Jean la bruyère
Um cadinho pra la, um cadinho pra cá
Um pouquinho de sal aqui e um pouquinho de açúcar ali e assim a vida vai ficando temperadinha..
…da janela do apartamento vejo a vida lá fora, o mundo vive, pessoas vem e vão, se esbarram umas nas outras sem saber quem são, sem lembrar dos rostos, sem observar os sorrisos… sem perceber que dentro de cada um fica o pedacinho do outro.
Nunca tape os ouvidos para o que diz sua consciência. Pode não ouvi-la agora, mas certamente a ouvirá no futuro.
Criar é delirar, criar é o surto d'alma querendo cantar, e a beleza está em poder ouvi-la cantando pra sí.
Pessoas que rasgam a nossa constituição (para usa-la no banheiro) travestidos de "liberdade de expressão", o que mais se pode esperar dessa gente?
O mundo material e o nada estão separados por uma linha tênue, basta meio passo para atravessá-la e não mais retornar. Valorize o mínimo suspiro, cada amanhecer, cada sorriso, cada lágrima pois o amanhã não respeita planos.
Já que não deu certo de outra forma, então seja a amante, passa lá, disfarça, chega de fininho na madrugada, você conhece tudo naquele lugar, as vezes esta com receio de deitar naquela cama! Eu coloco o colchão na sala, e ate coloco uma garrafa de aguá pra gente se refrescar depois da nossa brincadeira, o que acha?...
(Saul Belezza - Patife)
A escuridão não é a ausência de luz. É algo muito mais complexo. Eu já estive lá várias vezes, aliás, ela, de vez em
quando, vem ao meu encontro. Mas, mesmo nas sombras, eu sei que Deus está sempre comigo, nunca me
desamparou. Mesmo na escuridão completa, segura a minha mão e me mostra o caminho. A ausência física de claridade simboliza apenas a fração visível do que sinto, há uma densidade sombria que engole sentido e esperança. Porém, a percepção de uma presença divina me faz acreditar que existe, mesmo no ponto mais escuro, uma mão invisível capaz de me guiar quando minhas forças falham.
Houve momentos em que um abraço era tudo que eu precisava… mas ninguém estava lá. A solidão se torna um grito mudo, um vazio que aperta o peito, quando o corpo implora por calor e só recebe o frio implacável das paredes gélidas. Nessas horas, a ausência do toque se torna tortura, e o abraço que nunca veio rasga ainda mais a minha alma já despedaçada.
O mundo lá fora desaba em água e cólera, e eu aqui, sob este teto de vidro, vestígio translúcido daquilo que um dia chamei de proteção, permaneço imóvel, vulnerável, suplicando em silêncio para que sua fragilidade não ceda antes da minha. Como se houvesse hierarquia no colapso.
O vento lá fora não sopra, fere, ele vem cortante, como se quisesse arrancar da pele os nomes que o tempo tatuou em silêncio.
vida muito louca
uma hora eu me sinto lá em cima
e outra hora me sinto lá em baixo
não sei onde me encaixar
e onde eu devo estar
ou talvez eu tenha nascido apenas para falhar.
