Jean la bruyère
Sempre esperou alguma coisa. Um oi talvez. Quem sabe um bom dia, sei lá. Qualquer coisa, que a mantivesse informada dos seus passos. Era assim que ela o esperava sempre.
Quando ouço os pássaros, o vento e a vida vibrando lá fora, sinto que já valeu a pena ter chegado até aqui.
Nada restará para lembrar. Se restar será passado e ficará em uma gaveta. Espero nunca mais abri-la.
Parece-me absurdo o sofrimento, enquanto lá fora o momento se faz presente. Custa-me acreditar que há desordem emocional, enquanto o sol nasce e se põe, enquanto o vento dança num ritmo harmonioso, enquanto a vida borbulha numa taça de cristal e o mundo respira amor.
Procure ser uma pessoa do bem. O que plantamos, lá na frente colhemos e uma boa colheita só será prospera se nos doarmos inteiramente.
Respire fundo. Respire a liberdade. Ame. Ame muito. Busque lá no íntimo o que tem de mais valioso. Sinta o aroma do amanhecer. Ouça o canto dos pássaros. Contemple o nascer e o pôr do sol. Sorria. Sorria muito. O mundo foi criado para ser admirado e contemplado. Viva. Viva intensamente como se hoje fosse o último dia.
Às vezes é preciso apenas uma paradinha básica, para resgatar o que ficou lá trás esquecido e que precisa vir a tona.
Cuidar de uma cidade é preservá-la e amá-la. Destruí-la é não estar em consonância com as Leis do Universo.
Quando a saudade bater na porta, deixá-la-ei entrar e terei a plena certeza de que o momento será inesquecível.
