia, cortar as próprias pernas...
Um dia irei 'viajar',
Mas nessa vida só vou deixar,
Entre fotos, e feitos, e filhos,
O melhor de mim.
Oponente
Ora irmãos, sabei que a vinda de nosso Senhor Jesus Cristo,
e a nossa reunião com ele, não vai ser de qualquer modo,
rogamo-vos, que não vos demovais, do vosso de pensar, modo.
Não vos pertubeis, quer por palavra quer mesmo por espírito .
O dia de Cristo, vai chegar, mas que ninguém vos minta,
porque isto vai só acontecer, depois da apostasia, na igreja,
e da manifestação do anticristo, que muita gente deseja,
ele é contra tudo o que se chama Deus, ou a culto se admita.
Ele vai sentar-se no templo de Deus, querendo ser Deus,
eu já vos tinha dito estas coisa quando estava no vosso meio,
vos sabeis o que está impedindo a sua vinda em actos seus.
Então há algo que impede que ele venha ao mundo ainda,
mas quando este for do mundo retirado, de vez em cheio,
o anticristo terá assim, liberdade para ter a sua vinda!
Baseado em 2 Tessalonicenses 2:1-6
Restolho
Certamente aquele dia vem, como uma fornalha,
sobre todos os soberbos e todos os ímpios calha.
Os ímpios serão como o restolho deixado no campo,
que é queimado na terra por ser sempre tanto.
Mas vós que temeis o meu nome tereis, luz do sol,
diz o Senhor Deus, que a vós pega no seu colo!...
Tereis salvação debaixo das suas mansas asas.
E para vós já preparou muitas das suas casas
Saireis como bezerrinhos, soltos da sua estrebaria,
com os seus muitos saltos, de muita grande alegria.
E julgareis os ímpios que serão todos exterminados,
Assim será naquele dia que eu já há muito preparei,
Eu o disse pela boca dos santos e dos profetas que enviei.
Arrependam-se os ímpios, para não serem condenados!
Baseado em Malaquias 4:1-6
É mais um dia chuvoso, e você está aqui comigo. Juntos, nós contemplamos a beleza de sua criação, e eu percebo o quão cuidadoso foi, desde as flores a serem regadas ao cheirinho de terra molhada, e mais uma vez eu digo “você caprichou em cada detalhe”.
